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12 Último livro da série Ligeiramente | Ligeiramente Perigoso | Opinião
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✏ A Série Ligeiramente começa com Ligeiramente Casados e continua em Ligeiramente Perverso. Existem ainda duas prequelas a esta série intituladas Uma Noite de Amor e Um Verão Inesquecível, já editadas em Portugal
Ligeiramente Casados
Série Ligeiramente #1
Editor: Edições ASA (Abril, 2013)
Género: Romance Histórico
Páginas: 336
Original: Slightly Married (2003)




Frases Preferidas:

A família Bedwyn está de volta. Estes seis irmãos e irmãs são capazes de tudo para concretizarem os seus sonhos… até de mandar às urtigas as normas rígidas da alta sociedade britânica, na qual continuam a fazer os possíveis por não ferir demasiado os sentimentos alheios.

V ingança. É essa a palavra que paira na mente de Gervase Ashford, conde de Rosthorn, ao conhecer a bela Lady Morgan Bedwyn. Em circunstâncias normais, o jovem aristocrata não lhe teria dispensado mais do que um breve olhar de apreciação. Mas esta é uma situação em tudo excecional pois Morgan é irmã do seu pior inimigo. Na cabeça de Gervase começa a delinear-se um plano ligeiramente tentador…
Liberdade. À boa maneira da família Bedwyn, é esse o desejo de Lady Morgan. Há muito que a jovem acalenta o sonho de casar por amor, e está tudo menos disposta a ser um peão no jogo do conde. Mais, ela está decidida a mostrar-lhe que se meteu com a pessoa errada. Mas quando dá por si perdida em plena batalha de Waterloo, é em Gervase que encontra o tão desejado ombro amigo.
Para o conde, a situação revela-se perfeita. Entre ele e a realização do seu plano, existe apenas um obstáculo: a voluntariosa, obstinada e irresistível Morgan Bedwyn.
Opinião...





«Eles eram de mundos diferentes. (…) Mas não eram mundos, eram universos.»
O coronel Lord Aiden Bedwyn está habituado a esconder-se por detrás de uma dura fachada militar, mas se é severo e, aparentemente, desprovido de humor, Aiden é também um homem de palavra…e quando o capitão Morris, a quem Aiden deve a própria vida, cai em batalha no sul de França, o coronel não tem outra opção senão prometer-lhe três coisas: 1) dará pessoalmente a notícia da morte de Morris à sua irmã, Eve; 2) não a deixará pôr luto e 3) irá protegê-la a qualquer custo…Claro que, na altura em que fez estas promessas, Aiden desconhecia a extensão das mesmas…
Eve lida com a insuportável agonia da sua perda em ao mesmo tempo que se vê obrigada a enfrentar problemas bem mais práticos: o pai havia-lhe deixado a propriedade em herança apenas por um ano, enquanto solteira…ou definitivamente, se resolvesse (finalmente) casar…
Com apenas 5 dias até à conclusão do prazo, Eve e Aiden acabam por se ver Ligeiramente Casados…
Eis o que mais gosto em Mary Balogh: a autora não se limita a juntar duas personagens enamoradas, fá-las apaixonarem-se! Prossegue com a história quando muitos já a dariam por concluída. Define o carácter das suas personagens através das suas escolhas em tempo de acção.
Assim, Eve e Aiden ganham tempo para se conhecerem um ao outro, para crescerem pessoalmente e mudar atributos individuais de personalidade e nós ganhamos tempo para conhecermos ambos através de uma narrativa que espelha maravilhosamente o esplendor da época, a frivolidade e as regras da aristocracia e as expectativas da sociedade.
Balogh recheou Ligeiramente Casados com fantásticos e curiosos detalhes que nos ajudam a construir uma forte noção sobre a ambiência e sobre o desfasamento entre Eve e Aiden a nível social. E, o mais maravilhoso, fá-lo sem debitar!
A aleatoriedade parece reinar sobre os acontecimentos, com inesperadas casualidades a empurrar constantemente os protagonistas em direcção um ao outro. Ao adicionar, inicialmente, a componente de escassez de tempo Balogh faz-nos entrar na história curiosos com o seu desenvolvimento, intrigados por descobrir se Aiden é movido por bondade ou dever.
…E entretanto, os termos da relação vão mudando…Eve vê-se irremediavelmente atraída por Aiden, ele por ela…e nós pelo livro!!
Frases Preferidas:
«A vida é assim mesmo. Continua, mesmo após grandes tragédias.»
«Eu não acredito no amor romântico. É um mero eufemismo para o apetite sexual dos homens e a fantasia de um lar e segurança para as mulheres. No entanto, acredito na lealdade e na afeição familiar.»
«Eles eram de mundos diferentes. (…) Mas não eram mundos, eram universos.»«O amor não seria argumento suficiente.»
«Há algo infinitamente melhor do que um conto de fadas. É a felicidade. E a felicidade é uma coisa vívida e dinâmica, Eve, e tem de ser trabalhada a cada instante durante a nossa vida. É uma perspectiva muitíssimo mais entusiasmante do que a tola e estática ideia de se ser feliz para sempre.»
Ligeiramente Perverso
Série Ligeiramente #2

É difícil resistir a Lord Rannulf Bedwyn. Para Judith Law, ele é um sonho tornado realidade. É com este belo desconhecido que a jovem decide passar a única noite de paixão da sua vida. Na manhã seguinte, ela submete-se resignadamente ao deprimente papel de dama de companhia de uma tia rica. Judith nunca pensou voltar a ver o homem a quem se entregou de forma tão arrebatada... e imprópria, muito menos encontrá-lo sob o mesmo teto e a cortejar a sua prima. Só que as aparências iludem. Rannulf não esqueceu a noite que passaram juntos. E Judith luta consigo mesma e com essa memória, à qual não pode ceder sob pena de perder a proteção da tia, o seu único sustento após a ruína da família. Quando um escândalo ameaça destruir a sua já frágil existência, Rannulf não hesita em recorrer ao poder e influência dos Bedwyn para a salvar. Os sentimentos de ambos estão ao rubro. Mas qual o futuro de uma relação que começou com uma paixão despudorada e culminou em humilde gratidão? Poderá o verdadeiro amor nascer de algo ligeiramente perverso?
Autor: Mary Balogh
Género: Romance Histórico
Páginas: 368
Original: Slightly Wicked (2003) [Goodreads] [WOOK]




Encontramos Judith numa situação delicada já que é obrigada a deixar a família para ir viver com a tia Effingham. Avizinha-se uma vida de monotonia e escravidão, sem pretendentes, sem casamento, sem um lar ou uma família próprios…ou assim pensava Judith…
Balogh convenceu-me logo nos primeiros capítulos que esta seria uma aventura bem prazerosa…e com alguns percalços pelo caminho! Em poucos parágrafos, a autora descreve as suas personagens e avança na história, deixando-nos concluir o resto por nossa conta mas sem deixar lacunas, assim, o romance nunca se torna aborrecido e o ritmo da leitura é muito agradável.
A autora criou para Ligeiramente Perverso personagens que nos divertem, personagens que nos irritam, personagens que nos enojam e personagens verdadeiramente apaixonantes, como é o caso de Judith, uma jovem desafortunada cujo potencial é cruelmente abafado pelo pai e pela tia.
Um romance que se desenvolve numa época muito interessante, bem desenvolvido e cuidadosamente construído, que dá continuação à saga dos desregrados, arrogantes e frios irmãos Bedwyn. A existência dos livros anteriores ajuda-nos a entrar na história bem depressa e a apreciá-la logo desde o seu início, além de criar uma sensação de familiaridade para com algumas personagens.
Gostei bastante de Ligeiramente Perverso', como já tinha gostado de 'Ligeiramente Casados'… e não vou deixar de acompanhar os Bedwyn!

C rescer no seio da família Bedwyn não é tarefa fácil; que o diga a jovem Freyja Bedwyn. Tendo passado a infância rodeada por quatro rapazes, habituou-se desde cedo a igualá-los em ousadia e independência. Mas o atrevimento - tolerável numa menina - é considerado inaceitável numa mulher.
Opinião...





My rating: 4 of 5 stars
Encontramos Judith numa situação delicada já que é obrigada a deixar a família para ir viver com a tia Effingham. Avizinha-se uma vida de monotonia e escravidão, sem pretendentes, sem casamento, sem um lar ou uma família próprios…ou assim pensava Judith…
'Por uma vez na sua vida, ela precisava, precisava desesperadamente, de fazer algo gloriosamente escandaloso, chocante, ousado e... completamente fora do habitual.'
Balogh convenceu-me logo nos primeiros capítulos que esta seria uma aventura bem prazerosa…e com alguns percalços pelo caminho! Em poucos parágrafos, a autora descreve as suas personagens e avança na história, deixando-nos concluir o resto por nossa conta mas sem deixar lacunas, assim, o romance nunca se torna aborrecido e o ritmo da leitura é muito agradável.
A autora criou para Ligeiramente Perverso personagens que nos divertem, personagens que nos irritam, personagens que nos enojam e personagens verdadeiramente apaixonantes, como é o caso de Judith, uma jovem desafortunada cujo potencial é cruelmente abafado pelo pai e pela tia.
'Judith era a filha embaraçosamente inconveniente, a feia, a que estava sempre bem-disposta, a sonhadora.'
Um romance que se desenvolve numa época muito interessante, bem desenvolvido e cuidadosamente construído, que dá continuação à saga dos desregrados, arrogantes e frios irmãos Bedwyn. A existência dos livros anteriores ajuda-nos a entrar na história bem depressa e a apreciá-la logo desde o seu início, além de criar uma sensação de familiaridade para com algumas personagens.
Gostei bastante de Ligeiramente Perverso', como já tinha gostado de 'Ligeiramente Casados'… e não vou deixar de acompanhar os Bedwyn!
'o amor não é inteiramente físico, mental, ou sequer emocional. É muito mais do que qualquer uma dessas coisas. É a essência da própria vida, não é assim?'
Ligeiramente Escandalosa
Série Ligeiramente #3
Quando, a meio de uma viagem a Bath, o quarto em que Freyja está hospedada é invadido por um atraente fugitivo, a jovem não tem meias-medidas e esmurra-o. Ele é Joshua Moore, o petulante marquês de Hallmere. Nessa noite mal adivinham que, dias depois, estarão… noivos. Para duas pessoas que anseiam por liberdade e parecem detestar-se, esta reviravolta é, no mínimo, inexplicável.
Entre o choque e a admiração, a alta sociedade não se cansa de especular sobre a origem de uma relação tão enigmática, excessiva, e ligeiramente escandalosa…
Autor: Mary Balogh
Género: Romance Histórico
Páginas: 368
Original: Slightly Scandalous (2003) [Goodreads] [WOOK]




O meu interesse e curiosidade por Freyja Bedwyn têm vindo a crescer ao longo desta série. É sempre curioso ler sobre uma personagem que «queria mais da vida do que simplesmente conformar-se com um casamento que prometia respeitabilidade e prosperidade» numa época em que o casamento era a grande aspiração da mulher, ditando o seu bem-estar futuro.
Inesperadamente - e meio por brincadeira - Freyja dá consigo noiva do marquês de Hallmere, Joshua Moore, um homem que deseja tanto deixar-se acorrentar pelo casamento quanto ela. O plano é cancelar o noivado o mais depressa possível mas a cada dia que passa Freyja e Joshua acabam por se enterrar cada vez mais fundo, cada vez mais comprometidos…
Resumindo em poucas palavras, gostei do livro em geral, de ver crescer o amor nem sequer são inimigos de respeito. Isto foi uma espécie de desilusão, não foi?»
entre Freyja e Joshua e diverti-me bastante a vê-los cada vez mais aflitos, contudo, em relação à trama que envolve Joshua e que empurra ambos para o indesejado noivado penso que posso aplicar as palavras do próprio Joshua: «
...Foi.
A história não é sequer original já que a própria autora escreveu uma variação deste enredo em Um Verão Inesquecível onde também é combinado um noivado de fachada em que o noivo tem por objectivo livrar-se de um casamento que não deseja e a noiva concorda, em troca de divertimento. «Que complicada se tornara a vida. E indiscutivelmente emocionante.»
Durante grande parte do tempo, Freyja e Joshua espicaçam-se mutuamente - para nosso divertimento. Freyja sentia-se «fervilhar de hostilidade sempre que estava perto dele» mas no final acaba por ceder. Lentamente, passam de não gostarem um do outro para alguma simpatia já que «O marquês de Hallmere podia ser, e não havia dúvidas de que era, sinónimo de todo o tipo de coisas desagradáveis e duvidosas, mas pelo menos não era insípido». Inevitável e irreversivelmente, Freyja e Joshua acabam por se apaixonar um pelo outro e é o desabrochar deste amor que nos mantém presos ao livro. Outra mais-valia é, para quem acompanha a série, rever os Bedwyn que protagonizaram os livros anteriores.
Gostei de Ligeiramente Escandalosa mas as minhas expectativas em relação a Freyja e à sua história não se viram fundamentadas.
Opinião...





Inesperadamente - e meio por brincadeira - Freyja dá consigo noiva do marquês de Hallmere, Joshua Moore, um homem que deseja tanto deixar-se acorrentar pelo casamento quanto ela. O plano é cancelar o noivado o mais depressa possível mas a cada dia que passa Freyja e Joshua acabam por se enterrar cada vez mais fundo, cada vez mais comprometidos…
Resumindo em poucas palavras, gostei do livro em geral, de ver crescer o amor nem sequer são inimigos de respeito. Isto foi uma espécie de desilusão, não foi?»entre Freyja e Joshua e diverti-me bastante a vê-los cada vez mais aflitos, contudo, em relação à trama que envolve Joshua e que empurra ambos para o indesejado noivado penso que posso aplicar as palavras do próprio Joshua: «
...Foi.
A história não é sequer original já que a própria autora escreveu uma variação deste enredo em Um Verão Inesquecível onde também é combinado um noivado de fachada em que o noivo tem por objectivo livrar-se de um casamento que não deseja e a noiva concorda, em troca de divertimento. «Que complicada se tornara a vida. E indiscutivelmente emocionante.»
Durante grande parte do tempo, Freyja e Joshua espicaçam-se mutuamente - para nosso divertimento. Freyja sentia-se «fervilhar de hostilidade sempre que estava perto dele» mas no final acaba por ceder. Lentamente, passam de não gostarem um do outro para alguma simpatia já que «O marquês de Hallmere podia ser, e não havia dúvidas de que era, sinónimo de todo o tipo de coisas desagradáveis e duvidosas, mas pelo menos não era insípido». Inevitável e irreversivelmente, Freyja e Joshua acabam por se apaixonar um pelo outro e é o desabrochar deste amor que nos mantém presos ao livro. Outra mais-valia é, para quem acompanha a série, rever os Bedwyn que protagonizaram os livros anteriores.
Gostei de Ligeiramente Escandalosa mas as minhas expectativas em relação a Freyja e à sua história não se viram fundamentadas.
"E é tão inocente que chego a recear por ela. Talvez não devêssemos recear por pessoas desse género, mas por nós próprios, a quem a experiência ensinou a não confiar nos outros ou na própria vida."
(Ligeiramente Escandalosa, Mary Balogh)
Ligeiramente Tentador
Série Ligeiramente #4
Liberdade. À boa maneira da família Bedwyn, é esse o desejo de Lady Morgan. Há muito que a jovem acalenta o sonho de casar por amor, e está tudo menos disposta a ser um peão no jogo do conde. Mais, ela está decidida a mostrar-lhe que se meteu com a pessoa errada. Mas quando dá por si perdida em plena batalha de Waterloo, é em Gervase que encontra o tão desejado ombro amigo.
Para o conde, a situação revela-se perfeita. Entre ele e a realização do seu plano, existe apenas um obstáculo: a voluntariosa, obstinada e irresistível Morgan Bedwyn.
Autor: Mary Balogh
Género: Romance Histórico
Páginas: 336
Original: Slightly Tempted (2004) [Goodreads] [WOOK]




(4 em 5)
Com uma escrita polida, que se adequa à época em que decorrem os seus romances, Mary Balogh consegue tirar partido de vários pormenores históricos interessantes, sem tornar a leitura fastidiosa.
Ligeiramente Tentador é, para mim, bastante melhor que o livro anterior, Ligeiramente Escandalosa, já que possui aquilo que mais me agradou nos primeiros livros da saga: permite-nos observar o desabrochar de um amor que vai crescendo, sem pressas, à medida que os protagonistas vão convivendo. Neste caso, o conde de Rosthorn, Gervase, procurava apenas vingança quando se aproximou de Lady Morgan, o tesouro mais cobiçado do mercado matrimonial, com o objectivo de fazer o irmão mais velho de Morgan pagar pelo exílio a que foi obrigado há nove anos atrás quando, como consequência de um escândalo, teve que abandonar Inglaterra.
São estas duas personagens que fazem com que a história valha a pena; Morgan possui a característica altivez monárquica dos Bedwyn, mas que na verdade não passa de uma fachada para manter os indesejáveis à margem. Por seu lado, Gervase, filho de mãe francesa, está para lá das susceptibilidades e inibições inglesas, representando uma exuberante inovação no meio social a que Morgan está habituada. Inesperadamente, acaba por nascer entre ambos uma grande amizade, estimulada pelo drama vivido em Bruxelas quando os soldados partiram para derrotar finalmente Napoleão na Batalha de Waterloo. A amizade entre indivíduos do sexo oposto não é um elemento muito explorado em Romances Históricos e, neste livro, acaba por representar uma opção inteligente da autora, funcionando muito bem para solidificar o romance entre Gervase e Morgan.
Este é um daqueles livros que nos permite relaxar e seguir a história de forma descomprometida. Talvez o número de cenas sensuais seja insuficiente para as leitoras que se tenham deixado levar pelo título sugestivo do livro, mas para mim foi algo que me deixou ainda mais satisfeita.
No final, Balogh revela-nos os motivos que granjearam a Gervase uma reputação tão sórdida e que levaram à animosidade entre ele e Wulfric, termiando com o tão ansiado final feliz, mas também uma misteriosa ponta solta que estará, penso eu, associada ao próximo livro.
Apesar de ter sido o ódio a aproximá-los, será o amor a mantê-los unidos, embora para isso tenham que esquecer o passado e considerar que, não tivessem as coisas acontecido desta forma, nunca se teriam sequer conhecido.




(3 em 5)
opinião




(4 em 5)

Este é um daqueles livros que nos permite relaxar e seguir a história de forma descomprometida. Talvez o número de cenas sensuais seja insuficiente para as leitoras que se tenham deixado levar pelo título sugestivo do livro, mas para mim foi algo que me deixou ainda mais satisfeita.

Apesar de ter sido o ódio a aproximá-los, será o amor a mantê-los unidos, embora para isso tenham que esquecer o passado e considerar que, não tivessem as coisas acontecido desta forma, nunca se teriam sequer conhecido.
«Vale a pena impressionar certas senhoras» - p. 6
«Como pode haver paz, se os homens se vêem obrigados a lutar para a conseguir?» - p. 85
Ligeiramente Indecente
Série Ligeiramente #5

É no campo da Batalha de Waterloo, entre os soldados feridos, que Rachel York espera encontrar a salvação para si e para as suas amigas. Ludibriadas por um falso pretendente, as quatro encontram-se agora longe de casa, na penúria e obrigadas a viver num bordel. Mas Rachel é uma jovem cheia de recursos e não se dá por vencida. A solução para todos os seus problemas - pensa - está num belo soldado moreno que perdeu a memória.
Pois para poder receber uma avultada herança, Rachel precisa de um marido. Basta convencer o soldado desconhecido a alinhar no jogo. O que ninguém sabe é que o jovem é nada menos que Lord Alleyne, o benjamim da família Bedwyn. Mas, por muita boa vontade que ele tenha, nada corre como planeado ao chegarem a Inglaterra. E a situação complica-se - quanto mais não seja pela crescente atração entre os falsos noivos, numa farsa que parece ser ligeiramente... indecente.
Autor: Mary Balogh
Género: Romance Histórico
Páginas: 336
opinião




(3 em 5)
O desaparecimento de Alleyne em Ligeiramente Tentador ficou para resolver no livro seguinte, deixando-nos curiosas com o que lhe poderá ter acontecido. Parece que, enquanto nos preocupávamos com a sua segurança, Alleyne acordava - sem memória - num bordel. Isto porque, quando quando ia começar a pilhar cadáveres, Rachel se apercebeu que "aquele" ainda estava vivo... e acabou por socorrê-lo.

...E o que levaria Rachel a roubar os que padeceram na Batalha de Waterloo?!... Bem, depois de terem sido elas próprias roubadas por um falso clérigo, as prostitutas que passaram a abrigar Rachel perderam todas as economias que tanto se esforçaram para poupar durante os últimos anos e precisam desesperadamente de dinheiro para poderem saciar a sua sede de vingança contra o cretino que as enganou.
Há outra forma de Rachel conseguir o dinheiro: convencer o tio - o seu único familiar vivo - de que fez um bom casamento e que, assim, as jóias que seriam suas por direito quando fizesse 25 anos, poderão ser-lhe entregues mais cedo. E o falso noivo que seria necessário para a trapaça resultar acabou de chegar inconsciente ao estabelecimento.

Gostei deste quinto livro da série embora esteja longe de ser o meu preferido principalmente porque, sem saber quem é, a contribuição de Alleyne para o enredo está limitada e a participação de Rachel é pouco original. Do que gostei mesmo foi da excentricidade que os rodeia e da comicidade que daí se deriva. As amigas de Rachel, simples e sem os pudores e salamaleques da sociedade da época acabam por ser refrescantes para a saga e muito, muito divertidas!
Infelizmente, estamos quase a dizer adeus aos Bedwyn... e, com tanto mistério que tem vindo a rodear Wulfric, eu estou desejosa de ler o próximo.
Bitmojis | Bitstrips

W ulfric Bedwyn, duque de Bewcastle, é um lobo solitário. A única coisa que o leva a aceitar o convite para uma festa privada é a expectativa de uma noite calma entre velhos amigos. Não contava encontrar mulheres, a grande maioria à caça de… um duque. E contava muito menos que o seu olhar se detivesse na única que não manifesta qualquer interesse por ele.
Christine Derrick é viúva e não tem paciência para jogos. Além disso, não está minimamente interessada em ser amante do gélido Wulfric. Mas as circunstâncias acabam por juntá-los em várias ocasiões, e a verdade é que a atração entre ambos é inegável. A personalidade efervescente e ousada de Christine surpreende o duque, e desperta nele um sentimento inédito. Agora, apenas o amor satisfará a ânsia que o consome…
Ligeiramente Perigoso
Série Ligeiramente #6
Christine Derrick é viúva e não tem paciência para jogos. Além disso, não está minimamente interessada em ser amante do gélido Wulfric. Mas as circunstâncias acabam por juntá-los em várias ocasiões, e a verdade é que a atração entre ambos é inegável. A personalidade efervescente e ousada de Christine surpreende o duque, e desperta nele um sentimento inédito. Agora, apenas o amor satisfará a ânsia que o consome…
Autor: Mary Balogh
Género: Romance Histórico
Páginas: 336
Original: Slightly Sinful (2004) [Goodreads]
opinião
Mal podia esperar para ler Ligeiramente Perigoso porque, além de ter vindo a acompanhar a saga da família Bedwyn desde o início, tinha imensa curiosidade como é que Mary Balogh se ia safar desta: arranjar uma protagonista à altura de Wulfric!
... A resposta veio sob a forma de Christine.
Christine é o oposto de Wulfric. Ele é complexo, «frio, desagradável e altivo», um aristocrata «da ponta dos cabelos à ponta dos pés»; ela é uma rapariga simples, alegre, divertida e muito desastrada. Claro que, juntos, originam igualmente situações antagónicas. Assim, alternamos entre cenas caricatas e cenas românticas e de sedução, discussões corrosivas e conversas de entendimento mútuo, confissão e amizade.
São estas conversas que tornam toda a narrativa realista e o romance credível, são também elas que levam Christine e Wulfric à mesma conclusão: estão apaixonados… e não poderiam estar mais horrorizados com isso!
Mary Balogh fez um excelente trabalho em transformar uma história simples e não necessariamente original em algo que é entusiasmante de ler. Apesar de todo o gelo que aparentemente o compõe, não é difícil encantarmo-nos com Wulfric. De modo muito subtil e reservado, Balogh tem-nos mostrado ao longo dos livros que o Duque de Bewcastle pode não ser muito bom a demonstrar os seus sentimentos mas não é, de todo, isento deles. Ao dar o seu amor a uns poucos eleitos, torna este sentimento ainda mais genuíno e lá porque não partilha todo e qualquer pensamento que lhe ocorre não quer dizer que não está atento a todos os que o rodeiam e que não opera de forma a garantir o seu bem-estar.
Ligeiramente Perigoso é uma excelente conclusão para a série. Uma série que, aos que ainda não leram, recomendo começarem o quanto antes.
... A resposta veio sob a forma de Christine.
Christine é o oposto de Wulfric. Ele é complexo, «frio, desagradável e altivo», um aristocrata «da ponta dos cabelos à ponta dos pés»; ela é uma rapariga simples, alegre, divertida e muito desastrada. Claro que, juntos, originam igualmente situações antagónicas. Assim, alternamos entre cenas caricatas e cenas românticas e de sedução, discussões corrosivas e conversas de entendimento mútuo, confissão e amizade.
São estas conversas que tornam toda a narrativa realista e o romance credível, são também elas que levam Christine e Wulfric à mesma conclusão: estão apaixonados… e não poderiam estar mais horrorizados com isso!
Mary Balogh fez um excelente trabalho em transformar uma história simples e não necessariamente original em algo que é entusiasmante de ler. Apesar de todo o gelo que aparentemente o compõe, não é difícil encantarmo-nos com Wulfric. De modo muito subtil e reservado, Balogh tem-nos mostrado ao longo dos livros que o Duque de Bewcastle pode não ser muito bom a demonstrar os seus sentimentos mas não é, de todo, isento deles. Ao dar o seu amor a uns poucos eleitos, torna este sentimento ainda mais genuíno e lá porque não partilha todo e qualquer pensamento que lhe ocorre não quer dizer que não está atento a todos os que o rodeiam e que não opera de forma a garantir o seu bem-estar.
Ligeiramente Perigoso é uma excelente conclusão para a série. Uma série que, aos que ainda não leram, recomendo começarem o quanto antes.
1 As Minhas Leituras | Março 2016
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Pequeno, veloz, simples - neste livro Alessandro Boffa pinta uma série de quadros hilariantes que me fizeram rir com vontade!
Mantendo-se fiel às características taxonómicas de Viskovitz em cada uma das suas existências, o autor narra a adaptação do seu protagonista aos temperamentos e susceptibilidades de cada espécie, nem sempre se conformando com as respectivas limitações. A genialidade do escritor e o seu extraordinário sentido de humor tornam todo o trabalho digno de nota, do início ao fim.
Amar é Pensar foi uma das minhas prendas no dia dos namorados... Um dos meus projectos a longo prazo, comecei a ler Fernando Pessoa com a devida atenção em Escritos Íntimos, Cartas e Páginas Autobiográficas e passei agora para esta Antologia que reúne poemas também dos heterónimos, seleccionados e organizados por Vasco Silva. Gostei muito, claro.
Este livro representa também a minha estreia com a editora E-primatur, cujo trabalho me deixou muito agradada.
...um drama familiar...
Este é definitivamente um dos que recomendo este mês! A história desta família, desfeita pela incapacidade de Luke desempenhar o seu papel de pai e esposo, completamente imerso pelo seu trabalho e dedicação aos lobos - animal cujo comportamento tem vindo a estudar ao longo dos anos. Depois de um acidente que o deixa inconsciente e sem perspectivas de que alguma vez venha a recuperar, os filhos e a ex-mulher voltam a reunir-se, enfrentando a terrível decisão de manter ou terminar o suporte artificial de vida.
Adorei este livro! Gostei especialmente dos capítulos de Luke sobre o comportamento dos lobos. A história de Lobo Solitário não é leve e não deixa de ecoar tragicamente, mesmo depois de termos terminado o livro há algum tempo.
...um thriller (muito!) enervante...
Desde que comecei a acompanhar o comissário Joona Linna nas suas investigações que mantenho um interesse feroz nesta série. Lars Kepler, na realidade uma dupla de escritores, escreve os thrillers mais enervantes que já li e Stalker - o quinto livro da série - não é excepção. Exibe, aliás, na perfeição, as características que me levaram a apaixonar pela série. Com os habituais capítulos curtos a história avança a uma velocidade estonteante, acumulando tensão a cada desenvolvimento e culminando num desfecho que eu não estava nada à espera.
Quem acompanha Joona Linna vai gostar de rever Erik que entrou em O Hipnotista; no entanto, quem nunca leu um livro da série não terá dificuldade em acompanhar esta história.
... a extinção da humanidade...
A evolução da espécie humana pode significar a extinção do Homo sapiens, assim, o autor de Extinção, Kazuaki Takano, confronta-nos com o dilema moral de eliminar um ser, humano como nós, com potencial para desencadear a nossa obliteração, tomando o nosso lugar... antes que seja tarde demais.
A história de Extinção é muito interessante e foi enriquecida com conceitos científicos, militares e políticos. No entanto, nem todos os leitores pegam num thriller à espera de serem bombardeados com teoria científica e prática laboratorial pelo que a intenção do autor de fundamentar cientificamente o seu trabalho não só quebra o ritmo do livro como pode perturbar a satisfação do leitor.
Este livro representa também a minha estreia com a editora E-primatur, cujo trabalho me deixou muito agradada.
...um drama familiar...
Adorei este livro! Gostei especialmente dos capítulos de Luke sobre o comportamento dos lobos. A história de Lobo Solitário não é leve e não deixa de ecoar tragicamente, mesmo depois de termos terminado o livro há algum tempo.
Desde que comecei a acompanhar o comissário Joona Linna nas suas investigações que mantenho um interesse feroz nesta série. Lars Kepler, na realidade uma dupla de escritores, escreve os thrillers mais enervantes que já li e Stalker - o quinto livro da série - não é excepção. Exibe, aliás, na perfeição, as características que me levaram a apaixonar pela série. Com os habituais capítulos curtos a história avança a uma velocidade estonteante, acumulando tensão a cada desenvolvimento e culminando num desfecho que eu não estava nada à espera.
Quem acompanha Joona Linna vai gostar de rever Erik que entrou em O Hipnotista; no entanto, quem nunca leu um livro da série não terá dificuldade em acompanhar esta história.
A evolução da espécie humana pode significar a extinção do Homo sapiens, assim, o autor de Extinção, Kazuaki Takano, confronta-nos com o dilema moral de eliminar um ser, humano como nós, com potencial para desencadear a nossa obliteração, tomando o nosso lugar... antes que seja tarde demais.
A história de Extinção é muito interessante e foi enriquecida com conceitos científicos, militares e políticos. No entanto, nem todos os leitores pegam num thriller à espera de serem bombardeados com teoria científica e prática laboratorial pelo que a intenção do autor de fundamentar cientificamente o seu trabalho não só quebra o ritmo do livro como pode perturbar a satisfação do leitor.
Muito ao jeito de Agatha Christie, uma jovem endinheirada é misteriosamente assassinada enquanto viaja no Comboio Azul e as suas jóias desaparecem. Felizmente, Poirot está disponível para auxiliar na investigação!
Cheio de mistério e suspeições, o enredo de O Mistério do Comboio Azul vai ficando cada vez mais denso... As nossas conjecturas vão mudando constantemente e, se forem tão bons detectives como eu já admiti ser, vamos saltando de palpite errado em palpite errado até sermos surpreendidos pelo desfecho. Infelizmente, senti falta de Hastings que contribui sempre com alguma comicidade para o enredo e a demora de Poirot em aparecer na trama levou ao meu fraco interesse pelos primeiros capítulos.
ler opinião >>>
Acompanhei esta história de traições, mentiras e segredos com grande interesse. Dois espiões, ex-amantes, sentam-se para almoçar e esclarecer o passado em relação à participação de alguém da Embaixada Americana - possivelmente um deles - ter auxiliado um ato terrorista em 2006, no aeroporto de Viena.
Gostei bastante deste livro, não só pela história mas também pela forma descomplicada e bem sintetizada que o autor escolheu para a contar, avançando rapidamente para a conclusão. O final do livro, embora possa contrariar os nossos desejos, acaba por lhe dar carácter.
Gostei bastante deste livro, não só pela história mas também pela forma descomplicada e bem sintetizada que o autor escolheu para a contar, avançando rapidamente para a conclusão. O final do livro, embora possa contrariar os nossos desejos, acaba por lhe dar carácter.
Tal como muitos leitores que acompanham As Crónicas de Gelo e Fogo de George R. R. Martin, o meu personagem preferido é Tyrion Lannister.
Assim, como artigo de colecção este livro é fantástico, especialmente pelas extraordinárias e cómicas ilustrações que contém.
Fico contente por adicionar este livro à minha colecção tendo no entanto presente que, como objecto de leitura, no seu sentido mais estrito, não é grande coisa…
Assim, como artigo de colecção este livro é fantástico, especialmente pelas extraordinárias e cómicas ilustrações que contém.
Fico contente por adicionar este livro à minha colecção tendo no entanto presente que, como objecto de leitura, no seu sentido mais estrito, não é grande coisa…
Ligeiramente Indecente é um livro agradável para quem acompanha a série Ligeiramente de Mary Balogh... para quem não acompanha penso que encontrará romance melhor com que se entreter...
Gostei deste quinto livro da série embora esteja longe de ser o meu preferido principalmente porque, sem memória de quem é, a contribuição de Alleyne para o enredo está limitada e a participação de Rachel é pouco original. Do que gostei mesmo foi da excentricidade que os rodeia e da comicidade que daí se deriva. As amigas de Rachel, simples e sem os pudores e salamaleques da sociedade da época acabam por ser refrescantes para a saga e muito, muito divertidas!
Logo quando comecei a ler Atracção Magnética percebi que ia ser "mais do mesmo"...
Não quero ser injusta - o livro não é mau - eu é que estou farta de ler sempre a mesma história, com a mesma sucessão de episódios, perpetrada por personagens que exibem os mesmos traços psicológicos, os mesmos problemas do passado e enfrentam os mesmos dilemas no presente.
A pouca originalidade é canalizada através dos pormenores sobre o negócio de Erica e, para mim, não é o suficiente.
Não quero ser injusta - o livro não é mau - eu é que estou farta de ler sempre a mesma história, com a mesma sucessão de episódios, perpetrada por personagens que exibem os mesmos traços psicológicos, os mesmos problemas do passado e enfrentam os mesmos dilemas no presente.
A pouca originalidade é canalizada através dos pormenores sobre o negócio de Erica e, para mim, não é o suficiente.
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O Amor é Vermelho foi o livro de que menos gostei este mês. Aliás, até à data, foi o livro de que menos gostei este ano. Quanto mais lia, menos percebia - Sophie Jaff misturou acontecimentos bíblicos com passagens eróticas, terror, romance, suspense, paranormal e aquilo que parece ser uma espécie de conto à la Grimm, narrado em simultâneo com o resto da história, mas sem ligação óbvia à mesma... e fê-lo de forma muito pouco consistente.
A identidade do serial killeré tão previsível que as tentativas da autora para a ocultar e induzir-nos em erro se tornam anedóticas. Apesar de no início estar a gostar do livro, a introdução do sobrenatural apanhou-me de surpresa e quando comecei a perceber (mais ou menos) os motivos e objectivos deste serial killer perdi gradualmente o interesse.
Há por aí thrillers tão bons, romances tão admiráveis e literatura fantástica tão notável que ressinto o tempo que perdi com este livro.
A identidade do serial killeré tão previsível que as tentativas da autora para a ocultar e induzir-nos em erro se tornam anedóticas. Apesar de no início estar a gostar do livro, a introdução do sobrenatural apanhou-me de surpresa e quando comecei a perceber (mais ou menos) os motivos e objectivos deste serial killer perdi gradualmente o interesse.
Há por aí thrillers tão bons, romances tão admiráveis e literatura fantástica tão notável que ressinto o tempo que perdi com este livro.
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