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1 As Minhas Leituras | Março 2016

★★★★
 És Um Animal Viskovitz!Wook.pt - Amar é Pensar
★★★★✰
Wook.pt - Lobo Solitário Stalker (Joona Linna #5)
★★★
ExtinçãoO Mistério do Comboio Azul Velhas Traições A Ironia e Sabedoria de Tyrion Lannister  Ligeiramente Indecente (Série Ligeiramente #5)
★★✰✰
 Atracção Magnética (Hacker #1)
✰✰✰
 O Amor é Vermelho

...diversão biológica...
Pequeno, veloz, simples - neste livro Alessandro Boffa pinta uma série de quadros hilariantes que me fizeram rir com vontade!
Mantendo-se fiel às características taxonómicas de Viskovitz em cada uma das suas existências,  o autor narra a adaptação do seu protagonista aos temperamentos e susceptibilidades de cada espécie, nem sempre se conformando com as respectivas limitações.  A genialidade do escritor e o seu extraordinário sentido de humor tornam todo o trabalho digno de nota, do início ao fim.
Wook.pt - Amar é Pensar...uma antologia de poemas...
Amar é Pensar foi uma das minhas prendas no dia dos namorados... Um dos meus projectos a longo prazo, comecei a ler Fernando Pessoa com a devida atenção em Escritos Íntimos, Cartas e Páginas Autobiográficas e passei agora para esta Antologia que reúne poemas também dos heterónimos, seleccionados e organizados por Vasco Silva. Gostei muito, claro.
Este livro representa também a minha estreia com a editora E-primatur, cujo trabalho me deixou muito agradada.

...um drama familiar...
Wook.pt - Lobo SolitárioEste é definitivamente um dos que recomendo este mês! A história desta família, desfeita pela incapacidade de Luke desempenhar o seu papel de pai e esposo, completamente imerso pelo seu trabalho e dedicação aos lobos - animal cujo comportamento tem vindo a estudar ao longo dos anos. Depois de um acidente que o deixa inconsciente e sem perspectivas de que alguma vez venha a recuperar, os filhos e a ex-mulher voltam a reunir-se, enfrentando a terrível decisão de manter ou terminar o suporte artificial de vida.
Adorei este livro! Gostei especialmente dos capítulos de Luke sobre o comportamento dos lobos. A história de Lobo Solitário não é leve e não deixa de ecoar tragicamente, mesmo depois de termos terminado o livro há algum tempo.

...um thriller (muito!) enervante...
Desde que comecei a acompanhar o comissário Joona Linna nas suas investigações que mantenho um interesse feroz nesta série. Lars Kepler, na realidade uma dupla de escritores, escreve os thrillers mais enervantes que já li e Stalker - o quinto livro da série - não é excepção. Exibe, aliás, na perfeição, as características que me levaram a apaixonar pela série. Com os habituais capítulos curtos a história avança a uma velocidade estonteante, acumulando tensão a cada desenvolvimento e culminando num desfecho que eu não estava nada à espera.
Quem acompanha Joona Linna vai gostar de rever Erik que entrou em O Hipnotista; no entanto, quem nunca leu um livro da série não terá dificuldade em acompanhar esta história.
Extinção... a extinção da humanidade...
A evolução da espécie humana pode significar a extinção do Homo sapiens, assim, o autor de Extinção, Kazuaki Takano, confronta-nos com o dilema moral de eliminar um ser, humano como nós, com potencial para desencadear a nossa obliteração, tomando o nosso lugar... antes que seja tarde demais.
A história de Extinção é muito interessante e foi enriquecida com conceitos científicos, militares e políticos. No entanto, nem todos os leitores pegam num thriller à espera de serem bombardeados com teoria científica e prática laboratorial pelo que a intenção do autor de fundamentar cientificamente o seu trabalho não só quebra o ritmo do livro como pode perturbar a satisfação do leitor.
O Mistério do Comboio Azul...uma investigação intrigante...
Muito ao jeito de Agatha Christie, uma jovem endinheirada é misteriosamente assassinada enquanto viaja no Comboio Azul e as suas jóias desaparecem. Felizmente, Poirot está disponível para auxiliar na investigação!
Cheio de mistério e suspeições, o enredo de O Mistério do Comboio Azul vai ficando cada vez mais denso... As nossas conjecturas vão mudando constantemente e, se forem tão bons detectives como eu já admiti ser, vamos saltando de palpite errado em palpite errado até sermos surpreendidos pelo desfecho. Infelizmente, senti falta de Hastings que contribui sempre com alguma comicidade para o enredo e a demora de Poirot em aparecer na trama levou ao meu fraco interesse pelos primeiros capítulos.
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...um almoço de espiões...
Acompanhei esta história de traiçõesmentiras e segredos com grande interesse. Dois espiões, ex-amantes, sentam-se para almoçar e esclarecer o passado em relação à participação de alguém da Embaixada Americana - possivelmente um deles - ter auxiliado um ato terrorista em 2006, no aeroporto de Viena.
Gostei bastante deste livro, não só pela história mas também pela forma descomplicada e bem sintetizada que o autor escolheu para a contar, avançando rapidamente para a conclusão.  O final do livro, embora possa contrariar os nossos desejos, acaba por lhe dar carácter.

 A Ironia e Sabedoria de Tyrion Lannister ...as pérolas de Tyrion...
Tal como muitos leitores que acompanham As Crónicas de Gelo e Fogo de George R. R. Martin, o meu personagem preferido é Tyrion Lannister.
Assim, como artigo de colecção este livro é fantástico, especialmente pelas extraordinárias e cómicas ilustrações que contém.
Fico contente por adicionar este livro à minha colecção tendo no entanto presente que, como objecto de leitura, no seu sentido mais estrito, não é grande coisa
 Ligeiramente Indecente (Série Ligeiramente #5)...um romance divertido...
Ligeiramente Indecente é um livro agradável para quem acompanha a série Ligeiramente de Mary Balogh... para quem não acompanha penso que encontrará romance melhor com que se entreter...
Gostei deste quinto livro da série embora esteja longe de ser o meu preferido principalmente porque, sem memória de quem é, a contribuição de Alleyne para o enredo está limitada e a participação de Rachel é pouco original. Do que gostei mesmo foi da excentricidade que os rodeia e da comicidade que daí se deriva. As amigas de Rachel, simples e sem os pudores e salamaleques da sociedade da época acabam por ser refrescantes para a saga e muito, muito divertidas!

 Atracção Magnética (Hacker #1)... a mesma história de sempre...
Logo quando comecei a ler Atracção Magnética percebi que ia ser "mais do mesmo"... 
Não quero ser injusta - o livro não é mau - eu é que estou farta de ler sempre a mesma história, com a mesma sucessão de episódios, perpetrada por personagens que exibem os mesmos traços psicológicos, os mesmos problemas do passado e enfrentam os mesmos dilemas no presente.
A pouca originalidade é canalizada através dos pormenores sobre o negócio de Erica e, para mim, não é o suficiente.
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 O Amor é Vermelho...uma absurda confusão de géneros literários...
O Amor é Vermelho foi o livro de que menos gostei este mês. Aliás, até à data, foi o livro de que menos gostei este ano. Quanto mais lia, menos percebia - Sophie Jaff misturou acontecimentos bíblicos com passagens eróticas, terror, romance, suspense, paranormal e aquilo que parece ser uma espécie de conto à la Grimm, narrado em simultâneo com o resto da história, mas sem ligação óbvia à mesma... e fê-lo de forma muito pouco consistente.
A identidade do serial killeré tão previsível que as tentativas da autora para a ocultar e induzir-nos em erro se tornam anedóticas. Apesar de no início estar a gostar do livro, a introdução do sobrenatural apanhou-me de surpresa e quando comecei a perceber (mais ou menos) os motivos e objectivos deste serial killer perdi gradualmente o interesse.
Há por aí thrillers tão bons, romances tão admiráveis e literatura fantástica tão notável que ressinto o tempo que perdi com este livro.



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0 O Mistério do Comboio Azul | Opinião

O Misterioso Caso de Styles
(Hercule Poirot n.º 1)
Acontecem coisas estranhas em Styles St. Mary...

A anfitriã, Emily, madrasta de John e de Lawrence Cavendish, tem o controlo absoluto da fortuna familiar desde que o marido morreu. É pois natural que aqueles fiquem bastante preocupados quando Emily decide casar com um homem vinte anos mais novo e ainda por cima com um passado suspeito.

O clima de tensão que se sente entre os membros da família Cavendish deixa o capitão Hastings, de visita à mansão, alarmado e convencido de que algo de terrível está para acontecer. E quando os seus piores receios se concretizam e Emily aparece morta no seu quarto, vale-lhe a ajuda do seu velho amigo Hercule Poirot. O reencontro entre ambos é caloroso mas não dissipa a indefinível e ameaçadora presença do mal...


Autor: Agatha Christie  
Editor: ASA (2002)
Género: Policial
Páginas: 194
Original: The Mysterious Affair at Styles (1920) 



opinião
 (4 em 5)
Quando este é apenas o primeiro livro de Agatha Christie, faz todo o sentido que tenha conquistado o sucesso que hoje lhe conhecemos.

Pouco original à primeira vista, o enredo gira em torno do homicídio de uma idosa abastada, deixando cair as suspeitas instintivamente sobre os possíveis herdeiros; mas é o toque pessoal de Agatha Christie, com recurso à irreverência de Poirot e à saudável curiosidade de Hatings que destaca este livro entre semelhantes.

Complexo mas fácil de acompanhar, «O Misterioso Caso de Styles» é entretenimento garantido - e de qualidade. Christie leva-nos a mudar constantemente de partido, criando e destruindo afinidades no espaço de uma frase, a apontar um desditoso dedo a este ou aquele, a suspeitar de todos... e a rir um bocadinho durante todo este processo.


Crime no Campo de Golfe
(Hercule Poirot n.º 2)
Crime no Campo de Golfe (Hercule Poirot #2)
Um urgente pedido de ajuda leva Poirot a França. Infelizmente, o detective não chega a tempo de salvar o seu cliente, cujo corpo é encontrado numa sepultura aberta num campo de golfe. Mas porque é que o morto enverga o sobretudo do filho? E a quem se destinava a apaixonada carta de amor descoberta no seu bolso? 

Antes que Poirot consiga responder a essas perguntas, o caso sofre uma reviravolta com a descoberta de uma segunda vítima.



Autor: Agatha Christie  
Editor: ASA (2006)
Género: Policial
Páginas: 202
Original: The Murder on the Links (1923) 


opinião
 (4 em 5)

Crime no Campo de Golfe representa mais um fantástico jogo de investigação, reunindo diversos suspeitos que ora deixam escapar informação intrigante ora exibem comportamentos estranhos, alguns realizando um esforço considerável para esconder os seus segredos , outros com motivos mais do que válidos para levar a cabo um homicídio.

… um jogo que Agatha Christie simplesmente não me deixa ganhar! Passei o livro todo a mudar os meus alvos de suspeita, a construir grandes teorias (apenas para as ver arruinadas em seguida) e a renovar opiniões. Assim, sempre que Poirot goza com Hastings pela sua pouca perspicácia em resolver o caso, não posso deixar de levar as coisas um bocadinho a peito já que exibo a mesma «incompetência» para chegar a uma conclusão válida.

Adorei regressar a esta série, observar o «método» do pomposo Poirot, tentar pôr as minhas «celulazinhas cinzentas» a trabalhar e ver, mais uma vez, a facilidade com que Hastings entrega o seu coração apaixonado. Neste livro em particular adorei a picardia entre Poirot e Giraud, o outro detetive encarregue do caso, cuja interação resultou nos momentos mais cómicos do livro, e a velocidade com que nova informação mudava completamente a minha opinião sobre os crimes.

Tenho já uma imagem bastante vívida de Poirot e, cada vez que Christie acrescenta algo que não falha em vir de encontro à ideia que já criei, reforçando o personagem, não consigo deixar de exaltar o trabalho de caracterização e desenvolvimento de personagens que a autora executou.

Assim, estou cada vez mais rendida a Agatha Christie e ao seu peculiar detetive com cabeça em forma de ovo!





O Assassinato de Roger Ackroyd
(Hercule Poirot n.º 4)

Em Fevereiro de 1972, Agatha Christie escreveu uma carta ao seu editor. Nessa missiva, incluída nesta edição especial, a Rainha do Crime elegeu os dez livros de sua autoria de que mais gostava. O Assassinato de Roger Ackroyd, considerado um «favorito de sempre» pela autora, foi originalmente publicado em 1926 na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos. Foi adaptado para o teatro em 1928, tendo também sido transposto para o cinema em 1931 e para a televisão em 1999.

Roger Ackroyd sabia de mais. Sabia que a mulher que amava envenenara o primeiro marido, um homem extremamente violento, e suspeitava que ela era vítima de chantagem. Quando ela é encontrada morta, ele não se conforma com o relatório médico que aponta para suicídio por overdose. Ackroyd desconfia de algo bem mais sinistro e quer encontrar respostas para as inúmeras perguntas que pairam ameaçadoramente no ar. Mas alguém está disposto a impedi-lo. Nem que, para tal, tenha de o matar.


Autor: Agatha Christie  
Editor: ASA (2011)
Género: Policial
Páginas: 240
Original: The Murder of Roger Ackroyd (1926) 




opinião
 (4 em 5)
Depois de uma péssima primeira experiência com Agatha Christie e mais do que convencida de que o «problema» estava na leitora e não na escritora, resolvi tentar novamente.

Todos os «problemas» que tive anteriormente foram completamente ultrapassados neste «O Assassinato de Roger Ackroyd»: simpatizei imenso com Poirot e com o modo pomposo com que deixa as suas «celulazinhas cinzentas» funcionar, fiquei muito intrigada com a história e igualmente curiosa em relação às suas diversas personagens e bastante surpreendida com o desfecho!


Quando Roger Ackroyd é misteriosamente assassinado, as suspeitas recaem sobre todos os presentes na mansão naquela noite. Quem nos narra os acontecimentos é Dr. Sheperd, amigo de Roger, que segue de perto a investigação de Poirot, contratado por Flora, a noiva do principal suspeito e cujo paradeiro se torna suspeitamente desconhecido...


Os Quatro Grandes
(Hercule Poirot n.º 5)
Um desconhecido faz uma visita inesperada a Poirot. A mensagem que então lhe transmite é assustadora e dá conta de uma mortífera rede internacional de crime organizado. Ludibriado por uma falsa missão, o detective é afastado do teatro de operações num momento decisivo. 

Sem se deixar desencorajar, e decidido a levar a investigação até às últimas consequências, dá por si mergulhado no mundo da intriga internacional, arriscando a própria vida para descobrir a verdade sobre Os Quatro Grandes. 

Surpreendentemente, vai ser Achille Poirot, o extravagante irmão gémeo do detective, a desempenhar um papel fundamental na solução do caso.


Autor: Agatha Christie  
Editor: ASA (2011)
Género: Policial
Páginas: 240
Original: The Big Four (1927) 


opinião
 (2 em 5)

Os livros de Agatha Christie costumam deixar-me entusiasmada tanto em relação ao enredo como ao encaminhamento que a autora lhe dá, no entanto, comparativamente aos livros que li anteriormente, Os Quatro Grandes parece-me ter a sua qualidade comprometida.

Menos plausível e menos interessante, este livro debruça-se sobre as sucessivas operações criminosas de um grupo internacional autointitulado de Os Quatro Grandes. Poirot e Hastings investigam sucessivos casos, aparentemente sem associação, mas que, quando resolvidos, conduzem sempre aos mesmos culpados: Os Quatro Grandes.

Pessoalmente, prefiro a dinâmica dos outros livros de Christie; fantásticos jogos de suspeitas que nos obrigam a participar, procurando o assassino entre caras que se vão tornando familiares. Além de fracos e associados de forma descuidada, os casos de investigação deste livro não me pareceram estar de acordo com a suposta magnitude e astúcia dos vilões.



O Mistério do Comboio Azul
(Hercule Poirot n.º 6)
Ruth recebe do pai, um milionário americano, uma extraordinária jóia que encerra “um rasto de tragédia e violência”. Embora seja avisada de que não deve transportá-la para fora do país, Ruth decide levá-la consigo quando parte para Nice a bordo do famoso Comboio Azul. A notícia do seu assassinato será para todos um imenso choque… e mais um desafio para Hercule Poirot.

O Mistério do Comboio Azul (The Mystery of the Blue Train) foi originalmente publicado na Grã-Bretanha, em 1928, ano em que foi igualmente publicado nos Estados Unidos.

Autor: Agatha Christie  
Editor: ASA (2004)
Género: Policial
Páginas: 240
Original: The Mistery of the Blue Train (1928) 


opinião
 (3 em 5)
My rating: 3 of 5 stars

O Mistério do Comboio Azul é mais um óptimo policial de Agatha Christe, cheio de mistério e suspeições.


Quando a filha de um homem muito abastado é assassinada no comboio em que viaja e as suas valiosíssimas jóias desaparecem as suspeitas começam a cair sobre quem teria mais interesse na sua morte: terá sido o marido e único herdeiro... o amante, um escroque reconhecido... a amante do marido para se livrar da concorrência...ou uma outra pessoa?!

As nossas conjecturas vão mudando constantemente e, se forem tão bons detetives como eu já admiti ser, vamos saltando de palpite errado em palpite errado.

Claro que, com o seu formidável instinto, Poirot está na pista certa; resolver este mistério é apenas uma questão de tempo, revelando assim a identidade do assassino (uma surpresa para mim, como já é habitual...)

Com o acumular de desenvolvimentos intrigantes e comportamentos suspeitos, a tensão do livro vai aumentando e o enredo torna-se cada vez mais denso. Gostei bastante deste livro mas fiquei insatisfeita em relação aos seguintes pontos: a ausência de Hastings que contribui sempre com alguma comicidade para o enredo, a demora de Poirot em aparecer na trama, o que levou ao meu pouco interesse pelos primeiros capítulos do livro e a escassez das suas idiossincrasias tão divertidas.





✏   Agatha Christie nasceu Agatha May Clarissa Miller, em Torquay, na Grã-Bretanha, em 1890. Durante a I Guerra Mundial, prestou serviço voluntário num hospital, primeiro como enfermeira e depois como funcionária da farmácia e do dispensário. Esta experiência revelar-se-ia fundamental, não só para o conhecimento dos venenos e preparados que figurariam em muitos dos seus livros, mas também para a própria concepção da sua carreira na escrita. Com o seu segundo marido, o arqueólogo Max Mallowan, Agatha viajaria um pouco por todo o mundo, participando activamente nas suas escavações arqueológicas, nunca abandonando contudo a escrita, nem deixando passar em claro a magnífica fonte de conhecimentos e inspiração que estas representavam.
Autora de cerca de 300 obras (entre romances de mistério, poesia, peças para rádio e teatro, contos, documentários, uma autobiografia e seis romances publicados sob o pseudónimo de Mary Westmacott), viu o seu talento e o seu papel na literatura e nas artes oficialmente reconhecidos em 1956, ano em que foi distinguida com o título de Commander of the British Empire. Em 1971, a Rainha Isabel II consagrou-a com o título de Dame of the British Empire. Deixando para trás um legado universal celebrado em mais de cem línguas, a Rainha do Crime, ou Duquesa da Morte (como ela preferia ser apelidada), morreu em 12 de Janeiro de 1976. Em 2000, a 31st Bouchercon World Mistery Convention galardoou Agatha Christie com dois prémios: ela foi considerada a Melhor Autora de Livros Policiais do Século XX e os livros protagonizados por Hercule Poirot a Melhor Série Policial do mesmo século.


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