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0 A Procura da Verdade Oculta - Textos filosóficos e esotéricos | Opinião
Etiquetas:
4 estrelas,
Fernando Pessoa,
Opinião
Autor: Fernando Pessoa
Editor: Publicações Europa-América
Género: Desenvolvimento Pessoal e Espiritual > Esoterismo Livros em Português > Desenvolvimento Pessoal e Espiritual > Ocultismo
Páginas: 232
outros livros de Fernando Pessoa →
opinião
★★★★☆
«A leitura atenta dos numerosos textos dedicados por Fernando Pessoa à procura da verdade, isto é, à obtenção de um conhecimento satisfatório para a sua apaixonada curiosidade intelectual, para a sua demanda espiritual e para o seu empenhamento na transformação antes de mais nada mental e ética do homem, da pátria e da sociedade, levou-nos a distinguir três estádios dominantes no seu caminho de pensador: o estádio filosófico, o estádio neopagão e o estádio gnóstico.
(...)
O leitor que tiver conseguido percorrer com atenção o labirinto dos textos que aqui apresentamos, esta floresta de símbolos e de significações, que o poeta perseguiu encarniçadamente ao longo de toda a sua existência, terá na verdade feito o equivalente de uma iniciação ou terá sido desperto para uma peregrinação intelectual sem fim, onde não há certezas nem pontos de apoio»
- António Quadros [Prefácio]

Frases Preferidas
«Quando filosofamos a nossa primeira acção mental é, pois, a de expulsar o tirânico preconceito do hábito e, não menos, todo o peso do conhecimento que pode parecer legitimamente adquirido, e pode parecer revestido de indubitável correcção.» - 41
«A razão humana, muitas vezes no caminho certo, sempre distorceu a viagem pelo seu falacioso caminho à razão, pelo seu desejo de tudo explicar para que ela própria possa compreender» - 43
«A sociedade vulgarizou a sensação» - 43
«Asseguro agora, e sempre assegurarei - que o homem ficou aquém do mistério do universal unicamente à relutância de pensar com profundidade.» - 44
«Pascal, porém, sendo francês, não se contradiz e, sendo católico, não inova (...); em Nietzsche a contradição de si próprio é a única coerência fundamental, e a sua verdadeira inovação é o não poder saber o que foi que ele inovou.» - 45
«Como todos os pensamentos culminantes e fecundos dos grandes mestres, isto não significa coisa nenhuma. é por isso que teve tão grande acção nos espíritos: só no vácuo total se pode pôr absolutamente tudo» - 46
«Enfim, nada importa a não ser a maneira por que nada importa. Seja e]a bela, ou, ao menos, fútil, porque a futilidade tem de comum com a beleza a indiferença à utilidade e à justiça. O resto é absolutamente vida...» - 47
«O Agnosticismo puro é impossível. O único agnosticismo verdadeiro é a ignorância.» - 48
«Tudo é encontrar qualquer coisa. Mesmo perder é achar o estado de ter essa coisa perdida. (...) Sentir é buscar.» - 52
«A natureza é uma irrealidade divina.» - 62
«Os homens não se agrupam fraternitariamente senão por oposição. Sempre nos unimos para nos opormos. Isto é, aliás, um princípio lógico: definir é limitar.» - 66
«As qualidades puramente sociais que governam os homens são o egoísmo, a socialidade e a vaidade. Por socialidade entendo o instinto gregário; é ela que ameniza e limita, sem nunca o eliminar nem essencialmente o alterar, o egoísmo, qualidade primária, que se deriva da própria circunstância de haver um ego. A vaidade é a consequência do egoísmo na sua limitação pela socialidade; é a qualidade social humana mais evidente. Todo homem quer ser mais que outro, todo homem quer brilhar.» - 66-67
«A ideia de que esta vida é injusta assenta na de que esta vida é toda a vida e disto não há prova. Não há dúvida que existe o mal; o de que pode haver dúvida é de que o mal vença, ou de que o mal representa justiça. Qualquer mal que haja, ainda que dê em bem, é mal em si mesmo; não é, porém, necessariamente injustiça. Pode ser o resultado de uma causa anterior, a nós incógnita; pode ser a provação para a conquista de um bem futuro, que desconhecemos» - 68
«Esperar pelo melhor é preparar-se para o perder: eis a regra. » - 72
«Tudo é sensação.» - 78
«Não conhecemos senão as nossas sensações. O universo é pois um simples conceito nosso.» - 79
«o ateísmo anda sempre ligado a duas qualidades mentais negativas — a incapacidade de pensamento abstracto e a deficiência de imaginação racional» - 94
«Ideado Deus, explica-se o mundo com ele até onde se pode explicar, o resto entra na categoria dos mistérios que Deus nos não explicou. Quer dizer, o nosso raciocínio explica perfeitamente a constituição divina, mas a certo ponto pára, e, em lugar de se admitir um erro, lembra-se de repente de se declarar fraco para continuar, sem pensar que a continuação possa desconfirmar o que está dito.» - 98
«Tudo é determinismo; tudo é determinado. A liberdade é uma ilusão; não passa, no campo real, de uma ilusão necessária à vida. » - 99
« há idiotas que entendem que o racionalismo é ateísta. Não. O racionalismo não é sectário, e o ateísmo como o teísmo — são sectarismos metafísicos.
Entre a ciência e a metafísica não há, pois, contradição; há exclusão mútua. São dois modos de encarar os fenómenos.» - p. 101
«O papel intelectual do sentimento religioso é, em primeiro lugar, o de estabilizador e disciplinador da inteligência. (...) essa escola aplica a religião como um remédio, quando a religião, se a frase se permite, é, antes, uma saúde. Pelo menos, ela é uma grande pândega metafísica, um divertimento transcendente, no teatro iluminado a estrelas do extraordinário universo.» - 106
« Erro, portanto, é uma afirmação de que existe o que não existe. Verdade é, pois, existência.» - 109
«Sentir é existir a sós irreparavelmente. Pensar é existir com os deuses e com a substância visível e harmónica do mundo. Agir é existir com os homens e com a natureza criada.» - 116
«Quer impor-se quem não pode já transformar-se. Quer dar quem já não pode receber. Mas quem não pode transformar-se, na verdade estagnou e quem não pode receber, estagnou também.» - 131
«A primeira regra do amor, e última, é que a cousa amada seja amada por ser essa cousa e não outra, e amada por ser objecto de amor, não por haver «razão» para amá-la.» - 133
«Ver muito lucidamente prejudica o sentir demasiado.» - 134
«Toda a vida é uma simbologia confusa.» - 153
«A intuição é uma operação mental pela qual os resultados da inteligência são obtidos sem usar a inteligência. (...) são atalhos para o conhecimento.» - 183
«a obra de grandes poetas revelam tantos sentidos que é inconcebível terem sido conscientes de todas elas» - 186
«A vida oscila como um pêndulo e a oscilação num sentido requer, para que a mesma vida não pare, uma igual oscilação no sentido inverso.» - 189
«A ilusão é a substância do mundo.» - 215
«Temos que viver intimamente aquilo que repudiamos. (...) Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo - quando o homem se ergue a este píncaro, está livre, como em todos os píncaros, está só, como em todos os píncaros, está unido ao céu, a que nunca está unido, como em todos os píncaros.» - 216
«tudo neste mundo é símbolo e sonho - é símbolo tudo quanto temos, sonho tudo quanto desejamos. O universo inteiro, de que somos parte por castigo e erro, é uma alegoria cujo sentido hoje conheces visto que teus olhos, por fechados, estão abertos, e teus ouvidos, por oclusos, podem enfim ouvir.» - 232
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1 As Minhas Leituras | Março 2016
★★★★★
★★★★✰
★★★✰✰
★★✰✰✰
★✰✰✰✰
Pequeno, veloz, simples - neste livro Alessandro Boffa pinta uma série de quadros hilariantes que me fizeram rir com vontade!
Mantendo-se fiel às características taxonómicas de Viskovitz em cada uma das suas existências, o autor narra a adaptação do seu protagonista aos temperamentos e susceptibilidades de cada espécie, nem sempre se conformando com as respectivas limitações. A genialidade do escritor e o seu extraordinário sentido de humor tornam todo o trabalho digno de nota, do início ao fim.
Amar é Pensar foi uma das minhas prendas no dia dos namorados... Um dos meus projectos a longo prazo, comecei a ler Fernando Pessoa com a devida atenção em Escritos Íntimos, Cartas e Páginas Autobiográficas e passei agora para esta Antologia que reúne poemas também dos heterónimos, seleccionados e organizados por Vasco Silva. Gostei muito, claro.
Este livro representa também a minha estreia com a editora E-primatur, cujo trabalho me deixou muito agradada.
...um drama familiar...
Este é definitivamente um dos que recomendo este mês! A história desta família, desfeita pela incapacidade de Luke desempenhar o seu papel de pai e esposo, completamente imerso pelo seu trabalho e dedicação aos lobos - animal cujo comportamento tem vindo a estudar ao longo dos anos. Depois de um acidente que o deixa inconsciente e sem perspectivas de que alguma vez venha a recuperar, os filhos e a ex-mulher voltam a reunir-se, enfrentando a terrível decisão de manter ou terminar o suporte artificial de vida.
Adorei este livro! Gostei especialmente dos capítulos de Luke sobre o comportamento dos lobos. A história de Lobo Solitário não é leve e não deixa de ecoar tragicamente, mesmo depois de termos terminado o livro há algum tempo.
...um thriller (muito!) enervante...
Desde que comecei a acompanhar o comissário Joona Linna nas suas investigações que mantenho um interesse feroz nesta série. Lars Kepler, na realidade uma dupla de escritores, escreve os thrillers mais enervantes que já li e Stalker - o quinto livro da série - não é excepção. Exibe, aliás, na perfeição, as características que me levaram a apaixonar pela série. Com os habituais capítulos curtos a história avança a uma velocidade estonteante, acumulando tensão a cada desenvolvimento e culminando num desfecho que eu não estava nada à espera.
Quem acompanha Joona Linna vai gostar de rever Erik que entrou em O Hipnotista; no entanto, quem nunca leu um livro da série não terá dificuldade em acompanhar esta história.
... a extinção da humanidade...
A evolução da espécie humana pode significar a extinção do Homo sapiens, assim, o autor de Extinção, Kazuaki Takano, confronta-nos com o dilema moral de eliminar um ser, humano como nós, com potencial para desencadear a nossa obliteração, tomando o nosso lugar... antes que seja tarde demais.
A história de Extinção é muito interessante e foi enriquecida com conceitos científicos, militares e políticos. No entanto, nem todos os leitores pegam num thriller à espera de serem bombardeados com teoria científica e prática laboratorial pelo que a intenção do autor de fundamentar cientificamente o seu trabalho não só quebra o ritmo do livro como pode perturbar a satisfação do leitor.
Este livro representa também a minha estreia com a editora E-primatur, cujo trabalho me deixou muito agradada.
...um drama familiar...
Adorei este livro! Gostei especialmente dos capítulos de Luke sobre o comportamento dos lobos. A história de Lobo Solitário não é leve e não deixa de ecoar tragicamente, mesmo depois de termos terminado o livro há algum tempo.
Desde que comecei a acompanhar o comissário Joona Linna nas suas investigações que mantenho um interesse feroz nesta série. Lars Kepler, na realidade uma dupla de escritores, escreve os thrillers mais enervantes que já li e Stalker - o quinto livro da série - não é excepção. Exibe, aliás, na perfeição, as características que me levaram a apaixonar pela série. Com os habituais capítulos curtos a história avança a uma velocidade estonteante, acumulando tensão a cada desenvolvimento e culminando num desfecho que eu não estava nada à espera.
Quem acompanha Joona Linna vai gostar de rever Erik que entrou em O Hipnotista; no entanto, quem nunca leu um livro da série não terá dificuldade em acompanhar esta história.
A evolução da espécie humana pode significar a extinção do Homo sapiens, assim, o autor de Extinção, Kazuaki Takano, confronta-nos com o dilema moral de eliminar um ser, humano como nós, com potencial para desencadear a nossa obliteração, tomando o nosso lugar... antes que seja tarde demais.
A história de Extinção é muito interessante e foi enriquecida com conceitos científicos, militares e políticos. No entanto, nem todos os leitores pegam num thriller à espera de serem bombardeados com teoria científica e prática laboratorial pelo que a intenção do autor de fundamentar cientificamente o seu trabalho não só quebra o ritmo do livro como pode perturbar a satisfação do leitor.
Muito ao jeito de Agatha Christie, uma jovem endinheirada é misteriosamente assassinada enquanto viaja no Comboio Azul e as suas jóias desaparecem. Felizmente, Poirot está disponível para auxiliar na investigação!
Cheio de mistério e suspeições, o enredo de O Mistério do Comboio Azul vai ficando cada vez mais denso... As nossas conjecturas vão mudando constantemente e, se forem tão bons detectives como eu já admiti ser, vamos saltando de palpite errado em palpite errado até sermos surpreendidos pelo desfecho. Infelizmente, senti falta de Hastings que contribui sempre com alguma comicidade para o enredo e a demora de Poirot em aparecer na trama levou ao meu fraco interesse pelos primeiros capítulos.
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Acompanhei esta história de traições, mentiras e segredos com grande interesse. Dois espiões, ex-amantes, sentam-se para almoçar e esclarecer o passado em relação à participação de alguém da Embaixada Americana - possivelmente um deles - ter auxiliado um ato terrorista em 2006, no aeroporto de Viena.
Gostei bastante deste livro, não só pela história mas também pela forma descomplicada e bem sintetizada que o autor escolheu para a contar, avançando rapidamente para a conclusão. O final do livro, embora possa contrariar os nossos desejos, acaba por lhe dar carácter.
Gostei bastante deste livro, não só pela história mas também pela forma descomplicada e bem sintetizada que o autor escolheu para a contar, avançando rapidamente para a conclusão. O final do livro, embora possa contrariar os nossos desejos, acaba por lhe dar carácter.
Tal como muitos leitores que acompanham As Crónicas de Gelo e Fogo de George R. R. Martin, o meu personagem preferido é Tyrion Lannister.
Assim, como artigo de colecção este livro é fantástico, especialmente pelas extraordinárias e cómicas ilustrações que contém.
Fico contente por adicionar este livro à minha colecção tendo no entanto presente que, como objecto de leitura, no seu sentido mais estrito, não é grande coisa…
Assim, como artigo de colecção este livro é fantástico, especialmente pelas extraordinárias e cómicas ilustrações que contém.
Fico contente por adicionar este livro à minha colecção tendo no entanto presente que, como objecto de leitura, no seu sentido mais estrito, não é grande coisa…
Ligeiramente Indecente é um livro agradável para quem acompanha a série Ligeiramente de Mary Balogh... para quem não acompanha penso que encontrará romance melhor com que se entreter...
Gostei deste quinto livro da série embora esteja longe de ser o meu preferido principalmente porque, sem memória de quem é, a contribuição de Alleyne para o enredo está limitada e a participação de Rachel é pouco original. Do que gostei mesmo foi da excentricidade que os rodeia e da comicidade que daí se deriva. As amigas de Rachel, simples e sem os pudores e salamaleques da sociedade da época acabam por ser refrescantes para a saga e muito, muito divertidas!
Logo quando comecei a ler Atracção Magnética percebi que ia ser "mais do mesmo"...
Não quero ser injusta - o livro não é mau - eu é que estou farta de ler sempre a mesma história, com a mesma sucessão de episódios, perpetrada por personagens que exibem os mesmos traços psicológicos, os mesmos problemas do passado e enfrentam os mesmos dilemas no presente.
A pouca originalidade é canalizada através dos pormenores sobre o negócio de Erica e, para mim, não é o suficiente.
Não quero ser injusta - o livro não é mau - eu é que estou farta de ler sempre a mesma história, com a mesma sucessão de episódios, perpetrada por personagens que exibem os mesmos traços psicológicos, os mesmos problemas do passado e enfrentam os mesmos dilemas no presente.
A pouca originalidade é canalizada através dos pormenores sobre o negócio de Erica e, para mim, não é o suficiente.
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O Amor é Vermelho foi o livro de que menos gostei este mês. Aliás, até à data, foi o livro de que menos gostei este ano. Quanto mais lia, menos percebia - Sophie Jaff misturou acontecimentos bíblicos com passagens eróticas, terror, romance, suspense, paranormal e aquilo que parece ser uma espécie de conto à la Grimm, narrado em simultâneo com o resto da história, mas sem ligação óbvia à mesma... e fê-lo de forma muito pouco consistente.
A identidade do serial killeré tão previsível que as tentativas da autora para a ocultar e induzir-nos em erro se tornam anedóticas. Apesar de no início estar a gostar do livro, a introdução do sobrenatural apanhou-me de surpresa e quando comecei a perceber (mais ou menos) os motivos e objectivos deste serial killer perdi gradualmente o interesse.
Há por aí thrillers tão bons, romances tão admiráveis e literatura fantástica tão notável que ressinto o tempo que perdi com este livro.
A identidade do serial killeré tão previsível que as tentativas da autora para a ocultar e induzir-nos em erro se tornam anedóticas. Apesar de no início estar a gostar do livro, a introdução do sobrenatural apanhou-me de surpresa e quando comecei a perceber (mais ou menos) os motivos e objectivos deste serial killer perdi gradualmente o interesse.
Há por aí thrillers tão bons, romances tão admiráveis e literatura fantástica tão notável que ressinto o tempo que perdi com este livro.
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0 Escritos Íntimos Cartas e Páginas Autobiográficas | Opinião
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5 estrelas,
Fernando Pessoa

opinião
★★★★★
Este livro serviu-me como uma introdução a Fernando Pessoa. Antes de ingressar na obra do poeta queria tentar conhecer e, se possível, compreender um bocadinho a personalidade de Pessoa. É, claro, uma tarefa muito difícil, sendo ele tão fragmentado, tão complexo, tão atormentado na sua busca pela verdade... mas estou muito satisfeita com esta minha tentativa - adorei o livro.
Gostei especialmente do capítulo ESCRITOS ÍNTIMOS E PÁGINAS DE AUTO-ANÁLISE, das Cartas a Mário de Sá Carneiro e de ALGUNS TESTEMUNHOS DE FAMILIARES, AMIGOS E CONTEMPORÂNEOS.
"Mas olhe que nenhum de nós tinha dúvidas: ele era o Mestre!", Almada Negreiros
"Com a obra em prosa de Fernando Pessoa compreendemos, em suma, como o génio de um poeta se funda não apenas na qualidade e na espontaneidade criativas, mas também na insatisfação de uma riqueza cultural jamais contente de si mesma, na elaboração intelectual permanentemente aberta, na inquietação do insaciável viajante das ideias, e na sofreguidão pelo conhecimento em todos os planos, na identificação com as preocupações e os sonhos da comunidade, na assunção de todas as virtualidades da sua língua e herança, no enfrentamento corajoso com o mistério do transcendente e na decisão de nunca se deter no sossego de uma doutrina fixada e fixa, de uma ideologia totalitária e por isso estreita, de um sistema escolástico de ideias e de crenças" - p.13
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