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0 O Mistério do Comboio Azul | Opinião

O Misterioso Caso de Styles
(Hercule Poirot n.º 1)
Acontecem coisas estranhas em Styles St. Mary...

A anfitriã, Emily, madrasta de John e de Lawrence Cavendish, tem o controlo absoluto da fortuna familiar desde que o marido morreu. É pois natural que aqueles fiquem bastante preocupados quando Emily decide casar com um homem vinte anos mais novo e ainda por cima com um passado suspeito.

O clima de tensão que se sente entre os membros da família Cavendish deixa o capitão Hastings, de visita à mansão, alarmado e convencido de que algo de terrível está para acontecer. E quando os seus piores receios se concretizam e Emily aparece morta no seu quarto, vale-lhe a ajuda do seu velho amigo Hercule Poirot. O reencontro entre ambos é caloroso mas não dissipa a indefinível e ameaçadora presença do mal...


Autor: Agatha Christie  
Editor: ASA (2002)
Género: Policial
Páginas: 194
Original: The Mysterious Affair at Styles (1920) 



opinião
 (4 em 5)
Quando este é apenas o primeiro livro de Agatha Christie, faz todo o sentido que tenha conquistado o sucesso que hoje lhe conhecemos.

Pouco original à primeira vista, o enredo gira em torno do homicídio de uma idosa abastada, deixando cair as suspeitas instintivamente sobre os possíveis herdeiros; mas é o toque pessoal de Agatha Christie, com recurso à irreverência de Poirot e à saudável curiosidade de Hatings que destaca este livro entre semelhantes.

Complexo mas fácil de acompanhar, «O Misterioso Caso de Styles» é entretenimento garantido - e de qualidade. Christie leva-nos a mudar constantemente de partido, criando e destruindo afinidades no espaço de uma frase, a apontar um desditoso dedo a este ou aquele, a suspeitar de todos... e a rir um bocadinho durante todo este processo.


Crime no Campo de Golfe
(Hercule Poirot n.º 2)
Crime no Campo de Golfe (Hercule Poirot #2)
Um urgente pedido de ajuda leva Poirot a França. Infelizmente, o detective não chega a tempo de salvar o seu cliente, cujo corpo é encontrado numa sepultura aberta num campo de golfe. Mas porque é que o morto enverga o sobretudo do filho? E a quem se destinava a apaixonada carta de amor descoberta no seu bolso? 

Antes que Poirot consiga responder a essas perguntas, o caso sofre uma reviravolta com a descoberta de uma segunda vítima.



Autor: Agatha Christie  
Editor: ASA (2006)
Género: Policial
Páginas: 202
Original: The Murder on the Links (1923) 


opinião
 (4 em 5)

Crime no Campo de Golfe representa mais um fantástico jogo de investigação, reunindo diversos suspeitos que ora deixam escapar informação intrigante ora exibem comportamentos estranhos, alguns realizando um esforço considerável para esconder os seus segredos , outros com motivos mais do que válidos para levar a cabo um homicídio.

… um jogo que Agatha Christie simplesmente não me deixa ganhar! Passei o livro todo a mudar os meus alvos de suspeita, a construir grandes teorias (apenas para as ver arruinadas em seguida) e a renovar opiniões. Assim, sempre que Poirot goza com Hastings pela sua pouca perspicácia em resolver o caso, não posso deixar de levar as coisas um bocadinho a peito já que exibo a mesma «incompetência» para chegar a uma conclusão válida.

Adorei regressar a esta série, observar o «método» do pomposo Poirot, tentar pôr as minhas «celulazinhas cinzentas» a trabalhar e ver, mais uma vez, a facilidade com que Hastings entrega o seu coração apaixonado. Neste livro em particular adorei a picardia entre Poirot e Giraud, o outro detetive encarregue do caso, cuja interação resultou nos momentos mais cómicos do livro, e a velocidade com que nova informação mudava completamente a minha opinião sobre os crimes.

Tenho já uma imagem bastante vívida de Poirot e, cada vez que Christie acrescenta algo que não falha em vir de encontro à ideia que já criei, reforçando o personagem, não consigo deixar de exaltar o trabalho de caracterização e desenvolvimento de personagens que a autora executou.

Assim, estou cada vez mais rendida a Agatha Christie e ao seu peculiar detetive com cabeça em forma de ovo!





O Assassinato de Roger Ackroyd
(Hercule Poirot n.º 4)

Em Fevereiro de 1972, Agatha Christie escreveu uma carta ao seu editor. Nessa missiva, incluída nesta edição especial, a Rainha do Crime elegeu os dez livros de sua autoria de que mais gostava. O Assassinato de Roger Ackroyd, considerado um «favorito de sempre» pela autora, foi originalmente publicado em 1926 na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos. Foi adaptado para o teatro em 1928, tendo também sido transposto para o cinema em 1931 e para a televisão em 1999.

Roger Ackroyd sabia de mais. Sabia que a mulher que amava envenenara o primeiro marido, um homem extremamente violento, e suspeitava que ela era vítima de chantagem. Quando ela é encontrada morta, ele não se conforma com o relatório médico que aponta para suicídio por overdose. Ackroyd desconfia de algo bem mais sinistro e quer encontrar respostas para as inúmeras perguntas que pairam ameaçadoramente no ar. Mas alguém está disposto a impedi-lo. Nem que, para tal, tenha de o matar.


Autor: Agatha Christie  
Editor: ASA (2011)
Género: Policial
Páginas: 240
Original: The Murder of Roger Ackroyd (1926) 




opinião
 (4 em 5)
Depois de uma péssima primeira experiência com Agatha Christie e mais do que convencida de que o «problema» estava na leitora e não na escritora, resolvi tentar novamente.

Todos os «problemas» que tive anteriormente foram completamente ultrapassados neste «O Assassinato de Roger Ackroyd»: simpatizei imenso com Poirot e com o modo pomposo com que deixa as suas «celulazinhas cinzentas» funcionar, fiquei muito intrigada com a história e igualmente curiosa em relação às suas diversas personagens e bastante surpreendida com o desfecho!


Quando Roger Ackroyd é misteriosamente assassinado, as suspeitas recaem sobre todos os presentes na mansão naquela noite. Quem nos narra os acontecimentos é Dr. Sheperd, amigo de Roger, que segue de perto a investigação de Poirot, contratado por Flora, a noiva do principal suspeito e cujo paradeiro se torna suspeitamente desconhecido...


Os Quatro Grandes
(Hercule Poirot n.º 5)
Um desconhecido faz uma visita inesperada a Poirot. A mensagem que então lhe transmite é assustadora e dá conta de uma mortífera rede internacional de crime organizado. Ludibriado por uma falsa missão, o detective é afastado do teatro de operações num momento decisivo. 

Sem se deixar desencorajar, e decidido a levar a investigação até às últimas consequências, dá por si mergulhado no mundo da intriga internacional, arriscando a própria vida para descobrir a verdade sobre Os Quatro Grandes. 

Surpreendentemente, vai ser Achille Poirot, o extravagante irmão gémeo do detective, a desempenhar um papel fundamental na solução do caso.


Autor: Agatha Christie  
Editor: ASA (2011)
Género: Policial
Páginas: 240
Original: The Big Four (1927) 


opinião
 (2 em 5)

Os livros de Agatha Christie costumam deixar-me entusiasmada tanto em relação ao enredo como ao encaminhamento que a autora lhe dá, no entanto, comparativamente aos livros que li anteriormente, Os Quatro Grandes parece-me ter a sua qualidade comprometida.

Menos plausível e menos interessante, este livro debruça-se sobre as sucessivas operações criminosas de um grupo internacional autointitulado de Os Quatro Grandes. Poirot e Hastings investigam sucessivos casos, aparentemente sem associação, mas que, quando resolvidos, conduzem sempre aos mesmos culpados: Os Quatro Grandes.

Pessoalmente, prefiro a dinâmica dos outros livros de Christie; fantásticos jogos de suspeitas que nos obrigam a participar, procurando o assassino entre caras que se vão tornando familiares. Além de fracos e associados de forma descuidada, os casos de investigação deste livro não me pareceram estar de acordo com a suposta magnitude e astúcia dos vilões.



O Mistério do Comboio Azul
(Hercule Poirot n.º 6)
Ruth recebe do pai, um milionário americano, uma extraordinária jóia que encerra “um rasto de tragédia e violência”. Embora seja avisada de que não deve transportá-la para fora do país, Ruth decide levá-la consigo quando parte para Nice a bordo do famoso Comboio Azul. A notícia do seu assassinato será para todos um imenso choque… e mais um desafio para Hercule Poirot.

O Mistério do Comboio Azul (The Mystery of the Blue Train) foi originalmente publicado na Grã-Bretanha, em 1928, ano em que foi igualmente publicado nos Estados Unidos.

Autor: Agatha Christie  
Editor: ASA (2004)
Género: Policial
Páginas: 240
Original: The Mistery of the Blue Train (1928) 


opinião
 (3 em 5)
My rating: 3 of 5 stars

O Mistério do Comboio Azul é mais um óptimo policial de Agatha Christe, cheio de mistério e suspeições.


Quando a filha de um homem muito abastado é assassinada no comboio em que viaja e as suas valiosíssimas jóias desaparecem as suspeitas começam a cair sobre quem teria mais interesse na sua morte: terá sido o marido e único herdeiro... o amante, um escroque reconhecido... a amante do marido para se livrar da concorrência...ou uma outra pessoa?!

As nossas conjecturas vão mudando constantemente e, se forem tão bons detetives como eu já admiti ser, vamos saltando de palpite errado em palpite errado.

Claro que, com o seu formidável instinto, Poirot está na pista certa; resolver este mistério é apenas uma questão de tempo, revelando assim a identidade do assassino (uma surpresa para mim, como já é habitual...)

Com o acumular de desenvolvimentos intrigantes e comportamentos suspeitos, a tensão do livro vai aumentando e o enredo torna-se cada vez mais denso. Gostei bastante deste livro mas fiquei insatisfeita em relação aos seguintes pontos: a ausência de Hastings que contribui sempre com alguma comicidade para o enredo, a demora de Poirot em aparecer na trama, o que levou ao meu pouco interesse pelos primeiros capítulos do livro e a escassez das suas idiossincrasias tão divertidas.





✏   Agatha Christie nasceu Agatha May Clarissa Miller, em Torquay, na Grã-Bretanha, em 1890. Durante a I Guerra Mundial, prestou serviço voluntário num hospital, primeiro como enfermeira e depois como funcionária da farmácia e do dispensário. Esta experiência revelar-se-ia fundamental, não só para o conhecimento dos venenos e preparados que figurariam em muitos dos seus livros, mas também para a própria concepção da sua carreira na escrita. Com o seu segundo marido, o arqueólogo Max Mallowan, Agatha viajaria um pouco por todo o mundo, participando activamente nas suas escavações arqueológicas, nunca abandonando contudo a escrita, nem deixando passar em claro a magnífica fonte de conhecimentos e inspiração que estas representavam.
Autora de cerca de 300 obras (entre romances de mistério, poesia, peças para rádio e teatro, contos, documentários, uma autobiografia e seis romances publicados sob o pseudónimo de Mary Westmacott), viu o seu talento e o seu papel na literatura e nas artes oficialmente reconhecidos em 1956, ano em que foi distinguida com o título de Commander of the British Empire. Em 1971, a Rainha Isabel II consagrou-a com o título de Dame of the British Empire. Deixando para trás um legado universal celebrado em mais de cem línguas, a Rainha do Crime, ou Duquesa da Morte (como ela preferia ser apelidada), morreu em 12 de Janeiro de 1976. Em 2000, a 31st Bouchercon World Mistery Convention galardoou Agatha Christie com dois prémios: ela foi considerada a Melhor Autora de Livros Policiais do Século XX e os livros protagonizados por Hercule Poirot a Melhor Série Policial do mesmo século.


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