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0 O Crime do Padre Amaro - Opinião
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4 estrelas,
Eça de Queirós,
Literatura Lusófona,
Opinião,
Romance
Autor: Eça de Queirós
Editor: Porto Editora

Género: Romance
Páginas: 512
opinião
★★★★☆
Amor, Paixão, Posse, Martírio – como uma semente impercetível que mal se sente entre os dedos e que se torna, com um pouco de sol e uma pouca de humidade, árvore enorme onde os pássaros cantos e os ventos rugem – 271
Gostei bem mais deste romance proibido entre um padre e uma beata provinciana do que estava à espera graças ao tom crítico e irónico – que chegaria a ser cómico se não refletisse uma triste realidade do seu tempo – com que Eça de Queirós o escreveu.
O escritor arranca do altar estes hipócritas membros do clero lá colocados por um país extremamente religioso, cheio de cegos e devotos seguidores, permitindo-lhes impor ao povo regras que os próprios quebravam sem qualquer consequência.
A corrupção moral destes homens – não mais que isso – é assim exibida; o modo como controlavam os crentes por meio da sua fé, manipulando-os em benefício próprio.
Um clássico que merece bem a nossa atenção.
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0 Sorrisos Quebrados {Livros Abril}
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Literatura Lusófona,
Romance,
Sofia Silva
E, no mais improvável dos lugares, vai encontrar de novo a luz e descobrir que, afinal, é possível amar outra vez. Sorrisos Quebrados marca a estreia de Sofia Silva na escrita de ficção. Um romance sobre violência doméstica, abuso sexual e as segundas oportunidades que a vida por vezes reserva.
Autor: Sofia Silva
Editor: Editorial Presença(Maio, 2018)

Género: Romance
Páginas: 256
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0 Cadáveres às Costas {Livros Março}
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Literatura Lusófona,
Miguel Real,
Romance
Filho, nora e netos ficam hesitantes quanto a acreditar no suposto milagre; mas cada um a seu modo (e também a Igreja, chamada imediatamente para avaliar a situação) descobre como retirar dividendos do episódio - o mesmo acontecendo, aliás, com o jovem escritor que, sem ideias para o seu romance de estreia, tem subitamente um filão ao dispor, para não falar do seu interesse pela neta mais nova da miraculada…
Porém, entre as aparições, a depressão da mãe viúva, a história secular do palacete e o passado e presente da família Peralta, que não se recomenda, chegará a escrever uma página que seja?
Cheio de humor (mas também de crítica e até de alguma verrina), Cadáveres às Costas é um romance admirável sobre Portugal (e a mentalidade portuguesa) que, apesar do século xxi, ainda não conseguiu curar-se de muitas das feridas do passado.
Autor: Miguel Real

Editor: Dom Quixote (Março, 2017)

Género: Romance
Páginas: 496
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0 Ensina-me a voar sobre os telhados {Livros Março}
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João Tordo,
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Literatura Lusófona,
Romance
Lisboa, cem anos depois. No Liceu Camões, um dos mais antigos da cidade, um professor de Geografia suicida-se numa sala de aula. O nosso narrador, funcionário do liceu e alcoólico em recuperação, decide inaugurar uma reunião semanal para ajudar os colegas a superar o choque. Numa noite de Inverno, um misterioso desconhecido aparece no encontro. É japonês e chama-se Tsukuda. O seu estranho comportamento desperta no narrador um fascínio doentio. Ambos são perseguidos pelo passado, ambos desejam o impossível.
Algures entre o sonho e a mais pura realidade, Ensina-me a voar sobre os telhados é um lugar onde um pai e um filho aprendem a amar-se,é um espaço onde se procura aceitar dores antigas e abraçar a fragilidade humana. Um romance que é uma elegia à beleza imperfeita da vida.
Autor: João Tordo

Editor: Companhia das Letras (Março, 2018)
Género: Romance
Páginas: 448
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0 A Chave de Salomão | Opinião
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3 estrelas,
José Rodrigues dos Santos,
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Literatura Lusófona,
Romance
The Key: Tomás Noronha
A mensagem torna Tomás Noronha o principal suspeito do homicídio. Depressa o historiador português se vê na mira da CIA, que lança assassinos no seu encalço, e percebe que, se quiser sobreviver, terá de deslindar o crime e provar a sua inocência.
Ou morrer a tentar.
Começa assim uma busca que o conduzirá às mais surpreendentes descobertas científicas alguma vez feitas.
Será que a alma existe?
O que acontece quando morremos?
O que é a realidade?
Com esta empolgante aventura que arrasta o leitor para o perturbador mundo da consciência e da natureza mais profunda do real, José Rodrigues dos Santos volta a afirmar-se como o grande mestre do mistério. Apesar de ser uma obra de ficção, A Chave de Salomão usa informação científica genuína para desvendar as espantosas ligações entre a mente, a matéria e o enigma da existência.
Autor: José Rodrigues dos Santos Editor: Gradiva (Outubro, 2014)
Género: Romance
Páginas: 624
opinião
★★★☆☆
Apreciar, ou não, um livro de José Rodrigues dos Santos passa muito por gostar, ou não, do tema que ele escolheu para nos lecionar dessa vez. A profundidade com que explora um tema, se este não for do nosso interesse, pode tornar o livro num aborrecimento.
Como gostei do tema abordado acabei por gostar do livro… mas colocando de lado todo o conteúdo teórico-científico temos que encarar o facto de o enredo não ser particularmente inteligente ou sequer original. Também é preciso desenvolver alguma paciência para Tomás, o sabe-tudo de serviço e para a tolinha imatura que o acompanha (e que pouco ou nada contribui para a história), Maria Flor. Tomás tem tido pouco ou nenhum desenvolvimento pessoal ao longo de todos estes livros e o seu papel como mera ferramenta para o escritor encher páginas e páginas de matéria teórica é demasiado óbvio.
Sempre fundamentando o que escreve, em A Chave de Salomão, o escritor começa por abordar a memória (que vai sendo reorganizada à medida que a mente apaga, distorce e acrescenta elementos) e a consciência (que cria parcialmente a realidade através da observação). Conforme o que escreveu Heisenberg, os átomos não são reais, formam um mundo de potencialidades como se vivessem num limbo e só adquirissem existência definida e real quando são observados e a pouco e pouco, José Rodrigues dos Santos aproxima-se de uma noção ainda mais interessante: o universo é consciente, observa-se a si próprio.
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Quando o responsável pela Direção de Ciência e Tecnologia da CIA, Frank Bellamy, é encontrado morto num aparelho do CERN com um papel com a inscrição "The Key: Tomás Noronha", o nosso conhecido historiador fica em apuros. Tomás pode ser a chave para desvendar o mistério mas para aqueles que queriam Bellamy fora do caminho, este bilhete servirá perfeitamente para incriminar o português que, estando preocupado com problemas pessoais, demorará o seu tempo a perceber que o Pentáculo que recebeu misteriosamente pelo correio é bem mais do que imagina…
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✏ José Rodrigues dos Santos nasceu em 1964 Moçambique. É sobretudo conhecido pelo seu trabalho como jornalista, carreira que abraçou em 1981, na Rádio Macau. Trabalhou na BBC, em Londres, de 1987 a 1990, e seguiu para a RTP, onde começou a apresentar o 24 horas. Em 1991 passou para a apresentação do Telejornal e tornou-se colaborador permanente da CNN entre 1993 e 2002.
Doutorado em Ciências da Comunicação, é professor da Universidade Nova de Lisboa e jornalista da RTP, tendo ocupado por duas vezes o cargo de Director de Informação. da televisão pública. É um dos mais premiados jornalistas portugueses, galardoado com dois prémios do Clube Português de Imprensa e três da CNN, entre outros.
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1 As Areias do Imperador: O Bebedouro do Horizonte {Livros Novembro}
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Literatura Lusófona,
Mia Couto,
Romance
As Areias do Imperador: Mulheres de Cinza
Livro 1
Ngungunyane (ou Gungunhane, como ficou conhecido pelos portugueses) foi o último de uma série de imperadores que governou metade do território de Moçambique. Derrotado em 1895 pelas forças portuguesas comandadas por Mouzinho de Albuquerque, Ngungunyane foi deportado para os Açores onde veio a morrer em 1906. Os seus restos mortais terão sido trasladados para Moçambique em 1985. Existem, no entanto, versões que sugerem que não foram as ossadas do imperador que voltaram dentro da urna. Foram torrões de areia. Do grande adversário de Portugal restam areias recolhidas em solo português.
Esta narrativa é uma recreação ficcional inspirada em factos e personagens reais. Serviram de fonte de informação uma extensa documentação produzida em Moçambique e em Portugal e, mais importante ainda, diversas entrevistas efectuadas em Maputo e Inhambane.
Género: Romance
Páginas: 408
A Espada e a Azagaia é o segundo livro ( o primeiro, Mulheres de Cinza, foi publicado em outubro de 2015) de uma trilogia — As Areias do Imperador — sobre os derradeiros dias do chamado Estado de Gaza, o segundo maior império em África dirigido por um africano. Ngungunyane (ou Gungunhane como ficou conhecido pelos portugueses) foi o ultimo dos imperadores que governou toda a metade Sul do território de Moçambique.
Derrotado em 1895 pelas forças portuguesas comandadas por Mouzinho de Albuquerque, o imperador Ngungunyane foi deportado para os Açores onde veio a morrer em 1906. Os seus restos mortais terão sido transladados para Moçambique em 1985. Existem, no entanto, versões que sugerem que não foram as ossadas do imperador que voltaram dentro da urna. Foram torrões de areia. Do grande adversário de Portugal restam as areias recolhidas em solo português.
As Areias do Imperador: A Espada e a Azagaia
Livro 2
Derrotado em 1895 pelas forças portuguesas comandadas por Mouzinho de Albuquerque, o imperador Ngungunyane foi deportado para os Açores onde veio a morrer em 1906. Os seus restos mortais terão sido transladados para Moçambique em 1985. Existem, no entanto, versões que sugerem que não foram as ossadas do imperador que voltaram dentro da urna. Foram torrões de areia. Do grande adversário de Portugal restam as areias recolhidas em solo português.
Género: Romance
Páginas: 462
As Areias do Imperador: O Bebedouro do Horizonte
Neste último volume da trilogia, os prisioneiros embarcam no cais de Zimakaze e a lancha parte em direção ao posto de Languene.
Ali farão uma breve paragem para depois rumarem para o estuário do Limpopo e ali darem início à viagem marítima que conduzirá os africanos para um distante e eterno exílio.
Ali farão uma breve paragem para depois rumarem para o estuário do Limpopo e ali darem início à viagem marítima que conduzirá os africanos para um distante e eterno exílio.
Género: Romance
Páginas: 384
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