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0 A Minha Avó Pede Desculpa | Opinião
Etiquetas:
4 estrelas,
Fredrik Backman,
Opinião,
Romance
Quando a Avozinha morre de repente e deixa uma série de cartas a pedir desculpa às pessoas que prejudicou, tem início a maior aventura de Elsa. As cartas levam-na a descobrir o que se esconde por detrás das vidas de cada um dos estranhíssimos moradores de um prédio muito especial, mas também à verdade sobre contos de fadas, reinos encantados e a forma como as escolhas do passado de uma mulher ímpar criam raízes no futuro dos que a conheceram.
A minha avó pede desculpa é uma belíssima história, contada com o mesmo sentido de humor e a mesma emoção que o romance de estreia de Fredrik Backman, o bestseller internacional Um homem chamado Ove.
Autor: Fredrik Backman

Editor: Porto Editora (Março, 2018)

Género: Romance
Páginas: 336
Original: Min mormor hälsar och säger förlåt (2013)

Goodreads Choice Award Nominee for Fiction (2015)outros livros de Fredrik Backman →
opinião
★★★★☆
Demasiado madura para os seus sete anos, Elsa tem como melhor amiga a avó, a melhor contadora de histórias de sempre!É nestas histórias que Elsa tem encontrado refúgio para os problemas da vida real, nomeadamente o bullying que sofre na escola e as mudanças no seio familiar, com o divórcio dos pais e agora o nascimento de um novo irmão. E é por isso que a súbita perda da avó deixa Elsa completamente devastada e desamparada. Sem a avó, apesar de toda a sua perspicácia, Elsa não passa de uma menina incompreendida, perdida num mundo de adultos ainda mais desorientados do que ela.
No entanto, é justamente quando a perde que Elsa acaba por ficar a conhecer melhor a avó, graças a uma espécie de Caça ao Tesouro que ela orquestrou antes de partir... Além de descobrir imensas coisas sobre o passado da avó, Elsa fica também a saber mais sobre os vizinhos e sobre a ligação destes à sua avó. Assim, a menina acaba por perceber que os contos de fadas eram mais do que simples histórias e que têm mais verdade do que ela alguma vez imaginou...
O ponto forte do livro são, sem dúvida, as suas personagens; a construção de cada uma e a interacção entre elas (especialmente avó e neta). O escritor faz questão de nos mostrar como é que cada um dos intervenientes chegou onde chegou e porquê, impelindo-nos para além do interesse e da curiosidade em relação a estas pessoas...levando-nos a sentir carinho por elas.
Este é o segundo livro que leio do sueco Fredrik Backman e, apesar de ter gostado mais de Um homem chamado Ove, posso dizer que gostei imenso de A minha avó pede desculpa. Divertido e comovente, este é um livro sobre ser diferente, sobre o que isso representa na família e na amizade e de como tal se deve fazer sempre acompanhar de amor, perdão e compreensão (de ambos os lados).
«Só as pessoas diferentes podem mudar o mundo», costumava observar a Avozinha. «Nunca uma pessoa normal mudou porcaria nenhuma.» 86
Frases Preferidas:
«Quando não conseguimos
livrar-nos do mau, temos de o enterrar por baixo de mais boazices» 15
«Só as pessoas
diferentes podem mudar o mundo», costumava observar a Avozinha. «Nunca uma
pessoa normal mudou porcaria nenhuma.» 86
«Para lhe ensinar que
nem todos os monstros começam por ser monstros, e que nem todos os monstros se
parecem com monstros. Alguns trazem a sua monstruozidade por dentro» 117
«Porque nem todos os
monstros eram monstros, a princípio. Alguns são monstros nascidos da dor.» 118
«É estranho como o amor
e o medo vivem tão perto um do outro» 179
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0 Um Homem Chamado Ove | Opinião
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5 estrelas,
Fredrik Backman,
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Romance
Ove vê-se obrigado a adiar o fim para ajudar a resolver, muito contrariado, uma série de pequenas e grandes crises. Este livro simultaneamente hilariante e encantador fala-nos de amizades inesperadas e do impacto profundo que podemos ter na vida dos outros.
Autor: Fredrik Bakman


Editor: Editorial Presença (Maio, 2016)

Género: Romance
Páginas: 312
Original: En man som heter Ove (2012)

opinião
★★★★★ (5/5)
Ove tem opinião sobre tudo...e todos.
Opiniões essas que, na maior parte das vezes, não são nada agradáveis para o destinatário.
Para Ove é tudo uma questão de princípio; nunca dá o braço a torcer e tem que ter sempre a última palavra. Escusado será dizer que um personagem destes atrai uma boa dose de conflitos e grandes alhadas.
Órfão desde cedo, manteve a memória do pai como bússola moral, moldando-se numa personalidade série e intransigente. Mais tarde, esse papel foi transferido para a esposa - uma explosão de cor no mundo monocromático de Ove. Agora, sem esposa e dispensado do emprego, sem aquilo que ele define como um propósito na vida, Ove decide que, se não pode estar cá nos seus próprios termos, então não cá quer estar de todo!
Cómico e triste ao mesmo tempo, Um Homem Chamado Ove tem também os seus graus de profundidade e espaço para ponderação. O escritor foi exímio na descrição dos comportamentos/reacções de Ove e na fundamentação das suas cáusticas opiniões.
É bem provável que todos nós já tenhamos conhecido um Ove na nossa vida. Eu conheci e tenho muitas saudades dele.
Assim, este velhote rezingão acaba por ser acarinhado não só pelo grupo improvável de personagens que vai reunindo à sua volta (contrariado, claro), mas também pelo leitor... E até poder juntar-se à esposa, Ove ainda tem mais uma ou outra coisinha a fazer por cá.
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★★★★★ (5/5)
Ove tem opinião sobre tudo...e todos.
Opiniões essas que, na maior parte das vezes, não são nada agradáveis para o destinatário.
Para Ove é tudo uma questão de princípio; nunca dá o braço a torcer e tem que ter sempre a última palavra. Escusado será dizer que um personagem destes atrai uma boa dose de conflitos e grandes alhadas.
Órfão desde cedo, manteve a memória do pai como bússola moral, moldando-se numa personalidade série e intransigente. Mais tarde, esse papel foi transferido para a esposa - uma explosão de cor no mundo monocromático de Ove. Agora, sem esposa e dispensado do emprego, sem aquilo que ele define como um propósito na vida, Ove decide que, se não pode estar cá nos seus próprios termos, então não cá quer estar de todo!
Cómico e triste ao mesmo tempo, Um Homem Chamado Ove tem também os seus graus de profundidade e espaço para ponderação. O escritor foi exímio na descrição dos comportamentos/reacções de Ove e na fundamentação das suas cáusticas opiniões.
É bem provável que todos nós já tenhamos conhecido um Ove na nossa vida. Eu conheci e tenho muitas saudades dele.
Assim, este velhote rezingão acaba por ser acarinhado não só pelo grupo improvável de personagens que vai reunindo à sua volta (contrariado, claro), mas também pelo leitor... E até poder juntar-se à esposa, Ove ainda tem mais uma ou outra coisinha a fazer por cá.
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