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0 A Filha do Papa {Livros Outubro}


  No seu único romance, o prémio Nobel da Literatura Dario Fo, revela-nos toda a humanidade de Lucrécia Borgia.
  Filha de um papa, três vezes esposa (um marido assassinado), um filho ilegítimo…tudo em apenas 39 anos. Assim, ante os nossos olhos desfila o fascínio das cortes renascentistas, com o papa Alexandre VI - o mais corrupto dos pontífices -, o diabólico irmão Cesare, os maridos de Lucrécia - perseguidos, mortos, humilhados -, e os seus amantes, acima de todos Pietro Bembo, com o qual partilhava o amor pela arte e, em especial, pela poesia e pelo teatro. Uma verdadeira academia do nepotismo e do obsceno, entre festas e orgias. Como hoje. Porque o romance da família dos Borgia é sobretudo a máscara do nosso tempo que, visto através do filtro daquele período, nos aparece ainda mais desolador e corrupto.
  Todos peões dos jogos do poder. Uma verdadeira academia do nepotismo e do obsceno, entre festas e orgias.

Autor: Dario Fo
Editor: Dom Quixote (Outubro, 2014)
Género: Romance
Páginas: 224
Original: La figlia del papa [Goodreads]




✏ PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1997 Escritor italiano nascido a 24 de março de 1926, na aldeia de San Giano, na Lombardia. Filho de um chefe de estação de caminho de ferro, ator amador e homem de fortes convicções socialistas, deambulou com o resto da família um pouco por todo o Norte de Itália, consoante as obrigações profissionais do seu progenitor. O idílio da sua adolescência foi interrompido com a deflagração da Segunda Guerra Mundial. Embora a escassez não se fizesse sentir tanto nos meios rurais, Dario Fo teve que partir para Milão para prosseguir os seus estudos. Em 1951 conheceu Franca Rame, descendente de uma longa linhagem de atores, com que se veio a casar em 1954 e que se tornou na sua valiosíssima assistente. Nesse mesmo ano estreou a sua primeira peça, o monólogo Poer Nano (1951) que, embora tendo um sucesso bastante modesto, foi radiodifundida em dezoito episódios, concedendo a Fo uma certa notoriedade. Em 1959, e depois de uma extensa contribuição para o teatro de revista, fundou, juntamente com a sua esposa, uma companhia de teatro de nome Fo-Rame. Galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 1997, Dario Fo dedicou-se também à encenação de óperas de Rossini. 



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