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0 A Rapariga que Sabia Demais | Opinião


Wook.pt - A Rapariga que Sabia DemaisUma Humanidade moribunda e irrecuperável é o palco de A rapariga que sabia demais, um livro ambicioso e apaixonante, cuja carga emocional esmagadora o destina a ser um dos romances mais marcantes do ano, que chegará também ao grande ecrã.

'Melanie é uma menina muito especial. O Dr. Caldwell chama-lhe 'o nosso pequeno génio'.
Todas as manhãs Melanie espera na sua cela para ser levada para as aulas. Quando a vem buscar, o sargento Parks mantém a arma apontada a ela enquanto duas pessoas a amarram à cadeira de rodas. Ela acha que eles não gostam dela. Costuma brincar e dizer que não morde, mas eles não acham graça.

Melanie adora a escola. Adora aprender sobre soletração e contas e sobre o mundo fora da sala de aula e as celas das crianças. Conta à sua professora favorita todas as coisas que irá fazer quando for grande. Melanie não sabe porque é que isso faz a professora Justineau ficar triste.'


Autor: M. R. Carey 
Editor: Nuvem de Tinta (Junho, 2016) 
Género: Ficção Científica > Fantasia > Paranormal > Distopia > Terror
Páginas: 440
Original: The Girl With All the Gifts (2014) 
 Arthur C. Clarke Award Nominee for Best Novel (2015), 
 Audie Award for Paranormal (2015), 
 British Fantasy Award Nominee for August Derleth Award (best horror novel) (2015), 
 Goodreads Choice Award Nominee for Horror (2014), 
 James Herbert Award Nominee (2015)


'not every writer can make you feel emotionally attached to a genius-level undead 10-year-old. But then, not every zombie novel can make you forget that you were sick of the genre in the first place.' - The Guardian

'The Girl with All the Gifts is grotesque and grimly hopeful by turns, underscored by lovingly detailed infection in both metaphorical and very literal terms: Spores and hopelessness are equally contagious. It's the creeping inevitability of many a zombie story, with which this book is right at home.' - NPR


opinião
★★★☆☆
Bitmoji
«Melanie é uma menina muito especial», disso não há qualquer dúvida!... mas a sinopse, da qual faz parte esta frase, é a primeira das minhas frustrações em relação a ao livro, dando-nos uma ideia errada sobre o seu conteúdo.

Deixei-me entusiasmar pelas primeiras páginas de A Rapariga que Sabia Demais, mas a verdade é que fiquei surpreendida (e ligeiramente desiludida) quando descobri que Melanie é, na verdade, um zombie que se alimenta de humanos devido a um fungo que, agindo como parasita, se apodera das funções cerebrais para garantir a sua sobrevivência e proliferação.

Embora tenha encontrado alguns pontos interessantes no livro como a forma como Melanie processa a informação e conhecimentos que vai colecionado, bem como a oposição de questões éticas à necessidade de sobrevivência e a tendência para a perda de compaixão, civilidade e empatia numa situação caótica, o meu entusiasmo pelo livro não voltou a igualar o dos primeiros capítulos.

Aborreceu-me a falta de originalidade de A Rapariga que Sabia Demais tanto em relação ao tema central como no desenvolvimento do mesmo; em diversos aspetos, o livro pareceu-me uma compilação de cenas, conceitos e pormenores tirados de séries/filmes a que já assisti (…e de melhor execução).

Gostei da forte componente gráfica e agradou-me que o autor tivesse mantido os capítulos curtos, alternando entre uma série de pontos de vista distintos, tornando a leitura mais dinâmica, embora não tenha desenvolvido especial interesse ou simpatia por nenhum dos personagens.

Curiosamente, alguns dos zombies começam a exibir respostas comportamentais que não parecem estar associadas à sobrevivência do fungo. Encontrar uma cura parece cada vez mais difícil e, não havendo cura para a praga, a praga torna-se na própria cura.

Algo inesperado, o final do livro levou ao reaparecimento de algum do meu entusiasmo em relação ao mesmo, pelo que não descarto a hipótese de ler o segundo volume.









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