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0 O Recuperador de Tempo



“Não vale a pena perder tempo com coisas que não chegam a ser coisa alguma.”
O autor, numa escrita verosímil de sobriedade e transparência, e com breves episódios, ocorridos entre o campo e a cidade, conduz o leitor, em crescendo de curiosidade à forma como o homem, enquanto ser existencial, caminha ao alcance do Recuperador de Tempo.

Através do protagonista da obra, Osvaldo, que ofuscado por um passado de vivências de leviandade, vive o presente, numa luta constante, reavendo o tempo perdido, em seu benefício e do meio que o circunda. Paulatinamente, em contacto com a natureza e com as pessoas que lhe são fiáveis, abandona o mundo de futilidades, outrora por ele adotado, e consegue pôr em prática, com atitudes e comportamentos fidedignos, alcançando o tão desejado “Recuperador”.

Osvaldo “não recupera os tempos de juventude, física e irreverente, mas o seu espaço temporal de equilíbrio (…) alguém superior no universo lhe desobstruíra o caminho da vida terrena, tendo apenas de seguir os sinais de corpo e alma. Ladeado de pessoas que lhe queriam bem, construiu um mundo à sua medida, eximo a entraves de uma vida plena.”

Valera-lhe, deveras, o conselho do amigo nórdico: “Não vale a pena perder tempo com coisas que não chegam a ser coisa alguma.”

Autor: Quito Arantes
Editor: Tecto de Nuvens
Género: Romance
Páginas: 144

Sobre o autor...
Quito Arantes nasceu em Luanda, em 1960 e reside em Barcelos desde a infância. Frequentou o ensino secundário na área de humanísticas e divide actualmente o seu tempo livre entre a fotografia e a escrita.
Visite o blogue do escritor aqui.

Além de O Recuperador de Tempo, Quito Arantes é autor de A Janela Aberta (2010) que nos conta a história de uma jovem orfã que acaba por perder também as restantes pessoas que lhe eram mais chegadas; e de Verão Quente de 1984 (2011) onde Quito Arantes relata o seu percurso de vida pelas estradas europeias, sem dinheiro, apenas com uma guitarra, fixando-se depois por uns tempos na Holanda. 

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