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0 Rosa Brava | Opinião

💬 opinião
★★☆☆☆

Rosa BravaCom Rosa Brava, o seu autor, Robert Coover, leva a cabo uma experiência muito interessante: esborracha completamente as nossas pré-concebidas ideias e expectativas em relação a um conto-de-fadas bem conhecido: A Bela Adormecida. Rapidamente percebemos como estamos dependentes da 'tradição' em relação a estes famosos contos e como nos sentimos frustrados quando não acontece o que é 'suposto'.

Não há cá Finais Felizes para a Bela Adormecida de Robert Coover!... Não há, tampouco, liberdade de escolha. Os personagens representam papéis que lhes foram impostos, como se tivessem um destino a cumprir independentemente de o quererem ou não; estão presos em papéis que não pediram para representar, dos quais não tiram prazer algum, vergados por expectativas que não vêm cumpridas ou não podem fazer cumprir.

Apesar de apreciar todo o conceito não gostei de ler o livro, especialmente porque, por entre a exagerada repetição, encontrei apenas aborrecimento. Esta repetição vem na forma dos diferentes sonhos que a fada má impinge a Rosa. Violentos e obscenos, compreendo que estes sonhos sirvam para estabelecer a ligação entre a versão de Coover às versões contadas ao longo dos séculos e que tenham por objectivo frustrar tanto leitor como personagens em relação às suas expectativas, mas esta experiência, aplicada vez após vez sobre o leitor, acaba por perder o sentido e rouba o livro daquele que seria o seu objectivo.

Não há conclusão real para esta versão da história… mas também, depois de o ler, não me parece que alguém esperasse que houvesse uma…



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