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0 História de um caracol que descobriu a importância da lentidão

  Os caracóis que vivem no prado chamado País do Dente-de-Leão, sob a frondosa planta do calicanto, estão habituados a um estilo de vida pachorrento e silencioso, escondidos do olhar ávido dos outros animais, e a chamar uns aos outros simplesmente «caracol».
  Um deles, no entanto, acha injusto não ter um nome e fica especialmente interessado em conhecer os motivos da lentidão. Por isso, e apesar da reprovação dos outros caracóis, embarca numa viagem que o vai levar ao encontro de uma coruja melancólica e de uma tartaruga sábia, que o guiam na compreensão do valor da memória e da verdadeira natureza da coragem, e o ajudam a orientar os seus companheiros numa aventura ousada rumo à liberdade.

Autor: Luis Sepúlveda
Editor: Porto Editora (Abril, 2014)
Género: Romance
Páginas: 112
Original: Historia de un caracol que descubrió la importancia de la lentitud (2013) [Goodreads]

   
Sobre o autor...

Luis Sepúlveda, de origem chilena, é escritor, director de cinema, jornalista e activista político. Depois de estudar produção de teatro na Universidade de Moscovo, prosseguiu os seus estudos como bolseiro até ter sido acusado de falta de conduta e afastado da Universidade. 
Em 1973, quando o General Augusto Pinochet chegou ao poder, Sepúlveda foi preso durante dois anos e meio, devido ao seu activismo político, sendo libertado condicionalmente graças aos esforços da Amnistia Internacional, permanecendo em prisão domiciliar.
Não satisfeito, Luis Sepúlveda conseguiu escapar, mantendo-se escondido por quase um ano. Com o auxílio de um amigo, líder da aliança francesa, Sepúlveda reuniu um grupo de teatro que viria a ser o primeiro foco cultural da resistência. O autor foi depois novamente preso e condenado a prisão perpétua, depois reduzida a 28 anos, por traição e subversão. 
Mais uma vez, a secção alemã da Amnistia Internacional, voltou a intervir e a pena de Sepúlveda passou a 8 anos de exílio e em 1977 o escritor abandonou o Chile para se mudar para a Suécia onde supostamente iria dar aulas de Literatura Espanhola, mas Sepúlveda voltou a fugir, desta vez para o Uruguai. 
Uma vez que a situação política no Uruguai e na Argentina era semelhante à do seu país de origem, Sepúlveda mudou-se para o Brasil e depois para o Paraguai. O regime local forçou-o a mudar-se novamente, assentando finalmente no Equador. 
Luis Sepúlveda dirigiu o teatro da Aliança Francesa, fundou uma companhia de teatro e participou na expedição da UNESCO para avaliar o impacto da colonização nos índios Shuar. 
Durante esta expedição, o escritor partilhou a vida dos Shuars durante sete meses. Trabalhando em contacto próximo com organizações indígenas, auxiliou a esboçar o primeiro plano de literacia para os camponeses Imbabura, nos Andes. 
Em 1979, Sepúlveda uniu-se à brigada internacional Simón Bolívar, que combatia na Nicarágua, e começou a trabalhar como jornalista depois da victória na revolução, partindo para a Europa um ano depois. 



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