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0 Feira do Livro do Porto suspensa

A APEL (Associação Portuguesa de Editores e Livreiros) comunicou a suspensão da edição de 2013 da Feira do Livro do Porto alegando falta de condições financeiras que permitam «a realização da feira nas mesmas condições de dignidade e qualidade dos anos anteriores».

Na base do problema está a retirada do apoio monetário que a CMP (Câmara Municipal do Porto) tem vindo a oferecer. No entanto, a CMP garante ter disponibilizado, sem imputação de custos, a plataforma centrar da Avenida dos Aliados, ofertando ainda apoio logístico na segurança e limpeza dos espaços de circulação. 

Em comunicação à Lusa, o presidente da APEL classificou este cancelamento como «doloroso e intolerável». José Manuel Fernandes apela ainda às instituições e pessoas ligadas ao livro que se unam para tentar encontrar uma alternativa à Feira do Livro, no Porto. 

Entretanto, a CMP parece já ter ingressado numa alternativa que proporcione aos portuenses um evento de cultura e lazer, a ser realizada em julho...

Comunicado da APEL:
«A APEL – Associação Portuguesa de Editores e Livreiros e a Câmara Municipal do Porto não chegaram a um entendimento relativamente à realização da Feira do Livro do Porto 2013. Perante este impasse e ultrapassado o prazo possível para a concretização da Feira do Livro, tornou-se inviável a realização deste evento cultural na cidade do Porto este ano.
As conversações estabelecidas entre a APEL e a CMP no sentido de viabilizar a realização da feira este ano foram inconsequentes, dada a impossibilidade da CMP de avançar com um apoio financeiro que permitisse aos livreiros e editores participarem no evento.
Recorde-se que a Câmara Municipal do Porto e a APEL assinaram em 2009 um protocolo para o regresso da Feira do Livro à Avenida dos Aliados, o qual previa a cedência de espaços e infra-estruturas, apoio logístico, segurança e o apoio financeiro necessário à realização da feira.
Este apoio tornou-se imprescindível para a concretização da Feira do Livro do Porto nos padrões de qualidade que levaram nos últimos anos muitos milhares de portuenses à baixa da cidade.
Findo o protocolo, a APEL informou a autarquia que, para a realização da feira, seria necessário reunir as seguintes condições: a manutenção do apoio financeiro no mesmo montante, o apoio e envolvimento da Câmara na realização de um programa cultural mais forte, a regularização do pagamento da dívida em atraso e ainda a necessidade de mudança de data para um mês a mais tarde.
A CMP manifestou a total impossibilidade de manter o apoio financeiro à Feira do Livro, limitando o seu apoio apenas ao nível da cedência de espaço e isenção de taxas camarárias.
A APEL espera que no próximo ano estejam reunidas as condições necessárias para que a Feira do Livro regresse à cidade com a qualidade e dignidade que já habituou os portuenses.»
 Fontes: Jornal de NotíciasSIC NotíciasAPEL.

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