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0 Os Contos da Peste {Livros Outubro}


Wook.pt - Os Contos da PesteOs Contos da Peste é uma obra dramática inédita de Mario Vargas Llosa inspirada no Decamerón. O contexto base desta obra – a reunião de uns jovens numa moradia nos arredores de Florença, durante a qual contam uns aos outros histórias para se entreterem enquanto a peste assola a cidade – inspirou o Nobel peruano a construir uma peça de teatro em torno do desejo baseada em oito dos contos de Boccaccio.

O humor, o poder da imaginação, o amor – desde o idealizado amor cortês até ao mais carnal – e as relações entre classes sociais são as chaves desta obra que congrega a essência do espírito do Decamerón: a luxúria e a sensualidade exacerbadas pela sensação de crise, de abismo aberto, de fim do mundo.

Uma recriação magistral de um clássico da literatura europeia.


Autor: Mario Vargas Llosa    
Editor: Dom Quixote (Outubro, 2016) 
Género: Romance
Páginas: 208
Original: Los cuentos de la peste  






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0 O Herói Discreto {Livros Setembro}

  Felícito Yanaqué é um homem de cinquenta anos, respeitado pela comunidade e proprietário de uma empresa de transportes que fundou e fez prosperar na cidade de Piura, no noroeste do Peru. Sem instrução, oriundo de uma família pobre e gestor cuidadoso dos seus bens, Felícito conquistou tudo a pulso, de uma forma tranquila, discreta e constante, atributos que se poderiam também aplicar à sua personalidade. 
  Casado, com filhos já adultos, Felícito Yanaqué mantém uma amante de longa data, exuberante beleza da cidade. E também outra relação - não de natureza sexual - com Adelaida, uma vidente cujo conselho Felícito segue quase sempre, quer se trate de negócios ou de matéria puramente pessoal ou, mesmo, íntima.

Autor: Mario Vargas Llosa (NOBEL LITERATURA 2010)
Editor: Quetzal (Setembro, 2013)
Género: Romance
Páginas: 392
Original: El Héroe Discreto (2013)

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0 Elogio da Madrasta

Lucrécia e dom Rigoberto vivem em constante felicidade. Ela, uma mulher que acaba de completar 40 anos, nada perdeu da sua elegância e sensualidade; ele, no segundo casamento, descobriu por fim os prazeres da vida conjugal. Juntos, crêem que nada pode afetar esse idílio, cheio de fantasias e de sexo. Alfonso, ou Fonchito, filho de dom Rigoberto, parece ser o único empecilho; ama demais sua mãe, Eloísa, para aceitar a chegada de uma madrasta. Mas até ele acaba por ser conquistado pelos encantos de dona Lucrécia. O amor do menino pela sua madrasta, entretanto, vai muito além do que se esperaria de uma criança, desenhando uma linha ténue entre a paixão e a inocência que mudará o destino de cada um deles. 

Elogio da Madrasta é a história de um universo dominado por um triângulo inquietante, que pouco a pouco envolve os leitores na rede de subtil perversidade que une, na plena satisfação dos seus desejos, a sensual Lucrécia, Rigoberto e o filho.


Editor: D. Quixote (Novembro, 2012)~
Género: Romance
Páginas: 168988)
Original: Elogio de la madrastra (1988)


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0 O Autor - Mario Vargas Llosa




Nascido no Peru em 1936, Mario Vargas Losa é um dos escritores mais importantes da América Latina, com um largo impacto internacional. Politicamente ativo, além da escrita de romances, Llosa dedica-se desde a escrita de artigos para jornais a críticas literárias a outros escritores. 

Muitos dos seus trabalhos são marcados pela sua perceção da sociedade peruana, o seu primeiro livro foi publicado em 1963 (The Time of the Hero) e, dois anos mais tarde, foi pulicado o segundo livro, The Green House. Como tese de doutoramento escreveu García Márquez: historia de un deicidio, em 1971, acerca do autor Gabriel García Márquez com quem teve uma desavença em 1976 na Cidade do México, acabando por o esmurrar na cara. 

Em 2010, foi atribuído a Mario Vargas Llosa o Prémio Nobel da Literatura. 


Obras: 
  • A Cidade e os Cães;
  • A Casa Verde;
  • Conversas n'A Catedral; 
  • Pantaleão e as Visitadoras; 
  • A Tia Julia e o Escrevedor;
  • A Guerra do Fim do Mundo;
  • História de Mayta;
  • Quem Matou Palomino Molero?;
  • O Falador;
  • Lituma nos Andes;
  • Os Cadernos de Dom Rigoberto;
  • A Festa do Chibo;
  • Elogio da Madrasta;
  • O Paraíso na Outra Esquina;
  • Travessuras da Menina Má;
  • O Sonho do Celta;
  • O Herói Discreto 

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0 O Sonho do Celta ~ de Mario Vargas Llosa

Sinopse:
O Sonho do Celta baseia-se na vida do irlandês Roger Casement, cônsul britânico no Congo belga, em inícios do século XX, que durante duas décadas denunciou as atrocidades do regime de Leopoldo II. Este homem, amigo de Joseph Conrad (e que o guiou numa viagem pelo Rio Congo, revelando-lhe uma realidade mais tarde retratada no romance Coração das Trevas), teve uma vida extraordinária, plena de aventura. Acérrimo defensor dos direitos humanos ‹ como também o comprovam os relatórios que redigiu durante a estadia na Amazónia peruana - militou activamente, no fim da sua vida, o nacionalismo irlandês, acabando condenado à morte por traição e executado. 

Editora: Quetzal - 2010
N.º de Páginas: 450
Título Original: El sueño del Celta (2010)
Cotação: 






A Minha Opinião:

Como livro educacional e esclarecedor de factos históricos, O Sonho do Celta é excelente. Llosa relata com detalhe as atrocidades horripilantes cometidas tanto em África (Congo) como na Amazónia (Putumayo) exibindo-nos como o interesse e a ganância pelo dinheiro suplantam os direitos humanos. Estas descrições, precisas e interessantes, são completamente isentas de fastio, impedindo que o livro se torne aborrecido. Este facto, aliado à excelente escrita de Mario Vargas Llosa, são suficientes para salvar o livro.
Salvo, sim - mas nem um pouco perto da grandiosidade que eu esperava.
A história é boa, claro, mas também não é propriamente da autoria de Llosa já que se tratam de factos verídicos; podemos cumprimentá-lo, isso sim, pela magnífica pesquisa que encetou e acaba por transparecer no livro e também pela sua aptidão para a escrita. A transmissão das motivações deste radicalismo e nacionalismo foi muito bem conseguida.
Contudo, é frustrante ler uma biografia sobre uma pessoa com a qual não conseguimos simpatizar - e Llosa não ajudou o leitor neste aspeto, aliás, pelo contrário. Não há desenvolvimento de empatia por Roger Casement, nem mesmo na descrição dos seus últimos dias. Considero ainda que a comparação entre o que aconteceu no Congo/Amazónia, com o que se passava na Irlanda é extremamente injusta, tanto para uns, como para outros.

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