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0 Paris-Austerlitz {Livros Setembro}


Wook.pt - Paris-AusterlitzO narrador desta história, um jovem pintor de Madrid, comunista de família opulenta e acomodada, rememora, em tom de confissão urgente, os passos que conduziram ao final da sua relação com Michel, um homem maduro, de cinquenta e tal anos, operário especializado, com a solidez de um corpo de agricultor normando; o homem que o acolheu na sua casa, na sua cama, na sua vida, quando o jovem pintor se encontrou sem casa em Paris; Michel, cuja entrega a toda a prova lhe devolveu o orgulho e o livrou do desamparo, agoniza agora no hospital de Saint-Louis, apanhado pela praga, a doença temida e vergonhosa.

No princípio foram os dias felizes, os passeios pelas ruas de Paris, os copos enquanto o dinheiro não acabava, o álcool e o desejo, o prazer de se amarem sem outra ambição que a de se saberem amados. Porém, pouco depois, as telas abandonadas no modesto apartamento de Michel assinalam ao jovem que as suas aspirações estão muito distantes desse quarto sem luz. E a partir daí a relação entre os dois começa a deteriorar-se, à medida que se acentuam os efeitos das proveniências distintas, das diferenças de classe, de idade e de formação.

Diferenças que Michel combate com convicção, contrapondo-lhes um amor eterno e indestrutível… embora também possessivo e asfixiante.


Autor: Rafael Chirbes
Editor: Assírio & Alvim (Setembro, 2016) 
Género: Romance
Páginas: 112
Original: Paris-Austerlitz (2016) 



«Um breve romance soberbo, digno do talento e do ofício do seu autor… Rafael Chirbes mostra-se-nos em estado de graça no controlo do quê e do como. É direto e profundo, valente e certeiro. Não se trata de concisão mas de algo que tem muito mais que ver com a precisão, com a lucidez, com a verdade poética de levantar a tela, ver o oculto, voltar a baixá-la e tratar de esquecer o que foi visto. Não sais igual depois de entrares nesta estação de Paris Austerlitz… Não existe comparação na narrativa da carnificina que é amar… A dissecção dessa doença que é o amor, operada por Rafael Chirbes, é certeira, selvagem e valente e, de certo modo, racionalmente incontestável.» - El País


«Rafael Chirbes é um dos melhores escritores espanhóis, um dos grandes autores europeus do nosso tempo.» - Le Monde


«Chega “outro” Chirbes. Magnífico… O inferno e o paraíso do amor, os restos do seu naufrágio, as ilusões dos primeiros momentos, o desencanto… Páginas intensas, diretas, sem concessões… Nunca como agora Chirbes tinha entrado deste modo na selva da paixão. No livro, o mais autobiográfico, tudo está contido e tudo transborda… Uma mudança completa relativamente a romances como Na Margem… E deixou-nos em silêncio. Assombrados. Com vontade de mais. Com o propósito de o voltar a ler. Como se não nos importasse outra coisa.» - El Mundo




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