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3 Flores Cortadas - Pretty Girls | opinião


Irmãs. Desconhecidas. Sobreviventes.

Passaram mais de duas décadas desde que Julia, a irmã mais velha de Claire e de Lydia, desapareceu aos 19 anos, sem deixar rasto. Algum tempo depois, elas deixaram de se falar e seguiram caminhos opostos. Claire tinha-se convertido na esposa decorativa e ociosa de um milionário de Atlanta. Lydia, uma mãe solteira, namorava com um ex-presidiário e esforçava-se por fazer com que o dinheiro chegasse até ao fim do mês. No entanto, nenhuma delas recuperara do horror e da tristeza da tragédia partilhada. Uma ferida atroz, que se reabriu cruelmente quando o marido de Claire foi assassinado. O desaparecimento de uma jovem e o assassinato de um homem de meia-idade, separados quase por um quarto de século. Que relação podia haver entre ambos? 

Depois de alcançar uma trégua precária, as irmãs sobreviventes olharam para o passado em busca da verdade, começaram a desenterrar os segredos que destruíram a sua família, a descobrir uma possibilidade de redenção e vingança onde menos esperavam.


Autor: Karin Slaughter  [site oficial] [facebook] [twitter]
Editor: HARPER COLLINS (Fevereiro, 2016)
Género: Thriller
Páginas: 560
Original: Pretty Girls (2015) 
 Goodreads Choice Award Nominee for Mystery & Thriller (2015)
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opinião
★★
Andava muito curiosa com o trabalho de Karin Slaughter graças aos comentários (muito positivos) que li sobre a série Will Trent. No entanto, falta-me coragem para começar uma série que vai no seu sétimo livro, três dos quais já publicados em Portugal pela TopSeller. Assim, quando vi que este livro não pertencia a nenhuma série literária, não hesitei em comprá-lo, até porque queria experimentar a editora (HarperCollins Iberica).

Quanto a Flores Cortadas, é muito fácil resumir a minha opinião: o livro é fantástico! A forma como a autora desenvolve tanto o enredo como as personagens é brilhante; fiquei completamente agarrada depois do segundo capítulo. 

Com o seu desenrolar, a história fica cada vez mais sombria perturbadora. Tal como Claire não sabemos em quem confiar, quem poderá estar a dizer a verdade e quem terá algo a esconder. O que Claire descobre no computador do marido pode mudar completamente a ideia que ela tinha dele - a haver verdade nos vídeos que Claire descobre, Paul era um monstro terrível. 

As descrições de Karin Slaughter provocam grande impacto pela sua intensidade e violência. Embora a força deste estímulo visual possa desagradar a leitores mais sensíveis, aos quais não recomendo a leitura, para os fãs do género a agressividade narrativa da escritora é um extra que enriquece o livro. 

Acompanhamos bem de perto as dúvidas de Claire, dividida entre o sofrimento pela perda do marido e as dúvidas em relação ao seu verdadeiro carácter. Claire começa a duvidar do seu casamento, a pouco e pouco o relacionamento com Paul deixa de lhe parecer saudável; toda aquela preocupação do marido poderá ter servido para a isolar do resto da família e o exagerado afecto pode muito bem ter servido para a manipular... Ou Claire pode simplesmente estar a precipitar-se e a distorcer informações.

O que é certo é que enquanto procura a verdade sobre o presente, Claire acaba por tropeçar no horror do passado. E apesar do ressentimento que as manteve afastadas durante tantod anos, Claire arrasta Lydia para este pesadelo. 

Intercaladas com a narrativa, encontramos as palavras do pai de Julia, dirigidas directamente à filha. Além de comoventes pela exposição do sofrimento e instabilidade provocados pela perda de um familiar, dão-nos uma ideia da dinâmica e da união da família antes do desaparecimento da adolescente e oferecem um contraste gritante entre uma pessoa saudável e uma pessoa emocionalmente patológica. 

É verdade que não leio tantos thrillers quanto gostaria e é possível que, por isso mesmo, me deixe impressionar em dobro, mas o que é certo é que adorei este livro. Se por um lado a necessidade de descobrir o que aconteceu realmente a Julia e o que vai acontecer a Lydia e Claire me instigavam a ler, a intensidade da narrativa obrigava-me a fazer algumas pausas pelo caminho. 

 Dificilmente ficamos indiferentes a Flores Cortadas.





«PRETTY GIRLS is one of the year's most fascinating stories, told with the creatively inventive touch of a true master of suspense. It is also a story that will stay with you for a long time after you have closed its pages. You will hate yourself for remembering the gore but you will celebrate recalling the beauty of the relationships. I have long praised the books of Karin Slaughter, PRETTY GIRLS however requires praise at a new level.» - The Huffington Post






Karin Slaughter cresceu numa pequena cidade do Sul da Geórgia e vive actualmente em Atlanta. Na grande tradição dos thrillers literários, o talento de Karin Slaughter foi comparado ao de Thomas Harris (O Silêncio dos Inocentes) e Patrícia Cornwell. Morte Cega, o seu primeiro romance, publicado pela Gótica conheceu um enorme sucesso nos países onde foi editado. Um Muro de Silêncio é o seu segundo livro traduzido entre nós.


3 comentários:

  1. Excelente livro. Estou na reta final da sua leitura. Absolutamente viciante.

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  2. Flores cortadas e Flores partidas são a mesma historia?
    Pelo o que eu li da resenha parece.

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    Respostas
    1. Sim, é o mesmo livro. Flores Cortadas é o título da edição portuguesa e Flores Partidas é o título da edição brasileira :)

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