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0 As Minhas Leituras - Junho 2015




Este mês deixei-me influenciar e comprei dois dos livros que toda a gente anda a ler: o thriller A Rapariga no Comboio [TopSeller, 2015] e o romance vencedor do Pulitzer do ano passado, Toda a Luz que Não Podemos Ver [Presença, 2015]... são ambos fantásticos!

Personagens interessantes, enredos intrigantes e estilos de escrita muito competente - se tivesse que escolher apenas dois livros para este verão escolhia estes dois... se tivesse que escolher apenas um...bem, não compliquemos...!

Quanto mais lemos de A Rapariga no Comboio, mais curiosos ficamos em relação a Rachel - cuja vida segue numa espiral de destruição - e ao intrigante desaparecimento de uma desconhecida que ela observava todos os dias do comboio. A leitura transforma-se rapidamente em compulsão, o enredo é desenvolvido com inteligência, galopando para um final inesperado e enervante!


Através de Marie-Laure e Werner, Toda a Luz que Não Podemos Ver mostra-nos como a guerra pode sabotar a vida, extinguir sonhos, encurralar pessoas em papéis que nunca escolheriam representar. A Segunda Guerra Mundial tem vindo a ser romanceada um sem número de vezes, sob milhentas perspetivas, recorrendo às mais diversas personagens e a imensos pontos de interesse…e, ainda assim, «Toda a Luz que Não Podemos Ver» está muito longe de ser apenas mais um. Alteração, adaptação, auto-preservação; personagens fantásticas obrigadas a acompanhar as mudanças que as rodeiam apesar de as suas realidades serem progressivamente destruídas.


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Também tenho ouvido falar bastante de Ian McEwan e o tema do seu novo livro, A Balada de Adam Henry [Gradiva, 2015] pareceu-me interessante e polémico. Como tal, decidi-me a experimentar e embora não possa dizer que não gostei, acredito que o livro não espelhe o talento do autor e preferia ter recorrido a outro livro como introdução ao trabalho de McEwan. 

Fiona Maye, Juíza do Supremo Tribunal, é chamada a julgar um caso urgente; o de um menor que recusa, por convicção religiosa, a transfusão sanguínea que lhe poderá salvar a vida. Fiona decide que este precisa «ser protegido da sua religião e de si próprio», dando luz verde ao Hospital para avançar com a transfusão de sangue.

Adoraria ter lido este livro se sentisse que tanto os pais como o filho estavam 100% convictos na sua fé já que, depois, teria sido muito interessante estudar a influência que Fiona acabou por ter na vida de Adam, no entanto, a resolução do caso pareceu-me demasiado «fácil» e as convicções religiosas dos intervenientes demasiado fracas, o que acaba por desacreditar o livro e tira-lhe substância.


Há muito tempo que ando para ler Fernão Capelo Gaivota [Lua de Papel, 2015] e estou muito contente por ter esperado já que a Lua de Papel o editou em Junho com um último capítulo inédito que, na minha opinião, remata o livro na perfeição. 

Este é um livro inspirador que estimula a introspecção através de uma abordagem metafórica que nos instiga a abandonar o conformismo, correndo atrás do que desejamos e a ansiar pelo que não está ao alcance imediato. Fernão Capelo Gaivota é um livro bonito com uma mensagem ainda mais bonita, envolvida em espiritualidade e misticismo. 

Pequeno, fácil de ler pela sua linguagem simplista - excelente para partilhar com uma criança. Há certamente nestas páginas um bocadinho para cada um de nós e de cada um de nós.

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Ganhei uma cópia autografada do livro The Other Oregon: A Thriller ao participar no Goodreads Giveaway. Não acredito que o livro venha a despertar interesse internacional mas gostei de ler sobre este estado americano e sobre modos de vida diferentes.

Este é o segundo livro que ganho através do Goodreads Giveaway, o primeiro foi The Venetian. A contrapartida é que são livros escritos em inglês, mas é sempre bom conhecer novos autores!


The Other Oregon: A Thriller
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Mal saiu Enlaçados [TopSeller, 2015] fui logo comprá-lo! Este é o terceiro livro da série Envolvidos, uma série de romances sensuais e cheios de humor que tenho vindo a acompanhar e da qual gosto muito. Se não se importam de deixar o romance propriamente dito de lado, corram para uma livraria - estes valem a pena!

«Esta é a história de um engatatão que conhece uma miúda ligeiramente chanfrada.» (p. 7). Chegou a vez dos amigos de Kate e Drew, dos livros anteriores, conhecerem as atribulações do amor!

A autora, Emma Chase tem o dom de tornar o corriqueiro em algo extremamente engraçado e o ordinário em pitoresco. Fonte de entretenimento fácil e despreocupado, este livro é ideal para escapar por umas horinhas.


Enlaçados  (Tangled #3)
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Como precisava de um livro pequeno mas que me mantivesse acordada, para levar no avião, pequei n'A Paixão do Jovem Werther [11x17, 2014]. Dado o tamanho do livro, surpreendeu-me o tamanho que demorei a lê-lo - isto porque fiz imensas pausas para reflectir e para contextualizar as emoções de Werther no tempo em que ele «viveu». 

Werther vive no suplício de não ter aquilo que mais deseja, Lotte. Sensível e sonhador, Werther torna-se cada vez mais obcecado, enveredando por um caminho destrutivo cheio de melancolia e dor. A história chega-nos através de cartas que Werther escreve para o amigo, mostrando o exagero de quem ama desmedidamente, de quem se deixa consumir pelo desespero.. de quem finalmente se deixa vencer pelo cansaço.

Gostei muito do livro, penso que a minha opinião seria bem diferente se a protagonista fosse uma mulher... e não sei se me deva censurar por isso...

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Não terminei ainda de ler Os Apanhadores de Conchas [Marcador, 2014]. Não percebo o que se passa entre mim e este livro; é muito interessante e estou a gostar mas parece que leio, leio, leio...e não saio do sítio. Fica para Julho (espero!)




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