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0 Vidas Perdidas - A Walk on The Wild Side

  Esta é a história de um ingénuo rapaz do campo que foge de Hicksville, no Texas, para procurar uma vida melhor em Nova Orleães. Como pano de fundo, um país devastado pelo desemprego e pela pobreza da Grande Depressão. São os anos em que «o número de desempregados ascendeu a oito milhões, duzentos mil operários siderúrgicos tiveram um corte de quinze por cento nos salários, e isso levou um cardeal a perceber que o colapso económico do país era efetivamente um maravilhoso golpe de sorte, pois aproximava milhares de pessoas da pobreza de Cristo; em que foi pedido que se deportassem os desempregados de origem estrangeira; uma multidão linchou um homem em Atwood, no Kansas; uma crise no fundo de desemprego estava iminente; o preço do algodão subiu ligeiramente, acompanhando o do trigo; e o governador Huey Long disse que tinha chegado a hora de redistribuir a riqueza. 
  Al Capone estava a caminho de Atlanta, e o preço do algodão voltou a cair, acompanhando o do trigo, mas o Congresso decidiu que não havia qualquer justificação para redistribuir a riqueza.
  Vidas Perdidas é uma obra-prima feita de bondade, raiva, graça e solidão, um livro que cativou o imaginário de todas as gerações desde que foi publicado, em 1956, e que evoca um mundo mais tarde imortalizado no clássico de Lou Reed, A Walk on the Wild Side.

Autor: Nelson Algren
Editor: Quetzal (Fevereiro, 2014)
Género: Romance
Páginas: 400
Original: A Walk on the Wild Side (1956)

Sobre o autor:
Filho de imigrantes suecos, Nelson Ahlgren Abraham mudou-se em tenra idade de Detroi para Chicago e estudou Jornalismo na Universidade de Illinois. A sua experiência como trabalhador imigrante durante a Depressão providenciou-lhe o material necessário à escrita do seu primeiro romance em 1935 (Somebody in Boots).
Entre 1936 e 1940, quando as ideias de esquerda atingiram o ponto alto no cenário literário americano, Algren trabalhou como editor no Illinois Writer's Project. Em 1942, depois dos retoques finais ao seu segundo romance, o escritor juntou-se à guerra, alistando-se. O livro Never Come Morning foi aclamado pela crítica e vendeu mais de um milhão de cópias. 

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