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0 Luz Antiga

Existe alguma diferença entre a memória e a invenção? É essa a pergunta que alimenta Luz Antiga, um romance fascinante, escrito com a profundidade, o lirismo e o humor que caracterizam a obra de John Banville.
É também a pergunta que persegue Alexander Cleave, um ator no crepúsculo da vida e da carreira, que recorda com pesar o seu primeiro - e talvez único - amor, assim como a morte da filha às mãos de uma depressão amorosa que Cleave não consegue aceitar ou entender.
Billy Gray era o meu melhor amigo e eu apaixonei-me pela mãe dele. «Apaixonei-me» é capaz de ser uma palavra demasiado forte, mas não conheço nenhuma mais fraca que sirva. Tudo isto aconteceu há meio século. Eu tinha quinze anos e Mrs. Gray trinta e cinco.
Luz Antiga é uma meditação sobre o amor e a perda, sobre o imediatismo inescrutável do passado nas nossas vidas presentes, sobre a forma como a imaginação inventa memórias e as memórias inventam o homem.

Autor: John Banville
Editor: Porto Editora (Maio/2013)
Género: Romance
Páginas: 264
Original: Eclipse (2001)

Sobre o autor...
John Banville nasceu em Wexford, na Irlanda, em 1945. Na sua já vasta e premiada obra destacam-se Doutor Copérnico (James Tait Black Memorial Prize 1976), Kepler (The Guardian Fiction Prize 1981), Fantasmas, O Intocável e O Livro da Confissão (finalista do Booker Prize 1989). Em 2005, venceu finalmente o Man Booker Prize com O Mar, já publicado pela ASA, e considerado por Helena Vasconcelos, crítica do Público, como um dos melhores livros da última década. Os Infinitos foi considerado um dos melhores livros de 2009 por diversas publicações, entre elas, o The Spectator, o The Times Literary Supplement, o The Observer e o The Sunday Telegraph. Do catálogo da ASA faz também parte a sua obra Imagens de Praga, editada na colecção "O Escritor e a Cidade", e O Segredo de Christine, sob o pseudónimo Benjamin Black. Vive actualmente em Dublin.

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