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0 Autor afirma que livro "A filha do Papa" permite "perceber como funciona o Banco do Vaticano" | SIC Notícias

"Neste livro consegue-se perceber como funciona o Banco do Vaticano: há gestores de contas que só eles conhecem os titulares que têm pseudónimos. Soube-se, por exemplo, há pouco tempo, que havia um pseudónimo que era "Roma" o qual correspondia a Giulio Andreotti", político democrata-cristão que ocupou o cargo de primeiro-ministro da Itália, e é desde 1991 senador vitalício da República. 

O banco foi uma ideia de Madre Pasqualina Lehnert, uma freira alemã que teve um "caso de amor" com Pio XII, Papa sobre o qual corre um projeto de canonização e que também é referenciado neste livro editado pela Porto Editora

"A Filha do Papa" que titula o romance é "Anna", uma das personagens da narrativa, fruto da relação entre Pasqualina e o eclesiástico italiano.

Madre Pasqualina foi "uma das mulheres mais poderosas do Vaticano, que durou todo o papado de Pio XII (1939-1958), e sobre quem é difícil investigar", disse Rocha que não escondeu o fascínio sobre a freira transformada em personagem no seu novo livro. 

"Pasqualina foi a única mulher a participar, como testemunha e serviçal, num conclave", realçou o escritor, acrescentando que "foi o braço direito de Pio XII, um Papa que não teve nem secretário de Estado, nem camerlengo".

"O IOR (Instituto de Operações Religiosas), o banco do Vaticano, criado em 1942, foi uma ideia dela, mas não como ele é hoje usado", realçou. 

A ideia, contou Rocha, era que "as esmolas e contribuições de solidariedade fossem para um conjunto de contas -- fundos e fundações -- a usar em prol dos que precisavam, hoje o IOR é um banco de investimento, um paraíso fiscal puro". 

Luís Miguel Rocha referiu-se a esta instituição como "um banco mafioso", tendo-se tornado intocável, dando alguns argumentos: 

"João Paulo I meteu-se com o Banco do Vaticano acabou morto, João Paulo II meteu-se com o Banco do Vaticano sofreu um atentado 1/8e 3/8 mudou completamente a sua gestão sobre o Banco a partir de 1981 e já não permitiu auditoria, nem permitiu nada", referiu. 

Bento XVI, prosseguiu o autor, tentou que "o Banco do Vaticano cumprisse todas as normas internacionais, pediu uma auditoria à Moneyval, da União Europeia, para que em todas as instituições financeiras do Vaticano não se possa lavar dinheiro". 

Bento XVI acabou por resignar, algo que o autor não esperava, mas suspeitou que se iria passar algo, daí ter adiado a publicação deste romance de outubro passado para a próxima segunda-feira. 

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