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0 As Regras da Sedução - Opinião

As Regras da Sedução

My rating: 4 of 5 stars


Alexia vivia para recordar um antigo amor que lhe escapou tragicamente.
Hayden não era um homem que perseguisse mulheres, muito menos uma que não gostava minimamente dele e que o culpava de actos terríveis…mas o desejo tem vida própria e a falta de medo e embaraço desta mulher cativou-o desde o primeiro instante…

Ela acaba por descobrir que a austeridade deste homem sensato e eficiente não encerra fúria…mas sim ira - um fogo que a fazia constantemente esquecer que devia, acima de tudo, odiá-lo…
Um contrato irá forçá-los a ir bem mais longe do que haviam alguma vez imaginado: afinal, a sedução tem regras. Não é assim?


Este é o primeiro livro que leio de Madeline Hunter e uma coisa posso assegurar: não será o último!

Apesar de apreciar romances menos sérios e com algum sentido de humor, como é o caso da Série Bridgerton de Julia Quinn, gostei imenso da astúcia com que Madeline nos conduz através da sua história, sugando-nos para o tempo e espaço que deseja sem, estranhamente, ser muito forte na escrita descritiva.
De facto, o retrato da sociedade não é, lamentavelmente, muito meticuloso mas a sua abordagem subtil torna a leitura suave e agradável, fluindo a bom ritmo. Apesar de inserir dois pontos de vista distintos eles complementam-se muito perspicazmente sem se atrapalharem um ao outro.

Adoro quando o escritor sabe respeitar tempos - escrever com fúria quando é caso disso e baixar para calmaria quando tudo se começa a encaixar.
A componente sensual escrita de forma tão sedutora para quem lê, recorrendo sempre a uma descrição elegante e de bom-tom torna a leitura deste livro bastante fácil e apelativa.
E, claro, uma história em que nos mostram que nem tudo é o que parece…e que podemos sempre mudar a forma como olhamos para as coisas, só pode ser boa!

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Quando o pai de Alexia morreu ela ficou na ruina, obrigada a pedir acolhimento aos primos Longworth: o eufórico Benjamin, o melancólico Timothy, a sensata Roselyn e a mimada Irene.
Vivendo na casa dos primos na condição d'«a prima pobre», Alexia afeiçoa-se a todos eles, especialmente a Benjamin, desenvolvendo por ele algo mais do que uma simples amizade e, vendo-se correspondida, Alexia aguarda um pedido de casamento assim que Ben regresse da guerra entre a Grécia e a Turquia. Só que Ben nunca regressou…
Timothy toma posse do controlo das finanças da família e da sociedade no banco, garantindo uma vida de relativa opulência para si e para as suas irmãs (claro: prima não incluída). Mas numa altura cheia de histórias de falência e bancarrota chega à casa dos Langworth Lord Hayden Rothwell para anunciar a ruína da família: tiraria todo o dinheiro da sua abastada família do banco dos Longworth deixando-os em pobreza. Alexia e as primas passariam a odiar sem tréguas este homem - a causa de uma vida precária sem as condições a que estavam habituadas
Só que nada disto era verdade: o odiado Hayden não desgraçou a família, arranjou sim um esquema honesto de impedir que Timothy fosse parar à forca assim que se descobrissem as falsificações a que procedera para roubar milhares de libras, vendendo títulos alheios.
Os primos partem em desgraça para a província: Oxfordshire, mas Alexia, que não passa de mais uma boca para alimentar aos olhos de Timothy, torna-se um estorvo e terá que se amanhar sozinha na cidade. E é então que Hayden lhe propõe permanecer na mesma casa, que agora pertence à sua tia, e trabalhar como dama de companhia para esta mesma tia e como preceptora para a sua sobrinha que irá debutar na época social que se aproxima.
De três melancólicos irmãos, nos quais a fria e rude influência paterna ficou drasticamente marcada, Hayden é quem governa as finanças da família, atuando também como fiduciário da tia que confiava cegamente nele tornando-se completamente dependente de um homem que a via como uma cabeça de vento que não poderia ser responsabilizada pelas próprias ações, lidando com ela com uma firmeza afetuosa.
Uma análise meticulosa às finanças dos dois irmãos Longworth e as misteriosas cartas que Alexia descobre no espólio de Bem levam-nos a considerar que Benjamin Longworth talvez não fosse o homem que sempre aparentou ser…




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