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Destaques

0 As Minhas Leituras | Abril 2016

★★★★★
The Call of CthulhuThe Colour Out of Space

★★★★✩
 TimO Assassino do Crucifixo (Robert Hunter, #1)História do MundoBernice Bobs Her HairMay Day

★★★✩✩
O Livro de AronA Carícia do AssassinoThe Ice PalaceCool AirHe

★★✩✩✩
Ligação Explosiva (Hacker, #2)Blank 133x176

★✩✩✩✩
-


Em Abril dediquei-me especialmente a H . P. Lovecraft e a F. Scott Fitzgerald; dois escritores que, embora abordando géneros muito distintos da literatura, têm em comum a excelente qualidade do seu trabalho. Assim, completamente absorvida entre os esplendorosos anos 20 de um e o terror imaginativo de outro, acabei por ler poucas novidades. 
Tive ainda tempo para me deixar encantar pela ternura e originalidade do romance Tim (o meu primeiro livro de Colleen Hoover e para me desiludir (outra vez!) com a série Hacker de Meredith Wild. Também esperava mais de A Carícia do Assassino, que me desiludiu no final, e de O Livro de Aron pela apatia (propositada) do protagonista. 


...a época dos excessos...
Desde que li O Grande Gatsby (que estou a ler novamente) que orbito em torno de F. Scott Fitzgerald e das suas magníficas descrições e prosa cuidada. O único livro de Fitzgerald com que me cruzei até à data e que diria não gostar é The Bowl.
Em relação aos que li em Abril, gostei muito de Bernice Bobs Her Hair, um livro que, escrito há mais de 90 anos, não está assim tão longe da nossa realidade actual. Continuamos a pender para o egocentrismo, obcecados em "pertencer" a algum grupo, a "encaixar" em algum lado, mesmo que isso nos custe parte da nossa individualidade. Influenciáveis, continuamos a ser seduzidos por estatutos sociais em vários tempos e contextos das nossas vidas; tentamos moldar-nos ao que e a quem nos rodeia, afadigando-nos com o ressentimento que acaba por se gerar.
Também gostei muito da mensagem de The Ice Palace, uma curta história sobre a nossa inclinação para querer mais sem dar valor ao que já temos; de nunca nos considerarmos satisfeitos e de continuarmos a desejar aquilo que nos é, afinal de contas, desconhecido. E se é verdade que esta característica nos pode levar mais longe e promove a evolução nas nossas vidas também é verdade que, tal como Sally, acabamos muitas vezes desiludidos com que aquilo que passámos tanto tempo a ambicionar.
Em May Day saltamos de perspectiva em perspectiva, escoltando personagens com experiências de vida muito diferentes, reunidas no desorientado e eufórico ambiente do pós-guerra, no início dos anos 20. Com um final muito forte, o compadecimento pela tragédia em May Day não nos é instintivo e o seu impacto pode passar-nos ao lado devido à fraca ligação aos personagens. No entanto, após alguma ponderação sobre o livro como um todo, é possível que acabemos por alterar esta primeira concepção.
Não é fácil encontrar traduções dos contos de Fitzgerald, com excepção dos mais conhecidos como O Estranho Caso de Benjamin Button; portanto optei por comprar um livro que reúne vários contos.


... terror Lovecraftiano...
Lovecraft é uma referência. A sua ficção mistura o oculto, o sobrenatural, o fantástico e o terror de uma forma surpreendente e com uma originalidade e impressionante que inspirou muitos trabalhos subsequentes.
Durante o mês de Abril li He, Cool Air, The Colour Out of Space - um dos contos de Lovecraft que mais me absorveu - e aquele que é um dos seus trabalhos mais famosos, The Call of Cthulhu.


...uma história de amor diferente...
 TimColleen McCullough recheou este livro com parágrafos muito bonitos, carregados de sabedoria sobre a vida e a forma como a escolhemos viver, sobre o que merece precedência. É já ideia generalizada, mas pouco praticada, de que é a beleza interior que conta. McCullough mostra-nos como as aparências iludem: na sua simplicidade, Tim tem na verdade muito para oferecer ao contrário de outros personagens não debilitados na mente mas sim no carácter, manchando a pureza da amizade e amor de Mary e Tim com a sua maldade. 
Tristemente, vemos este amor ser olhado com desconfiança e desaprovação. Gostei muito desta história, adorei os personagens e a escrita irrepreensível da autora favoreceu imenso o livro.


... homicídios macabros...
O Assassino do Crucifixo (Robert Hunter, #1)Sejamos práticos e directos: este livro é muito bom
Gostei muito de ler O Assassino do Crucifixo e fiquei muito entusiasmada em relação a esta série. Não me incomoda a violência presente em algumas das cenas e gostei da alternância entre tensão e algum romance, felizmente não do tipo lamechas e sem ocupar demasiado tempo à investigação - apenas o suficiente para desanuviar. 
As tentativas do escritor para nos desviar da solução são bastante válidas e adicionam ainda mais interesse ao livro. Hunter é um personagem intrigante, com sentido de humor; um tipo aparentemente descontraído mas que carrega muito peso às costas, tentando viver um dia de cada vez e ultrapassar um pesadelo de cada vez. É um daqueles personagens que ficamos com curiosidade de ver desenvolvido e de conhecer melhor. 


...a nossa História...
Wook.pt - História do MundoTal como o título indica, A História do Mundo, reúne os vários episódios marcantes e decisivos que nos trouxeram até aqui, ocupando-se de algumas das mais importantes figuras da História. 
Não exaustivo, este livro foca-se nas partes "mais importantes", deixando de lado alguns pormenores que, embora importantes, podem tornar a leitura mais aborrecida - especialmente num livro de 720 páginas...
Um óptimo livro, generalizado e que pertence ao Plano Nacional de Leitura, a complementar mais tarde com outras leituras mais específicas. 


... a psicologia da vítima...
A Carícia do Assassino
A Carícia do Assassino deixou-me muito curiosa logo desde o início. A inclusão de um advogado de defesa de animais e de uma preocupação genuína pelo destino destes cães traz alguma originalidade ao livro. O enredo aprofunda-se e torna-se sucessivamente mais interessante a cada nova revelação.
É muito fácil simpatizar com a protagonista deste livro não apenas pelos problemas que enfrenta no presente mas também pelos episódios traumáticos que viveu no passado e pela sua dedicação e solidariedade para com os animais.  Além disso, os seus conhecimentos sobre psicologia criminal são muito interessantes. 
Infelizmente, quando a história se começou a revelar, perto do final, o meu interesse por ela diminuiu bastante. O potencial do livro acabou por não se concretizar como eu esperava e acabei por ficar um bocadinho desiludida: não gostei especialmente do desfecho, mas gostei do percurso até lá chegar.


... a vida nos guetos judaicos...
O Livro de AronO Livro de Aron não se destaca entre os livros que li sobre o Holocausto porque, pessoalmente, não gostei da falta de emoção com que este episódio histórico tão sensível foi abordado, embora compreenda o porquê do autor o querer construir desta forma e as ramificações de pensamento que nos permite seguir partindo do que escreve.
Este livro não é realmente sobre Aron mas sim sobre as crianças apanhadas no Holocausto e sobre o homem que se recusou a deixá-las para trás - assim sendo, tendo escolhido outro ponto de vista/narrador, penso que o escritor teria sido mais bem sucedido.


...um desperdício de papel...
Ligação Explosiva (Hacker, #2)
Em Atracção Magnética, primeiro livro da série Hacker, incomodou-me a falta de história - pelo menos de história que merecesse efetivamente ser contada; em Ligação Explosiva, depois de começar a ficar animada pela existência de enredo que se "visse", acabei desiludida pela falta de coerência do mesmo. O romance entre Erica e Blake continua muito imaturo, demasiado centrado no sexo e na aparência física de cada um.
Posto isto, a única coisa em que me pareceu que a escritora se aplicou realmente e que considero que fez com competência (daí que este livro esteja tão bem cotado…) foi na criação de tensão sexual e na descrição de cenas eróticas; cenas estas que lamentavelmente servem para o casal ignorar os verdadeiros problemas das suas vidas e da sua relação. Parece-me, que se estas são as únicas cenas que merecem ser lidas, mais valia a autora dedicar-se à escrita de pequenos contos eróticos e poupar-nos a enredos absurdos que se destinam apenas a ladear o que "realmente interessa"...



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