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9 Série À Flor da Pele + Opinião {Livros Outubro}
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3 estrelas,
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Lisa Kleypas
- Desejo Subtil (À Flor da Pele #1)
- Sedução Intensa (À Flor da Pele #2);
- Paixão Sublime (À Flor da Pele #3);
- Prazer Ardente (À Flor da Pele #4);
- Tentação Perfeita (À Flor da Pele #5)
Desejo Subtil (#1)
Quatro jovens da sociedade elegante de Londres partilham um objetivo comum: usar os seus encantos femininos para arranjarem marido.
E assim nasce um ousado esquema de sedução e conquista.
A delicada aristocrata Annabelle Peyton, determinada a salvar a família da desgraça, decide usar a sua beleza e inteligência para seduzir um nobre endinheirado. Mas o admirador mais intrigante e persistente de Annabelle - o plebeu arrogante e ambicioso Simon Hunt - deixa bem claro que tenciona arruinar-lhe os planos, iniciando-a nos mais escandalosos prazeres da carne.
Annabelle está decidida a resistir, mas a tarefa parece impossível perante uma sedução tão implacável... e o desejo descontrolado que desde logo a incendeia.
Por fim, numa noite escaldante de verão, Annabelle sucumbe aos beijos tentadores de Simon, descobrindo que, afinal, o amor é o jogo mais perigoso de todos.
Autor: Lisa Kleypas
Original: Secrets of a Summer Night (2004)
Opinião...





A estreiteza económica em que Anabelle, a sua mãe e irmão vivem desde que o pai faleceu tem apenas uma solução à vista: ela terá que encontrar um homem rico com quem casar. A falta de dote acaba por afastar os possíveis candidatos…e depois de 3 desastrosas temporadas, esta é a última oportunidade que Anabelle tem para arranjar um bom casamento…
O conceito geral da série Wallflowers atraiu-me de imediato: quatro solteironas postas de lado nos bailes de Caça ao Marido da sociedade britânica do século XIX. Mas foi precisamente a saída destes esplendorosos salões de baile que acabou por me cativar em Desejo Subtil. Lisa Kleypas oferece-nos, através de Hunt, uma visão mais abrangente da época - tempos de mudança após os quais as coisas nunca mais seriam iguais. Hunt, pioneiro e visionário, personifica o importante papel da expansão industrial numa sociedade em que a nobreza condicionava todas as facetas da vida social e reflecte o modo como a sagacidade e empenho das classes mais baixas ameaçava as fortunas da aristocracia.
No geral, o enredo é interessante, está bem desenvolvido e bem escrito. Anabelle não é a minha Wallflower preferida mas, ainda assim, apreciei o seu carácter bem como os dilemas que a forçaram a compreender o que realmente desejava e onde realmente pertencia. Tanto Anabelle como Hunt evoluem e mudam à medida que vão interagindo um com o outro, e, se é verdade que para mim o livro começou a perder o seu interesse à medida que se aproximava do fim, também é verdade que o final acabou por compensar o leve enfado.
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Sedução Intensa (#2)
Quando Lillian cai acidentalmente nos braços de Marcus, vê-se chocada e consumida por uma súbita paixão por um homem que julgava detestar. O tempo parece parar e o corpo da jovem cede ao erotismo do momento, descobrindo sensações que nem sonhava existirem...
Marcus, conhecido pela sua constância, também se vê perdido num turbilhão sensual. Cada toque de Lillian é pura tortura, cada beijo o faz gemer por mais. Mas como pode ele pensar em aceitar uma mulher tão pouco adequada para sua noiva?
Autor: Lisa Kleypas
Original: It Happened One Autumn (2005)
Opinião...





Duas das Wallflowers voltam a pedir um desejo ao espírito do poço. Lillian deseja que o arrogante Westcliff encontre uma mulher que o deixe de joelhos…só não pensou que essa mulher viria a ser ela…
Depois de ter lido «Desejo Subtil» e «Sedução Intensa», esta parece-me uma óptima série para acompanhar! A autora executa um excelente trabalho no enriquecimento dos seus livros com detalhes interessantes sobre os hábitos e costumes da época, adicionando ainda humor, romance e sensualidade em doses perfeitas.
Adorei este par, a irreverente e opinativa Lillian e o arrogante e perfeccionista Westcliff. Por ir contra toda a lógica, o romance entre ambos acaba por ser ainda mais especial e atraente para o leitor. Orgulhos e egos de proporções gigantescas vão sendo gradualmente quebrados, acabando os personagens por ceder à paixão.
No livro anterior gostei da incorporação da referência às mudanças que a revolução industrial estava a inserir na sociedade, neste, gostei bastante da exploração da diferença entre os novos-ricos americanos e a sociedade inglesa, purista e preconceituosa (tão bem representada através da odiosa mãe de Westcliff).
Estou pronta para (e desejosa de) avançar para o 3º livro desta série!
Paixão Sublime (#3)
Quatro jovens damas da sociedade londrina procuram um bom partido. Chega a vez de Evangeline Jenner, a mais tímida, mas também a mais rica, logo que cobre a sua herança.
Para escapar às garras da família, Evie pede ajuda a Sebastian, Lord St. Vincent, um conhecido libertino, fazendo-lhe uma proposta irrecusável: que se case com ela, trocando riqueza por proteção.
Mas a proposta impõe uma condição: depois da noite de núpcias, os dois não voltarão a encontrar-se na intimidade, pois Evie não quer ser mais um coração partido na longa lista de conquistas de Sebastian.
A Sebastian resta esforçar-se mais para a seduzir… ou entregar finalmente o coração, em nome do verdadeiro amor.
Autor: Lisa Kleypas
Editor: 5 Sentidos
Género: Romance
Páginas: 320
Original: Devil in Winter (2006)
Opinião...





Lisa Kleypas leva-nos até uma época em que uma mulher solteira tem muito poucos recursos, quer a nível social ou legal. Evie, em especial, está mais do que habituada a ver os seus desejos ignorados, a sua pessoa menosprezada e as suas capacidades subestimadas. Mas o meu elemento preferido neste livro é como nada é realmente o que parece…
Entre pura sedução, doce romance e algum humor, Kleypas narra-nos uma história de amor muito peculiar e especial: Evie, a mais frágil e tímida, acaba por se revelar a mais forte, audaz e destemida; Sebastian, o mais cretino, acaba por se revelar o mais romântico e terno.
Assim, o terrivelmente promíscuo vilão de Sedução Intensa é o herói de Paixão Sublime. Tive algum receio que a autora tentasse justificar o comportamento anterior de Sebastian além da conta mas Lisa Kleypas manobra-nos habilmente, texturando Sebastian aos nossos olhos, levando-nos a atribuir-lhe grande confiança e empatia através das diversas demonstrações de carinho e os doces e românticos cuidados que ele tem com Evie. Sebastian cresce emocionalmente quando encontra finalmente a mulher por quem vale a pena o esforço…
Apesar de estarem ausentes até mais de metade do livro, não senti realmente falta das outras Wallflowers - Evie e Sebastian são o meu par preferido da série, a desempenhar os respectivos papéis na minha história preferida da série… Mas quando surgem, a amizade entre estas quatro mulheres é autêntica e indiscutível; a familiaridade que já sentimos pelas restantes personagens torna a leitura ainda mais acolhedora.
O ritmo é perfeito para o tipo de livro; a escrita da autora é cuidada e delicada, com um sentido de humor bem deliberado; a sucessão de acontecimentos é óptima, alternando entre cenas enervantes e cenas encantadoras. Negativamente tenho apenas a apontar, em comparação com os livros anteriores, um ligeiro desleixo com os detalhes históricos e uma descrição mais esbatida dos mesmos. Tal como anteriormente, aprecio imenso as personagens empreendedoras que Kleypas se dedica a criar, homens que não se limitam a viver da aristocracia e do dinheiro da família. Gostei também imenso da referência aos conhecimentos de medicina da época…dos bichinhos pequeninos que poderiam habitar nos pulmões e do hábito de sangrar os pacientes… e da macabra parafernália para o executar.
Não acredito que o próximo livro da série ultrapasse este, mas estou muito curiosa e entusiasmada para avançar na série.
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Prazer Ardente (#4)
E se Daisy não conseguir desencantar um candidato adequado, terá de se casar com um homem da escolha do pai: o cruel e emproado Matthew Swift.
Daisy está aterrorizada, mas uma Bowman jamais admite a derrota. E, por isso, a jovem decide fazer os possíveis para arranjar outro pretendente que não Matthew.
Mas Daisy não contava com o charme inesperado de Swift… nem com a sensualidade escaldante que depressa brota entre ambos, acabando por descobrir que, apesar de segredos e intrigas que o destino teima em impor, o homem que sempre odiou poderá ser aquele com que sempre sonhou.
Autor: Lisa Kleypas
Editor: 5 Sentidos (Março, 2014)
Género: Romance
Páginas: 304
Original: Scandal in Spring (2006)
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My rating: 3 of 5 stars
Neste caso as três estrelas servem-me para diferenciar Prazer Ardente dos três livros anteriores, já que foi o que menos apreciei. Esta distinção ocorre principalmente porque a história entre Daisy e Matthew não é tão conturbada e apaixonada como as anteriores. Demasiado previsíveis e lineares, os acontecimentos de Prazer Ardente não foram suficientemente interessantes para prender o meu interesse como Lisa Kleypas conseguiu fazer antes. Dei por mim várias vezes mais interessada nos desenvolvimentos na vida de Lillian e Marcus do que propriamente no romance entre Daisy e Matthew.
No livro anterior, Prazer Ardente, Kleypas tinha provocado o leitor com a possibilidade de desenvolvimento de um romance entre Daisy e Rohan…e eu acho que se tivesse continuado por esse caminho teria construído uma narrativa muito mais cativante e airosa do que a que acabou por escrever.
Há imensos pontos positivos netse livro, claro: a presença de Lillian, Annabelle e Evie que vão contribuindo para o desenvolvimento da história de Daisy mas que vão partilhando bocadinhos das suas próprias vidas, a noção ultra romântica de Matthew sempre ter adorado Daisy secretamente à distância, as divertidas peripécias iniciais promovidas pela inimizade infundada que Daisy guarda por Matthew, os pormenores que Kleypas adicionou sobre o industrialismo e a mudança que ocorre no panorama social inglês e a espectacular amizade e compromisso entre as quatro jovens…contudo, é como já disse antes, de cada coisa destas que gostei em Paixão Sublime, vi-as serem executadas de forma mais competente nos romances anteriores.
Tentação Perfeita (#5)
Londres prepara o Natal, e o americano Rafe Bowman aguarda o seu encontro marcado com Natalie Blandford, a muito bela e respeitável filha de Lady e Lord Blandford. O aspeto sedutor e físico impressionante do jovem agradariam certamente à prometida, não fosse a sua reputação de libertino e as suas maneiras americanas.
As quatro amigas encalhadas dedicam-se, então, a ajudar o jovem pretendente, ensinando-lhe as regras da sociedade londrina e empenhando-se na aproximação dos futuros noivos. Contudo, o Natal é a época dos milagres, e o amor - essa emoção tão estranha a Rafe - ameaça brotar das mãos mais inesperadas.
Uma encantadora viagem aos recantos do coração, pela autora bestseller Lisa Kleypas, a rainha do romance erótico.
0 USA Today entrevista Lisa Kleypas
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Pamela Clare, jornalista premiada e autora bestseller de romances históricos e contemporâneos entrevistou Lisa Kleypas para o USA Today.
Lisa Kleypas é uma escritora de sucesso internacional, com mais de 30 romances publicados, traduzidos para 14 idiomas. É também autora da Série À Flor da Pele, actualmente a ser editada em Portugal.
Pamela: O seu primeiro livro foi publicado quando tinha apenas 21 anos, idade com a qual a maior parte dos jovens está mais preocupada com ressacas e discotecas do que com escolha de palavras, enredo e caracterização. Quando soube que queria escrever romances? O que a inspirou a sentar-se e começar a escrever aquele primeiro livro e que experiência em escrita criativa tinha?
Lisa: Sempre fui uma leitora compulsiva - lembro-me de ir à livraria local com pilhas de livros mais altas do que eu. Comecei a escrever o meu primeiro romance quando tinha apenas 16 anos. Na altura, frequentava um campo de férias de verão onde nos eram permitidas duas horas de tempo livre todas as tardes. As actividades à escolha eram natação, ténis, equitação ou escrita de cartas para a família e amigos. Eu tinha levado comigo várias folhas de papel e uma caneta azul-turquesa, e decidi escrever uma carta a alguém. Uma vez que era apenas o primeiro dia no campo de férias e eu não tinha ainda nada de interessante a reportar, comecei a escrever um romance histórico. Desde a primeira página, senti um clique de reconhecimento de que era aquilo que eu queria fazer para o resto da minha vida. Terminei de escrever o romance no fim do verão e a cada verão depois desse eu completava um novo livro. Ao inicio desconhecia completamente as regras da escrita - não sabia nada sobre pontos de vista, ritmo, enredo - mas queria aprender. Digo sempre aos aspirantes a romancistas que a paixão é a melhor qualidade que um escritor pode possuir - a técnica pode ser ensinada, mas o desejo de escrever tem que vir de dentro.
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Pamela: No seu discurso nos prémios RWA 2007, contou uma história sobre a sua casa estar inundada - e justamente por que os romances são tão importantes na vida das mulheres. Acho que não havia um único par de olhos secos na sala. Pode partilhar essa história com os nossos leitores?
Lisa: Muito obrigada! Lamento dizer que, nos primeiros dias da minha carreira, senti-me um bocadinho envergonhada por escrever ficção romântica. Eu frequentei o Wellesley College, um fantástico colégio onde as estudantes são encorajadas a perseguir os seus sonhos. Contudo, depois de me ter formado e ter um romance publicado, mais de uma pessoa me disse que, de qualquer das formas, a minha opção de carreira era um «desperdício» de tanta educação. Aliás, na minha primeira entrevista à rádio, o entrevistador terminou dizendo que esperava que um dia eu viesse a escrever um «verdadeiro livro». Alguns anos mais tarde, quando já era casada, o meu marido, o nosso filho de 3 anos e eu perdemos tudo o que tínhamos quando a nossa casa, no Texas, foi destruída por uma inundação. Os meus pais viviam perto, e a casa deles foi igualmente inundada. Três dias depois, quando a água tinha recuado o suficiente, eu e a minha mãe conduzimos um pequeno carro alugado até ao Wal-Mart mais próximo para comprar suprimentos. Concordámos que apenas tínhamos espaço para comprar o básico - pasta de dentes, meias, e assim. Mas quando chegámos à caixa para pagar, vi que tanto a minha mãe como eu tínhamos incluído uma necessidade «particular» nos nossos cestos...um romance. Ambas precisávamos de esperança, humor, amor e a garantia de um final feliz. A partir desse dia, nunca mais questionei ou duvidei do valor daquilo que faço.
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Pamela: Essa história nunca deixa de me comover. Obrigada por partilhar connosco. Os leitores sentem que desenvolvem uma verdadeira conexão emocional com as suas personagens. O que envolve a criação destes personagens? O que é preciso para ficar a conhecer a personagem o suficiente para escrever a sua história?
Lisa: Antes de escrever a primeira página de um romance, perco imenso tempo a criar detalhes de fundo para as minhas personagens. Imagino as experiências que os moldaram, o que os faz felizes, os enraivece, amedronta e aquilo por que anseiam. A maior parte das minhas personagens têm dificuldade em confrontar os seus desejos e medos mais profundos. É difícil sermos honestos para nós próprios - odiamos admitir o quão vulneráveis ou carentes somos. Portanto, penso que os leitores se relacionam com a heroína que deseja algo - ou alguém - que pensa estar para lá do seu alcance. Desenvolvemos empatia por personagens que lutam e labutam e tentam dar o seu melhor...e é tão gratificante vê-los mudar e aprender durante o curso da história.
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Pamela: Há muito que é conhecida pelos seus romances históricos emocionalmente ricos. Surpreendeu toda a gente em 2007 com Sugar Daddy, tornando-se também numa popular e aclamada escritora de romances contemporâneos. A alteração para romance moderno trouxe-lhe a mudança e os desafios que pensou estarem a fazer-lhe falta, como escritora? O que é diferente em escrever contemporâneos e do que mais gosta ao fazê-lo?
Lisa: Independentemente da profissão, é sempre bom assustar-nos a nós próprios um bocadinho, de tempos a tempos! É crucial continuar a desafiar-nos e aprender com pessoas com mais experiência. E, ocasionalmente, é necessário experimentar alguma coisa na qual não sabemos se vamos ser bem sucedidos. Depois de escrever cerca de 20 romances históricos, estava desejosa de agitar as coisas e ver se conseguia encontrar uma voz como escritora contemporânea. Foi difícil mas excitante, e depois de eu ter terminado Sugar Daddy, descobri que poderia voltar a escrever romances históricos com um sentido de frescura e divertimento. O que mais adoro nos contemporâneos é que escrever sobre as personagens em situações modernas parece trazer pensamentos e reflexões que não me chegam quando estou a escrever romances históricos. Vivemos em tempos maravilhosamente complicados, em que homens e mulheres têm diferentes expectativas tanto para si próprios como para os outros. O choque entre essas expectativas provoca conflito e humor numa história e, por vezes, pode até ser bastante sexy!
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Pamela: Que qualidades ou temas diria que os seus históricos e contemporâneos têm em comum?
Lisa: Sem dúvida, tanto os meus históricos como os contemporâneos incluem quase sempre o tema de um forasteiro que tenta encontrar uma forma de encaixar. (Penso que qualquer pessoa que frequentou o ensino básico se conseguirá identificar). Eu cresci sendo muito tímida, viciada em livros, e lembro-me de ponderar desesperadamente sobre como poderia ser aceite pelos miúdos mais populares da escola. Eventualmente, encontrei um nicho nos romances históricos ao apresentar personagens que eram forasteiros de uma forma ou de outra. Criei vários heróis históricos que são homens ambiciosos, tais como o empreendedor dos caminhos de ferro, um hoteleiro, e o proprietário de uma casa de jogos. Contudo, apesar das fortunas que ganharam, eles parecem não conseguir lidar com as intrincadas regras da sociedade Vitoriana. Para mim, é fascinante juntá-los a membros da aristocracia e ver as faiscas a voar.
As minhas personagens contemporâneas também tendem a ser forasteiros - um bom exemplo é o herói de Blue Eyed Evil, que cresceu num trailer em Houston e se torna num homem de negócios de sucesso - mas ele não está satisfeito com o que conquistou. Não é feliz. Essa procura por contentamento conduz a maior parte das minhas personagens - e claro, eles tentam encontrá-lo de todas as formas erradas.
Penso que se há uma qualidade consistente na escrita propriamente dita, é que adoro incluir muita intensidade emocional nas minhas histórias. Não me poderão acusar de ter receio de exagerar! O meu lema é: fazer em grande ou ir para casa.
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Pamela: É um óptimo lema! E o mais maravilhoso é que a riqueza emocional das suas histórias é exactamente aquilo que os leitores adoram.
Vamos avançar para as suas séries actuais. O que diria um guia turístico sobre Friday Harbor?
Lisa: Oh, é o sítio mais bonito à face da terra. Friday Harbor é um sítio real, localizado na Ilha San Juan, que faz parte de um arquipélago de Washington. A água mais pura e mais azul, o ar mais fresco, e uma ilha mística e pacífica. Em algumas alturas do ano pode sentar-se na praia e observar orcas a emergir da água. O meu marido, as crianças e eu tivemos os melhores piqueniques nas nossas vidas nesta ilha. E há alguns restaurantes com reconhecimento internacional com vista para o mar que a fariam chorar. Andámos de caiaque, de barco, de bicicleta e comemos marisco suficiente para matar uma pessoa normal.
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Pamela: Parece ser um sítio que gostaria de visitar! O que inspirou esta série com o seu suave toque de paranormal? É esta variante paranormal algo que lhe desperta o interesse, como contadora de histórias?
Lisa: Algo sobre a atmosfera da ilha me levou a pensar que este era um local onde coisas mágicas poderiam acontecer. E quando comecei a brincar com ideias, pensei que era altura de diversificar um bocadinho e tentar inserir novos elementos nos meus livros. Adorei a noção de que a magia poderia afectar o desenvolvimento emocional das personagens. Tem sido divertido aprender novas técnicas de escrita! Aprendi que incorporar magia, mesmo suaves toques, requer que a escrita seja um bocadinho mais poética e inventiva. Tenho adorado explorar o mundo de Friday Harbor e deixar a minha imaginação correr à solta.
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Pamela: Fale-nos de Crystal Cove, o quarto livro da série.
Lisa: A história é sobre Justine Hoffman, uma bonita jovem que deseja apaixonar-se mas que ainda não conseguiu encontrar o homem certo. Na sua busca pela alma gémea, Justine faz terríveis descobertas: há muito tempo que ela foi amaldiçoada para que nunca consiga apaixonar-se. Enquanto ela tenta descobrir quem a amaldiçoou, e porquê, Justine sente-se atraída por um estranho misterioso, Jason Black, que está hospedado na sua pousada. À medida que desvendam os segredos sobre o passado de Justine, apercebem-se que o amor é infinitamente mais perigoso do que poderiam ter sonhado.
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Pamela: Quantos mais livros tem em mente para esta série? E o que poderão os leitores esperar a seguir? Haverão mais romances históricos no futuro?
Lisa: Não sei o que se segue. Haverão com certeza mais romances históricos no meu futuro. Adoro-os demasiado para desistir deles. Para já, estou ainda a tentar perceber o que fazer a seguir - tenho toneladas de ideias e é apenas uma questão de reunir algumas personagens e cenários até que surja algo.
0 Um Estranho nos Meus Braços
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Lisa Kleypas
«Lady Hawksworth, o seu marido não está morto…». Lara não podia acreditar no que estava a ouvir. O seu marido, desaparecido há um ano num naufrágio, com quem tinha vivido um casamento infeliz e desprovido de amor estava vivo e iria voltar para casa. Como era possível? Lara não conseguiu controlar a emoção quando reencontrou Hunter. O homem frio e cruel que lhe atormentou a vida e só lhe deu dor, vergonha e humilhação no leito matrimonial. Agora estava ali. Mais magro, com a pele mais escura, mais velho… mas sem dúvida que era Hunter. Aquele homem conhecia segredos que só o marido podia saber, tinha a sua fotografia guardada numa pequena caixa, a mesma que ela lhe dera há três anos quando aquele partira para a Índia. Mas, ao mesmo tempo, era um homem assustadoramente diferente. Mais meigo, atencioso aos seus caprichos, decidido a reconquistar o seu amor, a fazê-la sentir uma mulher desejada e a esquecer as memórias tristes do passado. Mas será aquele homem realmente o seu marido ou um impostor a cujos braços Lara se entrega na busca da felicidade tão desejada?
Autor: Lisa Kleypas
Páginas: 320
Original: Stranger In My Arms (1998)
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