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1 As Areias do Imperador: O Bebedouro do Horizonte {Livros Novembro}
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Lançamentos,
Literatura Lusófona,
Mia Couto,
Romance
As Areias do Imperador: Mulheres de Cinza
Livro 1
Ngungunyane (ou Gungunhane, como ficou conhecido pelos portugueses) foi o último de uma série de imperadores que governou metade do território de Moçambique. Derrotado em 1895 pelas forças portuguesas comandadas por Mouzinho de Albuquerque, Ngungunyane foi deportado para os Açores onde veio a morrer em 1906. Os seus restos mortais terão sido trasladados para Moçambique em 1985. Existem, no entanto, versões que sugerem que não foram as ossadas do imperador que voltaram dentro da urna. Foram torrões de areia. Do grande adversário de Portugal restam areias recolhidas em solo português.
Esta narrativa é uma recreação ficcional inspirada em factos e personagens reais. Serviram de fonte de informação uma extensa documentação produzida em Moçambique e em Portugal e, mais importante ainda, diversas entrevistas efectuadas em Maputo e Inhambane.
Género: Romance
Páginas: 408
A Espada e a Azagaia é o segundo livro ( o primeiro, Mulheres de Cinza, foi publicado em outubro de 2015) de uma trilogia — As Areias do Imperador — sobre os derradeiros dias do chamado Estado de Gaza, o segundo maior império em África dirigido por um africano. Ngungunyane (ou Gungunhane como ficou conhecido pelos portugueses) foi o ultimo dos imperadores que governou toda a metade Sul do território de Moçambique.
Derrotado em 1895 pelas forças portuguesas comandadas por Mouzinho de Albuquerque, o imperador Ngungunyane foi deportado para os Açores onde veio a morrer em 1906. Os seus restos mortais terão sido transladados para Moçambique em 1985. Existem, no entanto, versões que sugerem que não foram as ossadas do imperador que voltaram dentro da urna. Foram torrões de areia. Do grande adversário de Portugal restam as areias recolhidas em solo português.
As Areias do Imperador: A Espada e a Azagaia
Livro 2
Derrotado em 1895 pelas forças portuguesas comandadas por Mouzinho de Albuquerque, o imperador Ngungunyane foi deportado para os Açores onde veio a morrer em 1906. Os seus restos mortais terão sido transladados para Moçambique em 1985. Existem, no entanto, versões que sugerem que não foram as ossadas do imperador que voltaram dentro da urna. Foram torrões de areia. Do grande adversário de Portugal restam as areias recolhidas em solo português.
Género: Romance
Páginas: 462
As Areias do Imperador: O Bebedouro do Horizonte
Neste último volume da trilogia, os prisioneiros embarcam no cais de Zimakaze e a lancha parte em direção ao posto de Languene.
Ali farão uma breve paragem para depois rumarem para o estuário do Limpopo e ali darem início à viagem marítima que conduzirá os africanos para um distante e eterno exílio.
Ali farão uma breve paragem para depois rumarem para o estuário do Limpopo e ali darem início à viagem marítima que conduzirá os africanos para um distante e eterno exílio.
Género: Romance
Páginas: 384
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0 O Que Ando a Ler . . .
5★
Os meus preferidos deste conjunto de leituras mais recentes não têm nada a ver um com o outro - excepto eu ter adorado lê-los!
O Castelo não é uma leitura fácil e não é um trabalho que eu recomende livremente; não é livro que agrade a todos. É triste, cansativo, melancólico, aborrecido, complexo, confuso, solitário, indefinível, furioso, frustrado. É Kafka... e não é para o gosto de todos. É exigente, demanda o nosso empenho e concentração... e não está disposto a deixar-nos mesmo com o volver da última página. Fica connosco.
Já em relação a Bons Sonhos, Meu Amor não vejo leitora que possa não gostar: é absolutamente fantástico! Koomson tem vindo a escrever livros muito bons e este está definitivamente entre os meus preferidos porque entrei em completa sintonia com os personagens e com o drama que estes viviam. A história, já de si interessante, avança de forma bem ponderada e satisfatória até ao final. Gostei muito!
4★






Terra Sonâmbula e São Manuel Bom, Mártir deixaram-me a pensar na mensagem que pretendem transmitir por algum tempo. No primeiro, Mia Couto fala-nos, como só ele sabe, sobre as atrocidades e brutalidade da guerra. Inúmeras metáforas servem para criar ora imagens terríveis ora imagens muito bonitas, servindo-se do folclore da terra para criar a atmosfera ideal, mítica. Tanto simbolismo não vem sem grande ambiguidade, pelo que a interpretação do texto pode ser, por vezes, desafiante... mas muito compensatória.
Por sua vez, em São Manuel Bom, Mártir Miguel de Unamuno recorre a uma prosa muito simples para colocar a fé em perspectiva... Mesmo sendo a religião o proverbial ópio do povo não exercerá uma influência positiva nos crentes? Ou será melhor a completa desilusão e falta de esperança, um quotidiano marcado pela certeza de que nascemos para morrer.
Mas quando é para descontrair e deixar-me embalar por uma boa história, narrada com excelência, Nora Roberts e Julia Quin estão no topo da minha lista! Os Bridgerton Felizes para Sempre simboliza a derradeira despedida desta família que nos tem vindo a encantar livro após livro. Julia Quin dá-nos a oportunidade de revisitar os personagens desta série e recordar as histórias de cada um deles.
Com o bom humor de sempre, esta é uma conclusão mais do que perfeita para a série. Como já é habitual, em A Filha das Estrelas, Nora Roberts mistura romance com mistério numa história fantástica.
... E por falar em mistério, tanto O Apelo do Anjo como O Carrasco do Medo têm o dom de nos manter interessadíssimos na sua resolução até ao fim! Para mim, O Apelo do Anjo é muito mais interessante do que o título ou a capa deixam adivinhar! A investigação torna-se cada vez mais séria, as implicações cada vez mais profundas e a sucessão de desenvolvimentos inesperados, compele-nos à leitura.
Para mim foi impossível ler O Carrasco do Medo sem reagir fisicamente - sinto que passei uma boa parte do livro a fazer caretas e a mexer-me desconfortavelmente no assento. Não há dúvida que Chris Carter consegue misturar suspense e acção na medida certa, envolvendo o leitor. Além do interesse pela história central, vi-me também curiosa com a história pessoal de Robert, sobre a qual temos mais algumas pistas.
3★
Doce Carícia é o relato de vida de Amory Clay, uma vida marcada tanto pelo gosto pela fotografia como pela guerra. Gostei muito da história de Amory mas preferia vê-la narrada de forma menos factual e mais sentimental. William Boyd passa superficialmente pela história de Amory e eu gostaria de a ver mais aprofundada; assim, não negando admiração pela protagonista, não posso dizer que tenha sentido qualquer ligação com a personagem, o que certamente prejudica um livro deste género em que o nosso interesse na narrativa depende directamente do nosso interesse no protagonista da mesma.
Alyson Noël criou em Sem Igual um mistério muito interessante. Apesar de na sua base estar a corriqueira 'busca pelo criminoso' no meio de vários suspeitos, o enredo é conduzido com originalidade. O tom contemporâneo - embora mais imaturo do que costumo apreciar - assenta lindamente no contexto do livro e complementa-o com a sua perspicácia. Assim, ultrapassado o meu cepticismo inicial em relação ao enredo, acabei por acompanhar este livro com grande interesse e terminei-o extremamente curiosa em relação ao próximo!
George Carlin é um dos meus comediantes favoritos! Já perdi a conta às horas que passei a ver e rever os seus vídeos no Youtube. Não resisti, por isso, a comprar Quando é que Jesus Traz as Costeletas? assim que o vi; no entanto, e apesar de ter gostado do livro, senti falta do carisma de Carlin, da forma como verbalizava as suas ideias e proferia as piadas.
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0 Terra Sonâmbula | opinião
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Literatura Lusófona,
Mia Couto,
Romance
Dentro deste cenário de pesadelo movimentam-se personagens de uma profunda humanidade, por vezes com uma dimensão mágica e mítica, todos vagueando pela terra destroçada, entre o desespero mais pungente e uma esperança que se recusa a morrer.
Terra Sonâmbula é um romance admirável, sem dúvida uma das melhores obras literárias que nos últimos anos se escreveram em português. Foi considerado um dos melhores livros africanos do século XX.
Autor: Mia Couto
Editor: Editorial Caminho (2013)
Género: Romance
Páginas: 336
opinião
★★★★★ (5/5)
Terra Sonâmbula exprime uma abordagem muito interessante, e algo perturbadora, sobre as consequências da guerra civil em Moçambique. Nele lemos sobre o resultado da atrocidade e da brutalidade da guerra, sem a violência propriamente dita.
Inúmeras metáforas servem para criar ora imagens terríveis ora imagens muito bonitas, servindo-se do folclore da terra para criar a atmosfera ideal, mítica. Tanto simbolismo não vem sem grande ambiguidade, pelo que a interpretação do texto pode ser, por vezes, desafiante... mas muito compensatória.
Desistência, desespero, perseverança e esperança misturam-se em igual medida no meio de tanto caos, o 'sonambolismo' parece estender-se ao leitor, tal é o talento do escritor, e a excelência da sua prosa, a originalidade com que manobra o nosso idioma, são, só por si, motivo suficiente para ler este livro.
Frases Preferidas:
'quanto tempo demora o tempo!' - p. 121
'Uma coisa a guerra faz acontecer: tudo se vai tornando verdade.' - p. 129
'São nossos olhos que fazem o belo!' - p. 173
'Em terra de misérias um pequeno nada é olhado com muita inveja. E, afinal, se entende: um coxo faz inveja a um paralítico.' - p. 179
'A riqueza é como o sal: só serve para temperar.' - p. 179
'Casas juntas, ardem juntas.' - p. 275
'as palavras de um dirigente devem encostar com a sua prática, afinal onde estão os princípios, a razão que pediram aos mais jovens para dar suas vidas?' - p. 278
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0 Venenos de Deus, Remédios do Diabo + Opinião
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3 estrelas,
Mia Couto
Em Vila Cacimba, onde encontra os pais dela, espera pacientemente que ela regresse do estágio que está a frequentar algures. Mas regressará ela algum dia? Entretanto vão-se-lhe revelando, por entre a névoa que a cobre, os segredos e mistérios, as histórias não contadas de Vila Cacimba — a família dos Sozinhos, Munda e Bartolomeu, o velho marinheiro, o administrador, Suacelência e sua Esposinha, a misteriosa mensageira do vestido cinzento espalhando as flores do esquecimento.
Autor: Mia Couto
Editor: Caminho
Género: Romance
opinião
My rating: 3 of 5 stars





Infelizmente, não consigo colocar o enredo em tão estimada conta. Directamente, com as suas camadas de farsa e mentira envoltas em mistério e misticismo, este não cativou o meu interesse e, indirectamente, pareceu-me que Mia Couto quis falar-nos de uma complexidade que não coube satisfatoriamente, para mim, nestas 196 páginas.
"Ficar vivo não é viver"
"Aos 10 anos todos nos dizem que somos espertos, mas que nos faltam ideias próprias. Aos 20 anos dizem que somos muito espertos, mas que não venhamos com ideias. Aos 30 anos pensamos que ninguém mais tem ideias. Aos 40 achamos que as ideias dos outros são todas nossas. Aos 50 pensamos com suficiente sabedoria para já não ter ideias. Aos 60 ainda temos ideias mas esquecemos do que estávamos a pensar. Aos 70 só pensar já nos faz dormir. Aos 80 só pensamos quando dormimos."
"(…) não existe o ter vivido. Viver é um verbo sem passado."
"- Cure-me de sonhar, Doutor.
- Sonhar é uma cura.
- Um sonhadeiro anda por aí, por lonjuras e aventuras, sei lá fazendo o quê e com quem... Não haverá um remédio que me anule o sonho?"
"- Sonhar me deixa muito cansado. Dá um trabalhão danado, sonhar"
"Viver é que não tem cura, caro amigo."
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0 Prémio Neustadt de Literatura
Mia Couto, poeta, escritor e biólogo, foi distinguido com o Prémio Neustadt de Literatura, um prémio bienal atribuído pela Universidade de Oklahoma no valor de 50 mil dólares (37 mil euros) também conhecido como o Nobel americano.
O escritor moçambicano é autor de dezenas de livros, incluindo romances, contos, colectâneas de poesia e livros infantis, tendo vindo a receber diversos prémios literários ao longo do tempo. Neste mesmo ano, Mia Couto recebeu o Prémio Camões, o prémio literário mais distinto da língua portuguesa e o seu mais recente livro, A Confissão da Leoa ficou em 2º lugar nas votações para Melhor Romance de 2012 levado a cabo pelo Portal da Literatura.
Em edições anteriores foram premiados escritores que mais tarde viriam a ganhar o Nobel da Literatura, como Paulo Neruda, Gabriel García Marquez, Orhan Pamuk, Mo Yan e Alice Munro, a vencedora este ano.
0 Mia Couto ganha Prémio Camões | Portal da Literatura
«O vencedor do prémio literário mais importante da criação literária da língua portuguesa é o escritor moçambicano autor de livros como Raiz de Orvalho, Terra Sonâmbula e A Confissão da Leoa. É o segundo autor de Moçambique a ser distinguido, depois de José Craveirinha em 1991.
«O júri justificou a distinção de Mia Couto tendo em conta a "vasta obra ficcional caracterizada pela inovação estilística e a profunda humanidade", segundo disse à agência Lusa José Carlos Vasconcelos, um dos jurados.»
«Também em declaração à Lusa, Mia Couto disse-se "surpreendido e muito feliz" por ter sido distinguido com o 25º. Prémio Camões, num dia que, revelou, não lhe estava a correr de feição. "Recebi a notícia há meia hora, num telefonema que me fizeram do Brasil. Logo hoje, que é um daqueles dias em que a gente pensa: vou jantar, vou deitar-me e quero me apagar do mundo. De repente, apareceu esta chamada telefónica e, obviamente, fiquei muito feliz", comentou o escritor, sem adiantar as razões.»
«O escritor não virá à Feira do Livro de Lisboa, actualmente a decorrer no Parque Eduardo VII, porque esteve na Feira do Livro de Bogotá, depois foi para o Canadá e só recentemente voltou a Maputo. Zeferino Coelho espera que o autor regresse a Portugal na rentrée, em Setembro ou Outubro.»
Fonte: Portal da Literatura
1 Livros de Mia Couto
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Mia Couto
Estórias Abensonhadas
Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado no programa de português do 9º ano de escolaridade, destinado a leitura orientada na sala de aula - Grau de Dificuldade III.
«Depois de Terra Sonâmbula estas estórias fazem regressar o imaginário moçambicano pela mão de Mia Couto. Se o romance deste autor moçambicano nos transportou para o universo trágico da guerra, estas breves histórias são flagrantes do renascer do país, depois da assinatura do Acordo de Paz. Reúnem-se aqui contos, alguns já publicados em jornal, em que se inscreve o mesmo estilo e a mesma capacidade de sonhar já consagrados em anteriores obras (Vozes Anoitecidas, Cronicando, Cada Homem é uma Raça, Terra Sonâmbula). Os contos já publicados foram, no entanto, revistos e alterados para publicação em livro. Em todas as estórias se reconhece o trabalho profundamente pessoal de recriação da linguagem, o aproveitamento literário da fala popular moçambicana e o pleno exercício da poesia.»
Autor: Mia Couto
Páginas: 192
O Fio das Missangas
«Uma vez mais Mia Couto regressa ao conto, género literário que parece ser o da sua maior realização. Estórias breves mas contendo, cada uma delas, as infinitas vidas que se condensam em cada ser humano. Uma vez mais, a linguagem é trabalhada como se fosse delicada filigrana, confirmando o que o autor disse de si mesmo: «conto estórias por via da poesia».
São vinte e nove contos unidos como missangas em redor de um fio, que é a escrita encantada de um consagrado fabricador de ilusões»
Autor: Mia Couto
Páginas: 150
Cada Homem é Uma Raça
«Inquirido sobre a sua raça, respondeu:
— A minha raça sou eu, João Passarinheiro.
Convidado a explicar-se, acrescentou:
— Minha raça sou eu mesmo. A pessoa é uma humanidade individual. Cada homem é uma raça, senhor polícia.»
Autor: Mia Couto
Páginas: 182
Na Berma de Nenhuma Estrada
São histórias de um universo mágico, onde o fantástico e o sobrenatural coexistem com o quotidiano, com personagens intensas e uma capacidade de efabulação extraordinária, que nos prendem e nos encantam.
E donde emanam estas histórias? "Vêm da berma de nenhuma estrada. Quero inventar um sítio onde me invente a mim, um sítio onde tudo seja possível outra vez, onde a palavra possa ter essa dimensão mágica. É desse não lugar que surge a escrita, mas ele pertence a um lugar meu, que é Moçambique, a minha infância.»
Autor: Mia Couto
Páginas: 192
O Outro Pé da Sereia
«Viagens diversas cruzam-se neste romance: a de D. Gonçalo da Silveira, a de Mwadia Malunga e a de um casal de afro-americanos. O missionário português persegue o inatingível sonho de um continente convertido, a jovem Mwadia cumpre o impossível regresso à infância e os afro-americanos seguem a miragem do reencontro com um lugar encantado. Outras personagens atravessam séculos e distâncias: o escravo Nimi, à procura das areias brancas da sua roubada origem. A própria estátua de Nossa Senhora, viajando de Goa para África, transita da religião dos céus para o sagrado das águas. E toda uma aldeia chamada Vila Longe atravessa os territórios do sonho, para além das fronteiras da geografia e da vida.
As diferentes viagens entrecruzam-se numa narrativa mágica, por via de uma mesma escrita densa e leve, misterios e poética de um dos mais consagrados escritores da língua portuguesa.»
Páginas: 456
Vozes Anoitecidas
"O que mais dói na miséria é a ignorância que ela tem de si mesma. Confrontados com a ausência de tudo, os homens abstêm-se do sonho, desarmando-se do desejo de serem outros. Existe no nada essa ilusão de plenitude que faz parar a vida e anoitecer as vozes. Estas estórias desadormeceram em mim sempre a partir de qualquer coisa acontecida de verdade mas que me foi contada como se tivesse ocorrido na outra margem do mundo. Na travessia dessa fronteira de sombra escutei vozes que vazaram o sol. Outras foram asas do meu voo de escrever. A umas e a outras dedico este desejo de contar e de inventar."
Autor: Mia Couto
Páginas: 170
O Pensageiro Frequente
«A partida de futebol é sempre mais Que o resultado. O mais belo num jogo é o que não se converte em pontos de classificação, é aquilo que escapa ao relatador da rádio, são os suspiros e os silêncios, os olhares e os gestos mudos de quem joga dentro e fora das quatro linhas. Um reencontro com a escrita de Mia Couto num livro que se abre como uma aguarela das terras e das gentes de Moçambique.»
Autor: Mia Couto
Páginas: 136
Cronicando
«Neste livro se reúnem crónicas com que o escritor moçambicano colaborou com a imprensa de Moçambique durante os dois últimos anos da década de 80. Este conjunto de textos mereceu o Prémio Anual de Jornalismo Areosa Pena, atribuído pela Organização dos Jornalistas Moçambicanos em 1989.
Mais do que crónicas estes textos são pequenos contos condensados de forma a se enquadrarem no espaço dos jornais a que se destinavam. Aos textos inseridos nos jornais de Moçambique, o autor acrescentou outros inéditos. Uns e outros estão profundamente marcados pela arte de recriar a língua portuguesa que caracteriza toda a escrita deste autor africano.»
Autor: Mia Couto
Páginas: 200
A Varanda do Frangipani
«A narrativa de A Varanda do Frangipani decorre na Fortaleza de S. Nicolau, algures em Moçambique. A fortaleza há muito que deixou de ser reduto de defesa e ocupação estrangeira para se transformar num asilo de velhos. A trama policial, as reflexões sobre a guerra e sobre a paz, o Universo mágico, a riqueza de personagens, aliados a uma narrativa pujante e amadurecida, fazem deste livro uma das mais belas obras de Mia Couto.»
Autor: Mia Couto
Páginas: 154
O Último Voo do Flamingo
«O mundo deste romance, o quarto do escritor moçambicano Mia Couto, mistura vivos e mortos, realidade e fantasia, feitiços e sobrenatural, com uma mestria muito própria, e uma sabedoria muito africana. O ponto de partida parece bizarro: na vila moçambicana de Tizangara, no período do pós-guerra, os soldados da ONU começam a explodir , sem qualquer explicação, deixando como vestígio as suas boinas azuis e os orgãos genitais. Que mistério os envolve? Um retrato de África irónico, cheio de humor e sabedoria, como é a das histórias africanas, escrito por um grande romancista.»
Autor: Mia Couto
Páginas: 232
Vinte e Zinco
«Numa pequena cidade do Moçambique colonial a violência sustenta um mundo dividido - o dos naturais, em baixo, e, sobre ele, o peso do opressor. De súbito, lá longe, na capital do Império, a terra treme, o pilar da sustentação abate-se, e na pequena cidade colonial o efeito é catastrófico. Das profundezas ergue-se o novo mundo. Do velho salvar-se-á alguém?»
Autor: Mia Couto
Editor: Editorial Caminho (1999)
Páginas:140
Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra
«Um jovem estudante universitário regressa à sua ilha-natal para participar no funeral de seu avô Mariano. Enquanto aguarda pela cerimónia é testemunha de estranhas visitações na forma de pessoas e de cartas que lhe chegam do outro lado do mundo. São revelações de um universo dominado por uma espiritualidade que ele vai reaprendendo. À medida que se apercebe desse universo frágil e ameaçado, redescobre uma outra história para a sua própria vida e para a da sua terra. A Pretexto do relato das extraordinárias peripécias que rodeiam o funeral, este novo romance de Mia Couto traduz, de uma forma a um tempo irónica e profundamente poética, a situação de conflito vivida por uma elite ambiciosa e culturalmente distanciada da maioria rural.
Uma vez mais, a escrita de Mia Couto leva-nos para uma zona de fronteira entre diferentes racionalidades, onde perceções diversas do mundo se confrontam, dando conta do mosaico de culturas que é o seu país e das mudanças profundas que atravessam a sociedade moçambicana atual.»Contos do Nascer da Terra
Um pequeno flash deste novo livro de Mia Couto para deliciar os leitores: «Era uma vez uma menina que pediu ao pai que fosse apanhar a lua para ela. O pai meteu-se num barco e remou para longe. Quando chegou à dobra do horizonte pôs-se em bicos de sonhos para alcançar as alturas. Segurou o astro com as duas mãos, com mil cuidados. O planeta era leve como uma baloa. «Quando ele puxou para arrancar aquele fruto do céu se escutou um rebentamundo. A lua se cintilhaçou em mil estrelinhações. O mar se encrispou, o barco se afundou, engolido num abismo. A praia se cobriu de prata, flocos de luar cobriram o areal. A menina se pôs a andar ao contrário em todas as direcções, para lá e para além, recolhendo os pedaços lunares»
Terra Sonâmbula
«Primeiro romance do moçambicano Mia Couto, já bem conhecido e apreciado pelo público português, Terra Sonâmbula tem como pano de fundo os recentes tempos de guerra em Moçambique, da qual traça um quadro de um realismo forte e brutal. Dentro deste cenário de pesadelo movimentam-se personagens de uma profunda humanidade, por vezes com uma dimensão mágica e mítica, todos vagueando pela terra destroçada, entre o desespero mais pungente e uma esperança que se recusa a morrer.
Terra Sonâmbula é um romance admirável, sem dúvida uma das melhores obras literárias que nos últimos anos se escreveram em português.»
Jerusalém
«Jesusalém é seguramente a mais madura e mais conseguida obra de um escritor em plena posse das suas capacidades criativas. Aliando uma narrativa a um tempo complexa e aliciante ao seu estilo poético tão pessoal, Mia Couto confirma o lugar cimeiro de que goza nas literaturas de língua portuguesa. A vida é demasiado preciosa para ser esbanjada num mundo desencantado, diz um dos protagonistas deste romance. A prosa mágica do escritor moçambicano ajuda, certamente, a reencantar este nosso mundo.»
A Confissão da Leoa
Ver Sinopse: http://tempodler.blogspot.pt/2012/07/confissao-da-leoa-de-mia-couto.html
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