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0 Através dos meus pequenos olhos | Opinião
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2 estrelas,
Emilio Ortiz,
Opinião,
Romance
Cross é um cão-guia muito divertido e brincalhão. Mario é um jovem invisual que está prestes a começar uma nova etapa da sua vida. Juntos, vivem mil e uma peripécias, aventuras, derrotas e triunfos e tornam-se absolutamente inseparáveis.
Através dos meus pequenos olhos é um relato emocionante que narra as peripécias de Cross no mundo dos humanos e nos traz uma perspetiva diferente sobre o seu e o nosso mundo.
Autor: Emilio Ortiz
Editor: Porto Editora (Fevereiro, 2018)

Género: Romance
Páginas: 264
opinião
★★☆☆☆
Fiquei muito desiludida com este livro; ignorando a imaturidade da escrita do autor, é até bastante engraçado observar as diversas situações através da perspectiva do cão e acompanhar a leitura que ele faz do que o rodeia, mas o livro segue sem rumo, sem outro trunfo que não esse, culminando num final que até pode ter cumprido o propósito para o autor/personagem mas que eu achei abominável, arruinando por completo o livro e todo o intento do mesmo.
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0 O Fio da Felicidade | Opinião
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4 estrelas,
Jill Mansell,
Opinião,
Romance
Bastou um clique para Essie ficar sem casa, trabalho, namorado e tornar-se a mais recente piada da Internet. Tudo por causa de um e-mail infeliz enviado acidentalmente a TODOS os contactos; uma carta privada onde, bem…, desabafara coisas horríveis sobre a mãe do seu namorado (que, já agora, também era sua chefe!).
E quando a vida perfeita de Essie é arruinada, só lhe resta uma solução: começar de novo noutro sítio, fazer amigos e encontrar um emprego (de preferência, um de que goste).
E é assim que o azar de Essie a leva a uma nova cidade, onde conhece uma octogenária determinada a ser sua fada madrinha e um grupo de desconhecidos que lhe mostram o quanto do mundo ainda há para desfrutar.
Mas o que Essie não esperava era voltar a ver Lucas… O homem responsável pelo envio acidental do e-mail. Conseguirá ela perdoá-lo pela forma como a sua vida mudou?
Divertido e emocionante, é o livro perfeito para as leitoras que gostam de Sophie Kinsella, Jojo Moyes e de leituras absolutamente viciantes.
Uma história sobre bondade, perdão, e sobre como nos devemos apoiar nas pessoas que nos ajudam a encontrar a felicidade.
Autor: Jill Mansell

Editor: TopSeller (Outubro, 2018)

Género: Romance
Páginas: 368
Original: This Could Change Everything (2018)

opinião
★★★★☆
My rating: 4 of 5 stars
Já perdi conta às vezes que disse isto mas cá vai mais uma: podemos sempre contar com Jill Mansell para umas horas bem passadas!
Divertido e descomplicado, um livro ideal para as nossas pausas nas leituras mais pesadas e sérias. Gostei bastante.
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0 O Crime do Padre Amaro - Opinião
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4 estrelas,
Eça de Queirós,
Literatura Lusófona,
Opinião,
Romance
Autor: Eça de Queirós
Editor: Porto Editora

Género: Romance
Páginas: 512
opinião
★★★★☆
Amor, Paixão, Posse, Martírio – como uma semente impercetível que mal se sente entre os dedos e que se torna, com um pouco de sol e uma pouca de humidade, árvore enorme onde os pássaros cantos e os ventos rugem – 271
Gostei bem mais deste romance proibido entre um padre e uma beata provinciana do que estava à espera graças ao tom crítico e irónico – que chegaria a ser cómico se não refletisse uma triste realidade do seu tempo – com que Eça de Queirós o escreveu.
O escritor arranca do altar estes hipócritas membros do clero lá colocados por um país extremamente religioso, cheio de cegos e devotos seguidores, permitindo-lhes impor ao povo regras que os próprios quebravam sem qualquer consequência.
A corrupção moral destes homens – não mais que isso – é assim exibida; o modo como controlavam os crentes por meio da sua fé, manipulando-os em benefício próprio.
Um clássico que merece bem a nossa atenção.
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0 Em Tudo Havia Beleza | Opinião
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4 estrelas,
Manuel Vilas,
Opinião,
Romance
Falando desde as entranhas, Vilas revela a comovente debilidade humana, ao mesmo tempo que ilumina a força única da nossa condição, a inexaurível capacidade de nos levantarmos de novo e seguirmos em frente, mesmo quando não parece possível. É desenhando um caminho de regresso aos que amamos que o amor pode salvar-nos.
Confessional, provocador, comovente, Em tudo havia beleza é uma admirável peça de literatura, em que se entrelaçam destino pessoal e colectivo, romance e autobiografia. Manuel Vilas criou um relato íntimo de perda e vida, de luto e dor, de afecto e pudor, único na sua capacidade de comover o leitor, de fazer da sua história a história de todos nós.
Autor: Manuel Vilas
Editor: Alfaguara Portugal (Fevereiro, 2019)
Género: Romance
Páginas: 400
Original: Ordesa (2018)

opinião
★★★★☆
★★★★☆
Em tudo havia beleza [Ordesa] by Manuel VilasMy rating: 4 of 5 stars
A esperança de voltar a ver-vos, papá, mamã.
Sou apenas isso: esperança de voltar a ver-vos.
Tenho sentimentos mistos em relação a Em Tudo Havia Beleza; no final, acabei com um livro bastante sublinhado, cheio de frases que adorei, fonte de imensa e profunda reflexão, mas que na verdade pouco prazer me deu ler e que pouco me entusiasmou no processo.
Facilmente nos identificamos com os temas explorados neste livro – as perdas que sofremos ao longo da nossa vida, o inevitável fim e o triste envelhecimento que lhe precede – mas o modo desordenado como o autor partilha estas ideias e a frequência com que as repete, bem como a ausência de uma história propriamente dita, pode aborrecer-nos de morte.
Em suma, gostei do livro, de toda a sua melancolia e tristeza, de toda a sua sabedoria, de toda e cada frase preciosa, construída em moldes de perfeição, mas passei momentos muito maçadores na sua companhia.
Era o paraíso. Foi o meu paraíso. Foram eles o meu paraíso, o meu pai e a minha mãe, como gostei deles, como fomos felizes e como nos desmoronámos. Que bela foi a nossa vida em conjunto, e tudo está perdido agora. E parece impossível – 235
Frases Preferidas:
Somos todos pobre gente, metidos no túnel da existência – 12
Por muito mal que nos corra a vida, há sempre alguém que nos
inveja. É uma espécie de sarcasmo cósmico – 14
Os bancos arrasam-nos a caixa de correio com cartas
deprimentes. Uma série de extractos bancários. Vêm dizer-nos o que somos – 15
A vida de um homem é, na sua essência, a tentativa de não
cair na ruina económica. (…) Ninguém sabe se é possível viver sem ser socialmente.
A estima dos outros acaba por ser a única cédula da nossa existência – 16
Quando o nosso passado se apaga da face da Terra, apaga-se o
universo, e tudo é indignidade. Não há nada mais indigno que o cinzentismo da
existência. Abolir o passado é abjecto. A morte dos nossos pais é abjecta. É uma
declaração de guerra que a realidade nos faz – 31
Somos vulgares, e quem não reconhecer a sua vulgaridade é
ainda mais vulgar. O reconhecimento da vulgaridade
é o primeiro gesto de emancipação rumo ao extraordinário – 35
(…) e o demónio não é senão uma degeneração neuronal
hereditária que afecta o nervo óptico e se transforma em vagas de conexões químicas
apagadas ou titubeantes, e nessa deterioração elétrica da transmissão da
realidade incubam as bactérias da psicose, e a forma orgânica da vontade vai
apodrecendo numa massa de ordens alheias ao mundo social e vou-me transformando
num museu de secura, de solidão, de suicídio, de surdez e de sofrimento – 60
O problema do Mal é que nos transforma em culpados ao
tocar-nos. É esse o grande mistério do Mal: as vítimas acabam sempre culpadas
de algo cujo nome é outra vez o Mal. As vítimas são sempre excrementícias. As pessoas
simulam uma compaixão pelas vítimas, mas no seu interior só há desprezo – 70
Porque a literatura é matéria, como tudo. A literatura são
palavras gravadas num papel. É esforço físico. É suor. Não é espírito. Já basta
de menosprezar a matéria – 72
Toda a historia ocidental frequenta o idealismo, ninguém
parou para olhar para as coisas de outra maneira; especialmente da maneira mais
simples, a que se lembra da matérias, e das vãs realidades – 72
Quando a vida nos deixa ver o casamento do terror com a
alegria, estamos prontos para a plenitude – 75
O passado tem cada vez menos prestígio – 210
Porque a condenação é o resultado de qualquer julgamento que
se preze. A absolvição é insubstancial e esquecível. Só recordamos as
condenações. A absolvição não tem memória, os seres humanos são assim – 224
Era o paraíso. Foi o meu paraíso. Foram eles o meu paraíso,
o meu pai e a minha mãe, como gostei deles, como fomos felizes e como nos
desmoronámos. Que bela foi a nossa vida em conjunto, e tudo está perdido agora.
E parece impossível – 235
Todos caímos na armadilha do dinheiro. E todos acabamos por
ver o dinheiro como a forma final, e justa, de medir as coisas. É como o passo
definitivo rumo à objectividade. O dinheiro vem de uma ansia de objectividade. Ânsia
de inapelável. O dinheiro é a firmeza: perdê-lo enlouquece-nos; não o ganhar
transforma-nos em deficientes mentais, em tarados; o dinheiro é a veracidade
suprema, e isso é um espectáculo, é onde a nossa espécie consegue a sua maior
densidade, a sua gravidade – 251
Porque as angústia tem as caras mais estranhas do mundo –
296
Chega-se à indiferença por via da dor, da vacuidade, da
falta de gravidade – 304
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0 Uma Questão de Conveniência | Opinião
Etiquetas:
3 estrelas,
Romance,
Sayaka Murata
Autor: Sayaka Murata
Editor: Dom Quixote (Fevereiro, 2019)
Género: Romance
Páginas: 168
opinião
★★★☆☆
Uma Questão de Conveniência by Sayaka Murata
My rating: 3 of 5 stars
Keiko sempre foi considerada estranha pelos colegas e familiares. Assim, e não sem se ver como protagonista de umas quantas situações menos felizes antes disso, ela decide falar o mínimo possível; deixar de fazer o que quer que seja por iniciativa própria e apenas imitar os outros, assimilando cada som e cada gesto.
Ser um Funcionário da loja de conveniência é, para ela, a única coisa que a tona um ser humano normal, “uma peça na engrenagem do mundo” e quando dá por isso está a trabalhar há 18 anos como funcionária temporária. Keiko é uma “desajustada”, uma introvertida, num mundo em que toda a gente tem uma opinião a dar (ainda que não solicitada).
Uma Questão de Conveniência reflete como vivemos de acordo com as expectativas dos outros, como moldamos a nossa vida conforme o que é suposto – aos 30 anos a carreira deve estar definida, o casamento já deve ter acontecido, a mulher deve ter um filho nos braços e o homem deve conseguir sustentar a sua família. Mas e se não quisermos nada disto? E se quisermos viver a nossa vida da forma que nos apetecer? Nesse caso somos julgados, comentados, censurados. Somos postos de lado. Somos “estranhos”.
Tal como a protagonista, passamos demasiado tempo a arranjar desculpas, a tentar justificar-nos e a tentar explicar aos outros porque é que a nossa vida não é como eles pensam que deveria ser.
Este é um livro divertido e simples, a tender para o bizarro, mas muito pertinente na ideia que pretende transmitir. A escritora esteve muito bem em fazê-lo pequeno; transmite aquilo que pretende transmitir e termina logo em seguida, antes de se tornar repetitivo.
Não somos todos iguais e não deveríamos ter que nos esforçar – comprometendo muitas vezes a nossa vontade – para parecer que somos.
Frases Preferidas
My rating: 3 of 5 stars
Keiko sempre foi considerada estranha pelos colegas e familiares. Assim, e não sem se ver como protagonista de umas quantas situações menos felizes antes disso, ela decide falar o mínimo possível; deixar de fazer o que quer que seja por iniciativa própria e apenas imitar os outros, assimilando cada som e cada gesto.
E foi assim, sempre com a ideia de que precisava de me curar de alguma coisa, que me fui tornando adulta – p. 20
Ser um Funcionário da loja de conveniência é, para ela, a única coisa que a tona um ser humano normal, “uma peça na engrenagem do mundo” e quando dá por isso está a trabalhar há 18 anos como funcionária temporária. Keiko é uma “desajustada”, uma introvertida, num mundo em que toda a gente tem uma opinião a dar (ainda que não solicitada).
Uma Questão de Conveniência reflete como vivemos de acordo com as expectativas dos outros, como moldamos a nossa vida conforme o que é suposto – aos 30 anos a carreira deve estar definida, o casamento já deve ter acontecido, a mulher deve ter um filho nos braços e o homem deve conseguir sustentar a sua família. Mas e se não quisermos nada disto? E se quisermos viver a nossa vida da forma que nos apetecer? Nesse caso somos julgados, comentados, censurados. Somos postos de lado. Somos “estranhos”.
Tal como a protagonista, passamos demasiado tempo a arranjar desculpas, a tentar justificar-nos e a tentar explicar aos outros porque é que a nossa vida não é como eles pensam que deveria ser.
Este é um livro divertido e simples, a tender para o bizarro, mas muito pertinente na ideia que pretende transmitir. A escritora esteve muito bem em fazê-lo pequeno; transmite aquilo que pretende transmitir e termina logo em seguida, antes de se tornar repetitivo.
Não somos todos iguais e não deveríamos ter que nos esforçar – comprometendo muitas vezes a nossa vontade – para parecer que somos.
Frases Preferidas
O padrão do mundo é rígido e os
corpos estranhos são eliminados sem alarde. Os seres humanos fora do padrão
acabam por ser ajustados e corrigidos – 83
As pessoas falam muito sobre a
sociedade moderna, o individualismo, mas se alguém não se esforça por fazer
parte da aldeia é um estorvo e acaba por ser pressionado por todos, acabando
expulso – 91
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0 Desgraça | Opinião
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5 estrelas,
J. M. Coetzee,
Opinião,
Romance
Autor: J. M. Coetzee
Editor: BIS (2011)
Género: Romance
Páginas: 240
Original: Disgrace (1999)

Opinião
★★★★★
Chocante, poderoso, cru e direto são os adjetivos que melhor descrevem este livro. Desgraça enche-nos de desconforto à medida que o lemos e mantém uma série de debates acesos nas nossas cabeças muito tempo depois de o termos terminado. Para tal contribuem em grande parte a natureza do protagonista e o peso dos temas abordados.
Com 53 anos, Lurie vive constantemente preocupado com o envelhecimento, com a degradação que acompanha a passagem do tempo. Quando é acusado de assédio sexual por uma aluna, o escândalo que daí advém leva-o a perder o emprego e decide ir viver uns tempos para a casa da filha, no campo. Mas a verdade é que Lurie não encaixa em lado nenhum, nem no campo nem na cidade, e a vida dele acaba por se complicar ainda mais.
Coetzee põe o nosso próprio sentido de moral à prova neste livro abordando temas como a pobreza e a criminalidade que muitas vezes a ela se associa, a escolha entre vingança ou submissão perante a injustiça e como a diferença entre culturas e gerações pode levar a pontos de vista completamente distintos.
Desgraça pode ser difícil de digerir, mas vale bem a pena ler.
Frases Preferidas
O crânio, e depois o temperamento: as duas partes mais duras
do corpo – 6
A poesia ou nos fala de imediato ao coração ou pura e
simplesmente não nos diz nada – 17
Depois de certa idade, todos os casos são sérios. Como os
ataques cardíacos. – 47
Afinal de contas é para isso que servem as prostitutas: para
aturarem os êxtases dos feios – 49
Quando tudo o resto falha, resta-nos filosofar – 66
Quando mais as coisas mudam mais permanecem iguais. A história
repete-se, embora de uma forma mais modesta. Talvez a história tenha aprendido
a lição – 68
Longas visitas não são boas para as amizades – 71
Nenhum animal aceitará a justiça de ser castigado por seguir
os seus instintos – 99
A vingança é como um incêndio. Quanto mais devora mais fome
tem – 121
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0 Catarina de Aragão - A Princesa Determinada | Opinião
Etiquetas:
2 estrelas,
Opinião,
Philippa Gregory,
Romance,
Romance Histórico
Autor: Philippa Gregory

Editor: Editorial Planeta

Género: Romance
Páginas: 432
Original: The Constant Princess (2005)

Orange Prize Nominee for Fiction Longlist (2006)outros livros de Philippa Gregory →
opinião
★★☆☆☆
Já li uns quantos livros de Philippa Gregory e facilmente identifico este como o que menos gostei até ao momento…
Nesta interpretação de Gregory, conhecemos Catarina de Aragão aos 5 anos de idade, quando os seus pais batalham contra os Mouros pela conquista do Alhambra e já nessa tenra idade ela tinha uma certeza inabalável de que seria rainha. Aos 15 anos é enviada para Inglaterra – um país com idioma e costumes que lhe são completamente alheios - para casar com o herdeiro do trono, Artur, e embora o casamento seja uma enorme desilusão ao início os dois acabam por se apaixonar. Viúva poucos meses depois, com apenas 16 anos, sem herdeiro que assegure a sua posição na corte, Catarina sabe que a única forma de fazer cumprir aquele que acredita ser o seu destino é casar com o irmão mais novo de Artur, o futuro Henrique VIII, negando que o seu primeiro casamento tenha sido consumado.
A minha primeira desilusão com o livro foi esta Catarina de Philippa Gregory com a qual não simpatizei minimamente e cuja composição de carácter me pareceu pouco viável. Podemos inferir pela influência e importância que Catarina de Aragão teve na História que ela seria bem mais interessante (e madura) do que o descrito nestas páginas.
A segunda desilusão foi a repetição quase insuportável e para lá de entediante a que a escritora recorre para nos fazer saber que Catarina acreditava que era seu destino e vontade de Deus ser rainha, cumprindo a promessa feita a Artur no seu leito de morte. Este pensamento é repetido até à exaustão, entediando-nos e ocupando espaço que poderia ter sido usado para a construção dos personagens e contextualização do romance no espaço e tempo em que decorre.
Nem a estrutura que Gregory escolheu para nos contar esta história me agradou: a alternância entre a narrativa e as passagens na primeira pessoa, em que a própria Catarina nos diz o que sente e pensa em relação ao que se passa à sua volta, acaba muitas vezes por ser apenas uma irritante repetição do que acabámos de ler na descrição da cena, servindo apenas para prejudicar o fluxo da história.
Vou continuar a ler esta série, mas espero sinceramente que os outros livros sejam melhores que este.
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Série Plantageneta & Tudor
1 - A Senhora dos Rios
2 - A Rainha Branca
3 - A Rainha Vermelha
4 - A Filha do Conspirador
5 - A Princesa Branca
6 - Catarina de Aragão
7 - A Maldição do Rei
8- Três Irmãs, Três Rainhas
9 - Duas Irmãs, Um Rei
10 - A Herança Bolena
11 - A Rainha Subjugada
12 - A Espia da Rainha
13 - O Amante da Rainha
14 - The Last Tudor
15 - A Outra Rainha
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