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1 Lazarus | Opinião
Etiquetas:
3 estrelas,
4 estrelas,
5 estrelas,
Lars Kepler,
Thriller
O Hipnotista
Joona Linna #1
Erik Maria Bark é o mais famoso hipnotista da Suécia. Acusado de falta de ética, e com o casamento à beira do colapso, jurou publicamente nunca mais praticar a hipnose nos seus pacientes e há dez anos que se mantém fiel à sua promessa. Até agora.
Estocolmo. Uma família é brutalmente assassinada e a única testemunha está internada no hospital em estado de choque; Josef Ek, de apenas 15 anos, presenciou o massacre dos seus pais e irmã mais nova, sendo ele próprio encontrado numa poça de sangue, vivo por milagre.
Nessa mesma noite, Erik Maria Bark recebe um telefonema do comissário Joona Linna solicitando os seus serviços - urge descobrir a identidade do assassino e para tal Josef deverá ser hipnotizado. Erik aceita a missão com relutância, longe de imaginar que o que vai encontrar pela frente é um pesadelo capaz de ultrapassar os seus piores receios.
Dias mais tarde, o seu filho de 15 anos, Benjamin, é sequestrado da própria casa. Haverá uma ligação entre estes dois casos? Para salvar a vida de Benjamin, o hipnotista deverá enfrentar os fantasmas do seu passado e mergulhar nas mentes mais sombrias e perversas que jamais poderia imaginar; o que tinha por difuso revela-se abominável, o que tinha por suspeito surge como demoníaco. Para Erik, a contagem regressiva já começou…
Uma leitura compulsiva carregada de suspense. Um mistério caracterizado por estranhos e inesperados contornos.
Autor: Lars Kepler
Editor: Porto Editora (2012)
Género: Policial/Thriller
Páginas: 560
Original: Paganinikontraktet (2010)
Opinião:
My rating: 5 of 5 stars
Não é com grande frequência que pego num thriller, daí que, quando apanho um tão carregado de tensão como O Hipnotista, o impacto seja ainda maior!
Achei o enredo fantástico!... a forma como a dupla de autores conseguiu manter o mistério bem conservado até quase ao final do livro pôs-me a roer as unhas - literalmente; a história sofre tantas reviravoltas e algumas delas são tão inesperadas que se torna impossível parar de ler o raio do livro!
Quando metia na ideia que estava finalmente a perceber o que tinha acontecido era introduzida uma nova informação que me deixava novamente à deriva, não só em relação aos acontecimentos mas também ao verdadeiro carácter das personagens.
A constante dissecação da mente humana só vem acrescentar ainda mais interesse à narrativa. De um lado temos mentes deturpadas sem aparente limite de crueldade e do outro temos pessoas bastante reais, com problemas, traumas e mágoas credíveis - uma família aparentemente comum que sofre com o afastamento provocado por sucessivas mentiras e traição. No meio de tudo isto encontramos Joona Linna, um detetive aparentemente obcecado em ter razão, do qual gostei imenso e que tem ainda bastante espaço para desenvolvimento.
A forma como a dupla de autores manobra os acontecimentos em simultâneo conectando os dois mistérios para os alienar logo em seguida é brilhante, levando-nos a mudar constantemente de perspectiva, palpitando com a intensidade do suspense que se vai gerando.
Gostei do tom utilizado na narrativa, simples e diligente, por vezes cru e violento.
É verdade que me senti ligeiramente frustrada com algumas partes, nomeadamente ao nível das opções das personagens e com um ou outro ponto que não me parece válido, por exemplo: a mulher de Erik não ter, aparentemente, conhecimento de uma coisa tão importante que aconteceu na vida dele e que até foi parar à imprensa e, aliás, que até o impediu de prosseguir com a sua carreira de hipnotista e, pior, o próprio não ter esse acontecimento traumático verdadeiramente presente na ideia...Mas, focando-me no resto do livro: adorei!
O Executor
Joona Linna #2
Uma mulher aparece misteriosamente morta numa embarcação de recreio ao largo do arquipélago de Estocolmo. O seu corpo está seco, mas a autópsia revela que os pulmões estão cheios de água. No dia seguinte, Carl Palmcrona, director-geral de Armamento e Infraestruturas de Defesa da Suécia, é encontrado enforcado em casa. O corpo parece flutuar ao som de uma enigmática música de violino que ecoa por todo o apartamento.
Chamado ao local, o comissário da polícia Joona Lina sabe que na sua profissão não se pode deixar enganar pelas aparências e que um presumível suicídio não é razão suficiente para fechar o caso. Haverá possibilidade de estes dois casos estarem relacionados? O que poderia unir duas pessoas que aparentemente não se conheciam?
Longe de imaginar o que está por detrás destas mortes, Joona Lina mergulhará numa investigação que o conduzirá, através de uma vertiginosa sucessão de acontecimentos, a uma descoberta diabólica. Existem pactos que nem mesmo a morte pode quebrar...
Autor: Lars Kepler
Editor: Porto Editora (2011)
Género: Policial/Thriller
Páginas: 528
Original: Hypnotisören (2009)
Original: Hypnotisören (2009)
opinião
Depois de ler O Hipnotista, O Executor entrou imediatamente na minha lista de livros a ler! Continuamos a acompanhar o comissário da polícia Joona Linna nas suas investigações, desta vez, depois de uma abertura cheia de suspense não só com um homicídio mas também com um misterioso suicídio.
Joona Linna vê-se então numa luta contra o tempo para encontrar a militante pacifista Penélope, perseguida por um assassino profissional muito hábil, minucioso e metódico quando percebe que o problema é, na realidade, bem mais grave e que o estatuto das entidades envolvidas é bem mais alto… pessoas poderosas que não se importam com os direitos humanos e contornam, sem qualquer escrúpulo, leis internacionais para levar a cabo tráfico ilícito de armas.
Acabei por gostar deste enredo, embora não me tenha sentido particularmente empolgada com o conteúdo base do livro - os objectivos dos elementos criminosos e respectivas acções. Apreciei, no entanto, a capacidade do(s) autor(es) para escrever cenas de acção altamente enervantes, alternando-as com a investigação policial.
Joona Linna guia-se bastante pelo instinto, tornando as suas linhas de raciocínio interessantes… apesar da sua vida pessoal ser pouco explorada, é muito fácil simpatizar com o personagem. Há, no entanto, algumas outras personagens bastante ‘estranhas’, com atitudes confusas e, portanto, pouco realistas.
Ainda assim, o meu maior aborrecimento com este livro foi o exagerado número de vezes que nos é dado um ponto de situação. Além de ser inútil, já que esta é uma investigação muito fácil de acompanhar, acaba por quebrar o ritmo da leitura.
Gostei muito mais de ler O Hipnotista, mas acho O Executor um razoável trabalho de sucessão… e, claro, mal posso esperar para ler A Vidente!
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A Vidente
Joona Linna #3
«Por todo o mundo, sempre que a Polícia se depara com casos particularmente difíceis, recorre a médiuns e espíritas. No entanto, em nenhum documento figura a colaboração de um médium para a resolução de um crime.»
Flora Hansen diz-se espírita e garante ser capaz de falar com os mortos. Certo dia, ouve na rádio uma notícia sobre o caso de uma jovem assassinada num centro de acolhimento de menores e, na tentativa de ganhar um dinheiro extra, decide telefonar para a Polícia dizendo que o espírito da morta entrou em contacto com ela. No entanto, os resultados da investigação técnica atribuem a autoria do crime a outra das internas, uma jovem sensivelmente da mesma idade, que desde então está a monte.
O comissário da Polícia Joona Linna resiste à versão oficial e inicia uma investigação por sua própria conta. Mas cada nova resposta parece apenas conduzir a um novo enigma e a mais um beco sem saída.
E ninguém se dispõe a ouvir a vidente, embora ela fale com os mortos.
Autor: Lars Kepler
Editor: Porto Editora (Março, 2013)
Género: Policial/Thriller
Páginas: 536
Original: Eldvittnet (2011)
Jurek Walter é um dos assassinos em série mais perigosos e mortais do mundo, um psicopata tão sinistro e tão inteligente como Hannibal Lector. Embora esteja há mais de uma década encarcerado na ala psiquiátrica de um hospital de alta segurança, a Polícia jamais conseguiu desvendar os seus crimes e descobrir o paradeiro das suas inúmeras vítimas. No entanto, quando o jovem Mikael Kohler-Frost, supostamente morto há mais de sete anos, é encontrado a vaguear numa ponte ferroviária, hipotérmico e às portas da morte, o comissário Joona Linna vê-se obrigado a reabrir o caso e a aproximar-se do homem que o privou da sua família, o homem que, mais do que tudo, o deseja morto.
opinião:
A Vidente by Lars Kepler
My rating: 5 of 5 stars
My rating: 5 of 5 stars
A dupla de autores que escreve sob o pseudónimo Lars Kepler é responsável pelos thrillers mais desinquietantes e enervantes que já li!
Em 'A Vidente' ocorre um crime num centro que acolhe menores com passados sombrios e violentos. Enquanto toda a gente dormia, uma das jovens foi brutalmente assassinada e deitada na cama para criar uma encenação. Desta vez, o comissário Joona Linna, que está a ser alvo de inquérito, deveria participar nas investigações apenas como observador mas quando as poucas respostas parecem conduzir apenas a mais e mais questões e uma vidente diz ter informações sobre o caso, Linna é obrigado a assumir o controlo.
Com parágrafos curtos e capítulos pequenos, a leitura adquire um ritmo quase compulsivo. Os elementos doentios e aparentemente sobrenaturais que constituem a narrativa tornam o caso policial muito interessante e uma vez que o mistério é mantido até quase ao final, a nossa expectativa em relação ao desfecho não para de aumentar.
O final traz-nos também mais informação sobre o passado de Joona Linna e mal nos vemos aliviados da maldita curiosidade sobre os acontecimentos deste livro já estamos a ser espicaçados com o possível conteúdo do próximo!
Depois da relativa desilusão que foi 'O Executor', este terceiro livro da série vem consolidar o talento dos autores para criarem thrillers de arrepiar!
O Homem da Areia
Joona Linna #4
À medida que as investigações avançam, o perigo adensa-se e torna-se imperativo entrar na mente do perigoso assassino, antes que o tempo se esgote…
opinião
My rating: 5 of 5 stars
★★★★★
«Não tenho medo de monstros. Mas tenho juízo suficiente para ter medo do Jurek Walter.»Agora é pessoal - Jurek Walker custou a Joona Linna aquilo que ele mais amava na vida. Detido há 13 anos em regime psiquiátrico, Jurek não pode estar - de forma alguma - sozinho com um membro do pessoal, está interdito de ir ao jardim e não pode receber visitas; é, muito resumidamente, «o pior assassino em série de toda a história sueca»… E é por isso mesmo que quando uma das suas vítimas, que se julgava morta há muitos anos, reaparece, Joona não poupa esforços para garantir que Jurek permanece onde está.
Com um compasso incrível e a constante adição de factos intrigantes à investigação em curso, «O Homem da Areia» é de tirar o fôlego! Desta vez, os autores colocam em risco personagens pelas quais temos vindo a desenvolver empatia ao longo dos livros - Joona e Saga - o que contribui imenso para aumentar o nível de nervosismo e perturbação associado à leitura.
Além de bizarro e violento, Jurek parece não ter seguido um modelo de actuação lógico quando perpetrou os seus crimes. As pistas são aparentemente inexistentes e as suas manobras de manipulação extremamente inteligentes. Quando descobrem que há outra vítima viva, os investigadores ficam desesperados para a resgatar, colocando demasiado em risco.
Acho que já deu para perceber que adorei o livro! Aliás, tenho vibrado imenso com esta série (com a exceção de «O Executor»). A única coisa que me desagradou em «O Homem da Areia» - e não sei se poderei isentar a qualidade da tradução - foi a construção dos diálogos.
Tirando isso, este é um daqueles livros que vou andar a impingir a toda a gente!
Stalker
Joona Linna #5
Um assassino em série aterroriza Estocolmo. Qual voyeurista, ele filma as suas presas, sempre mulheres, na intimidade das suas casas e depois coloca os vídeos no YouTube, enviando em simultâneo um link para o Departamento da Polícia Criminal.
Quando a primeira mulher aparece morta, vítima de um brutal homicídio, a Polícia começa as suas investigações, mas os vídeos que se sucedem não permitem identificar os alvos. Desconfiando de que o marido da segunda vítima, Björn Kern, traumatizado após ter encontrado o corpo da mulher, detém informações cruciais que podem ajudar o caso, a Polícia decide pedir ajuda ao hipnotista Erik Maria Bark. No entanto, aquilo que Björn lhe conta leva Erik a mentir à Polícia.
Se as luzes estiverem acesas, um stalker consegue ver a sua presa do lado de fora, mas, se estiverem apagadas, é impossível ver um stalker que já se encontre dentro de casa. Tranque as portas e corra as cortinas - os Lars Kepler regressaram com um novo thriller de cortar a respiração.
Autor: Lars Kepler
Editor: Porto Editora (Março, 2016)
Género: Policial/Thriller
Páginas: 576
Original: Stalker (2014)
Stalker exibe na perfeição as características que me levaram a apreciar e acompanhar o trabalho desta dupla de escritores: com capítulos curtos e descrições do ponto de vista das próprias vítimas, momentos antes de serem executadas, a história avança com uma velocidade estonteante e de forma muito enervante. Aliás, os últimos capítulos deste livro são dos mais enervantes que já li!
No quinto livro da série, Joona Linna, ex-comissário da polícia, ajuda clandestinamente na investigação de uma série de homicídios em que o assassino coloca no YouTube vídeos das suas vítimas, pouco antes de as matar de forma bastante violenta.
O personagem Erik, O Hipnotista, está de volta e desempenha um papel muito importante na trama. Há indícios de que o stalker está a copiar os homicídios de um antigo paciente de Erik, Rocky, preso há nove anos atrás.
Rocky poderá ser a única forma de chegar ao assassino, um indivíduo que ele chama de "pregador sujo", mas as suas falhas de memória, consequentes de um acidente de carro, limitam a investigação. Sem saber se as pistas de Rocky correspondem à verdade ou a delírios de um toxicodependente, senti-me tão frustrada quanto os agentes encarregados pela investigação e não despeguei os olhos do livro até ver a minha curiosidade satisfeita.
A tensão que se vai acumulando torna a leitura compulsiva. Os autores conseguem manter o suspense até ao final do livro e não estava à espera deste desfecho - muito satisfatório! Infelizmente, e não sei se terá alguma coisa a ver com a tradução, continuo a achar os diálogos estranhos, demasiado bruscos e secos, mas gostei muito deste livro - adoro a série - e só lamento que Stalker me tenha custado as unhas que andava a tentar deixar crescer - para me divertir a estilizar - há mais de um mês.
opinião
★★★★✩
Stalker exibe na perfeição as características que me levaram a apreciar e acompanhar o trabalho desta dupla de escritores: com capítulos curtos e descrições do ponto de vista das próprias vítimas, momentos antes de serem executadas, a história avança com uma velocidade estonteante e de forma muito enervante. Aliás, os últimos capítulos deste livro são dos mais enervantes que já li!
No quinto livro da série, Joona Linna, ex-comissário da polícia, ajuda clandestinamente na investigação de uma série de homicídios em que o assassino coloca no YouTube vídeos das suas vítimas, pouco antes de as matar de forma bastante violenta.
O personagem Erik, O Hipnotista, está de volta e desempenha um papel muito importante na trama. Há indícios de que o stalker está a copiar os homicídios de um antigo paciente de Erik, Rocky, preso há nove anos atrás.
Rocky poderá ser a única forma de chegar ao assassino, um indivíduo que ele chama de "pregador sujo", mas as suas falhas de memória, consequentes de um acidente de carro, limitam a investigação. Sem saber se as pistas de Rocky correspondem à verdade ou a delírios de um toxicodependente, senti-me tão frustrada quanto os agentes encarregados pela investigação e não despeguei os olhos do livro até ver a minha curiosidade satisfeita.
A tensão que se vai acumulando torna a leitura compulsiva. Os autores conseguem manter o suspense até ao final do livro e não estava à espera deste desfecho - muito satisfatório! Infelizmente, e não sei se terá alguma coisa a ver com a tradução, continuo a achar os diálogos estranhos, demasiado bruscos e secos, mas gostei muito deste livro - adoro a série - e só lamento que Stalker me tenha custado as unhas que andava a tentar deixar crescer - para me divertir a estilizar - há mais de um mês.
O Caçador
Joona Linna #6
A noite tinha acabado de cair, quando Sofia entra numa mansão nos arredores de Estocolmo, onde o seu cliente - um homem muito abastado que nunca viu - a espera. Talvez seja por isso que Sofia avança furtivamente, como um animal selvagem. Enquanto atravessa o grande salão, tentando memorizar todos os detalhes, Sofia não imagina quem é o homem que a escolheu para aquela noite. Nem ele imagina que dentro em breve se encontrará frente a frente com um assassino implacável e meticuloso, que não deixa vestígios nem pistas.
Limitar o círculo de eventuais alvos torna-se um verdadeiro pesadelo para a Polícia, embora na mira se encontrem personalidades proeminentes do país. E, para tentar resolver o mistério, a Polícia terá de contar com a ajuda do ex-comissário Joona Linna, há dois anos a cumprir pena na prisão de alta segurança de Kumla. Infiltrado e trabalhando em estreita parceria com a agente especial Saga Bauer, Joona Linna tudo fará para travar «o caçador» antes que seja tarde de mais ou que o caçador os cace a eles…
Limitar o círculo de eventuais alvos torna-se um verdadeiro pesadelo para a Polícia, embora na mira se encontrem personalidades proeminentes do país. E, para tentar resolver o mistério, a Polícia terá de contar com a ajuda do ex-comissário Joona Linna, há dois anos a cumprir pena na prisão de alta segurança de Kumla. Infiltrado e trabalhando em estreita parceria com a agente especial Saga Bauer, Joona Linna tudo fará para travar «o caçador» antes que seja tarde de mais ou que o caçador os cace a eles…
Autor: Lars Kepler
Editor: Porto Editora (Março, 2018)
Género: Policial/Thriller
Páginas: 568
Original: Kaninjägaren (2016)
opinião
★★★★✩
A dupla Lars Kepler já deixou mais que provado que sabe o que está a fazer! Não restam dúvidas que conseguem criar situações tão tensas que nos põem a roer as unhas e descrições tão violentas e intensas que nos embaraçam nos transportes públicos pelas caras que fazemos enquanto as estamos a ler (completamente o meu caso). Mas há mais para além desta capacidade de nos impressionar; ao longo da leitura, a narrativa aprofunda de forma coerente, resultando num mistério muito interessante de acompanhar até ao fim (um final que nos deixa bastante curiosos em relação ao próximo livro).
Embora O Caçador não seja o melhor trabalho da dupla (devido a algumas incongruências pelo meio, umas partes desnecessárias e alguns clichés dispensáveis), não há um único momento de tédio no livro e a forma como os escritores nos conseguem envolver na história acaba por compensar pelos aspectos que não nos impressionaram por aí além.
Lazarus
Joona Linna #7
Uns dias mais tarde, Joona Linna é contactado por uma inspetora da Polícia alemã no sentido de o ajudar com um homicídio perto de Rostock, e Joona reconhece de imediato um padrão que não pode ignorar.
Alguns chamariam milagre se alguém regressasse dos mortos – outros chamar-lhe-iam um pesadelo.
Lars Kepler, os mestres do thriller, estão de regresso, com o sétimo livro da série Joona Linna.
Autor: Lars Kepler
Editor: Porto Editora (Maio, 2019)
Género: Policial/Thriller
Páginas: 528
opinião
★★★✩✩
Com a intensidade a que já estamos habituados – e um ligeiro acréscimo em violência - os autores avançam energicamente pelo enredo desta 7ª adição à série Joona Linna, prendendo-nos no seu suspense, desejosos pela conclusão…apensa para nos deixarem ainda mais curiosos com os desenvolvimentos que deverão fazer parte do próximo livro.
Ao contrário do que acontece normalmente neste tipo de livro, os eventos da história e as escolhas dos personagens têm verdadeiras consequências nas suas vidas, deixando-nos perceber bem cedo que tudo pode acontecer, aumentando o nosso interesse e atenção na trama.
No entanto, não descartando a hipótese de ser consequência da tradução, a qualidade da escrita deixa bastante a desejar, atropelando-se numa construção errante de descrições cruas e brutas entrecortadas por tentativas poéticas que não combinam nem com a situação nem com o tipo de prosa que as rodeiam. Além disso, os autores seguem uma fórmula na sua escrita: um parágrafo de desenvolvimento da cena de suspense, um parágrafo de descrição de cenário/ambiente…e assim sucessivamente ao longo de todo o livro. Esta tentativa de nos deixar suspensos nos acontecimentos tem funcionado desde o primeiro livro da série, mas neste é demasiado óbvia e irritante. Também me desagradaram as inverosimilhanças associadas aos personagens… depois de tudo o que passou, Jurek só pode ser sobre-humano para manter a capacidade física e mental descrita. E Saga, cuja competência é máxima nos livros anteriores, passa a vida a cometer deslizes de amador em Lazarus.
Gostei do livro e do entusiasmo que senti ao lê-lo, mas comparando-o com outros da mesma série é notório o decréscimo de qualidade.
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Sobre o autor...
Lars Kepler é o pseudónimo de uma dupla de escritores de sucesso na Suécia: Alexander Ahndoril e Alexandra Coelho Ahndoril. Embora ambos tenham já uma vasta obra publicada, O Hipnotista foi o primeiro livro que escreveram juntos.
Os direitos de tradução de O Hipnotista foram vendidos para 35 países e a sua adaptação ao cinema será levada a cabo pelo realizador Lasse Hallström.
0 E Tudo o Vento Levou | Opinião
Etiquetas:
5 estrelas,
Margaret Mitchell,
Opinião,
Romance
Autor: Margaret Mitchell
Editor: Pan MacMillan
Género: Romance
Páginas: 992
Original: Gone with the Wind (1936)

Pulitzer Prize for Novel (1937), National Book Award for Novel (1936)
opinião
★★★★★
Não acredito que possa fazer justiça a este livro nas pouca sou muitas palavras que consiga aqui reunir portanto vou apenas dizer que E Tudo o Vento Levou é um dos melhores livros que já li.
Margaret Mitchell fez um excelente trabalho na construção da narrativa e dos seus personagens, deixa do-me simultaneamente apaixonada e frustrada com estas “pessoas”, encantada pela sua força, comovida com as suas fraquezas. Ri com eles e chorei com eles (mais do que estou disposta a admitir). Repreendi-os pela constante autosabotagem que fazem, torci fervorosamente pela sua felicidade, desejei que lhes fossem dadas severas lições.
Li e reli vários dos seus parágrafos e ainda não o guardei na estante, mantenho-o por perto, à mão, de forma a poder reler as partes sublinhadas e assim regressar à companhia destes personagens fantásticos.
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★★★★★
Não acredito que possa fazer justiça a este livro nas pouca sou muitas palavras que consiga aqui reunir portanto vou apenas dizer que E Tudo o Vento Levou é um dos melhores livros que já li.
Margaret Mitchell fez um excelente trabalho na construção da narrativa e dos seus personagens, deixa do-me simultaneamente apaixonada e frustrada com estas “pessoas”, encantada pela sua força, comovida com as suas fraquezas. Ri com eles e chorei com eles (mais do que estou disposta a admitir). Repreendi-os pela constante autosabotagem que fazem, torci fervorosamente pela sua felicidade, desejei que lhes fossem dadas severas lições.
Li e reli vários dos seus parágrafos e ainda não o guardei na estante, mantenho-o por perto, à mão, de forma a poder reler as partes sublinhadas e assim regressar à companhia destes personagens fantásticos.
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0 Dom Quixote de La Mancha | Opinião
Etiquetas:
5 estrelas,
Miguel de Cervantes,
Opinião,
Romance
Autor: Miguel de Cervantes
Editor: Bertrand Editora (2010)

Género: Romance
Páginas: 848
Original: El Ingenioso Hidalgo Don Quijote de la Mancha (1605 - 1615)

opinião
★★★★★
D. Quixote é, pelas palavras de um dos primeiros personagens que conhecemos no livro, um «endireitador do mundo». Transitando de Quixada a Quixote, ou seja, de fidalgo tranquilo a cavaleiro andante, segue à cata de aventuras, «desfazendo agravos e endireitando tortos», arrastando atrás de si Sancho Pança, um lavrador que larga tudo e passa a escudeiro, desejoso de se ver governador de uma ilha tal como o amo lhe prometeu. O problema é que metade das circunstâncias são amplamente (!) alteradas pela fantasiosa mente de Quixote graças aos seus adorados livros sobre cavaleiros andantes, fonte de toda a sua sabedoria sobre o assunto.
Adorei o livro e toda a sua cómica ironia, todas as situações mirabolantes em que nos encontramos inesperadamente, junto com os protagonistas, e só posso louvar a magnífica tradução levada a cabo nesta edição!
Frases Preferidas
cada um é filho das suas obras
muitos vão buscar lã e saem tosquiados
Mas não me acuse de cruel nem de homicida aquele a quem não prometo nada, não iludo, não convido, nem admito. (...) Quem não ama ninguém não pode causar zelos a ninguém, e desenganar as pessoas não é desprezá-las. Quem me chama fera e basilisco, passe de largo como de coisa prejudicial e nefasta. Igualmente, quem me tenha por ingrata, não me sirva; por estranha, não procure conhecer-me; por fria e desapiedada, deixe de andar atrás de mim. Esta fera, este basilisco, esta ingrata, esta extravagante, esta cruel não os busca nem os serve, nem quer conhecê-los de nenhuma maneira.
neste tráfego da vida nada é coisa assente
não há dor que resista à morte, nem lembrança que o tempo não desvaneça!
Nunca a má sorte é tal que não escape uma portinha aberta para a gente procurar saída
Quem pode calar as bocas do mundo?! Pois não disseram mal de Cristo e mais era Deus?!
Ó lembrança, inimiga mortal da minha tranquilidade!
Ninguém é senhor de si aos primeiros impulsos
a quem busca o impossível é justo que o possível se negue.
Ó inveja, raiz de todos os males, e verme roedor de todas as virtudes! No geral os vícios, Sancho, trazem consigo um princípio de deleite; pois o da inveja não traz senão desgostos, rancores e desesperos.
e mais vale um toma que dois te darei (...) o conselho da mulher é pouco, mas quem o não toma é bem louco.
é no meio, entre os dois extremos da cobardia e da temeridade, que tem lugar a valentia.
a sorte manda e a razão pede, e, acima de tudo, a minha vontade deseja.
há quem faça e dê lume a livros como se fossem filhoses
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★★★★★
D. Quixote é, pelas palavras de um dos primeiros personagens que conhecemos no livro, um «endireitador do mundo». Transitando de Quixada a Quixote, ou seja, de fidalgo tranquilo a cavaleiro andante, segue à cata de aventuras, «desfazendo agravos e endireitando tortos», arrastando atrás de si Sancho Pança, um lavrador que larga tudo e passa a escudeiro, desejoso de se ver governador de uma ilha tal como o amo lhe prometeu. O problema é que metade das circunstâncias são amplamente (!) alteradas pela fantasiosa mente de Quixote graças aos seus adorados livros sobre cavaleiros andantes, fonte de toda a sua sabedoria sobre o assunto.
Adorei o livro e toda a sua cómica ironia, todas as situações mirabolantes em que nos encontramos inesperadamente, junto com os protagonistas, e só posso louvar a magnífica tradução levada a cabo nesta edição!
Frases Preferidas
cada um é filho das suas obras
muitos vão buscar lã e saem tosquiados
Mas não me acuse de cruel nem de homicida aquele a quem não prometo nada, não iludo, não convido, nem admito. (...) Quem não ama ninguém não pode causar zelos a ninguém, e desenganar as pessoas não é desprezá-las. Quem me chama fera e basilisco, passe de largo como de coisa prejudicial e nefasta. Igualmente, quem me tenha por ingrata, não me sirva; por estranha, não procure conhecer-me; por fria e desapiedada, deixe de andar atrás de mim. Esta fera, este basilisco, esta ingrata, esta extravagante, esta cruel não os busca nem os serve, nem quer conhecê-los de nenhuma maneira.
neste tráfego da vida nada é coisa assente
não há dor que resista à morte, nem lembrança que o tempo não desvaneça!
Nunca a má sorte é tal que não escape uma portinha aberta para a gente procurar saída
Quem pode calar as bocas do mundo?! Pois não disseram mal de Cristo e mais era Deus?!
Ó lembrança, inimiga mortal da minha tranquilidade!
Ninguém é senhor de si aos primeiros impulsos
a quem busca o impossível é justo que o possível se negue.
Ó inveja, raiz de todos os males, e verme roedor de todas as virtudes! No geral os vícios, Sancho, trazem consigo um princípio de deleite; pois o da inveja não traz senão desgostos, rancores e desesperos.
e mais vale um toma que dois te darei (...) o conselho da mulher é pouco, mas quem o não toma é bem louco.
é no meio, entre os dois extremos da cobardia e da temeridade, que tem lugar a valentia.
a sorte manda e a razão pede, e, acima de tudo, a minha vontade deseja.
há quem faça e dê lume a livros como se fossem filhoses
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0 Desgraça | Opinião
Etiquetas:
5 estrelas,
J. M. Coetzee,
Opinião,
Romance
Autor: J. M. Coetzee
Editor: BIS (2011)
Género: Romance
Páginas: 240
Original: Disgrace (1999)

Opinião
★★★★★
Chocante, poderoso, cru e direto são os adjetivos que melhor descrevem este livro. Desgraça enche-nos de desconforto à medida que o lemos e mantém uma série de debates acesos nas nossas cabeças muito tempo depois de o termos terminado. Para tal contribuem em grande parte a natureza do protagonista e o peso dos temas abordados.
Com 53 anos, Lurie vive constantemente preocupado com o envelhecimento, com a degradação que acompanha a passagem do tempo. Quando é acusado de assédio sexual por uma aluna, o escândalo que daí advém leva-o a perder o emprego e decide ir viver uns tempos para a casa da filha, no campo. Mas a verdade é que Lurie não encaixa em lado nenhum, nem no campo nem na cidade, e a vida dele acaba por se complicar ainda mais.
Coetzee põe o nosso próprio sentido de moral à prova neste livro abordando temas como a pobreza e a criminalidade que muitas vezes a ela se associa, a escolha entre vingança ou submissão perante a injustiça e como a diferença entre culturas e gerações pode levar a pontos de vista completamente distintos.
Desgraça pode ser difícil de digerir, mas vale bem a pena ler.
Frases Preferidas
O crânio, e depois o temperamento: as duas partes mais duras
do corpo – 6
A poesia ou nos fala de imediato ao coração ou pura e
simplesmente não nos diz nada – 17
Depois de certa idade, todos os casos são sérios. Como os
ataques cardíacos. – 47
Afinal de contas é para isso que servem as prostitutas: para
aturarem os êxtases dos feios – 49
Quando tudo o resto falha, resta-nos filosofar – 66
Quando mais as coisas mudam mais permanecem iguais. A história
repete-se, embora de uma forma mais modesta. Talvez a história tenha aprendido
a lição – 68
Longas visitas não são boas para as amizades – 71
Nenhum animal aceitará a justiça de ser castigado por seguir
os seus instintos – 99
A vingança é como um incêndio. Quanto mais devora mais fome
tem – 121
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0 Peças de Oscar Wilde
Etiquetas:
4 estrelas,
5 estrelas,
Opinião,
Oscar Wilde
The Importance of Being Earnest
Cecily Cardew and Gwendolen Fairfax are both in love with the same mythical suitor. Jack Worthing has wooed Gwendolen as Ernest while Algernon has also posed as Ernest to win the heart of Jack's ward, Cecily. When all four arrive at Jack's country home on the same weekend the "rivals" to fight for Ernest's undivided attention and the "Ernests" to claim their beloveds pandemonium breaks loose. Only a senile nursemaid and an old, discarded hand-bag can save the day!
This Prestwick House Literary Touchstone Edition includes a glossary and reader's notes to help the modern reader appreciate Wilde's wry wit and elaborate plot twists.
Autor: Oscar Wilde
Género: Romance
Páginas: -
Original: The Importance of Being Earnest
Páginas: -
Original: The Importance of Being Earnest
Opinião
★★★★★
The Importance of Being Earnest , a 5ª peça que leio de Oscar Wilde, está obviamente entre as minhas preferidas.
Despojando-se do melodrama que pontua as suas outras peças, aqui Wilde criou uma narrativa intrincada e genuinamente cómica, bem atestada com a inteligência e a perspicácia que caracterizam os diálogos dos seus personagens e que tornam esta leitura um verdadeiro prazer 😍
Frases Preferidas
Frases Preferidas
"The truth is rarely pure and never simple."
"I do not approve of anything that tampers with natural ignorance. Ignorance is like a delicate exotic fruit; touch it and the bloom is gone."
"I'll bet you anything you like that half an hour after they
have met, they will be calling each other sister.
Women only do that when they have called each other a lot of other things first."
Women only do that when they have called each other a lot of other things first."
"In matters of grave importance, style, not sincerity, is the vital thing."
"He has nothing but he looks everything"
An Ideal Husband
Autor: Oscar Wilde
Género: Romance
Páginas: -
Original: An Ideal Husband
Páginas: -
Original: An Ideal Husband
Opinião
★★★★☆
Com as habituais doses de melodrama e sagacidade, An Ideal Husband traz-nos a história de um político cuja carreira – como a de tantos outros – tem origem em desonestidade. Assim, a sua carreira, posição social e casamento ficam sob ameaça quando Robert se vê alvo de um esquema de chantagem.
Mais uma vez, diverti-me bastante a imaginar um trabalho de Oscar Wilde em cena, criando cenários e personagens na minha imaginação. Contudo, apesar de ter apreciado a história, o seu conteúdo e mensagem não me interessaram tanto como nas outras peças.
“Sir Robert Chiltern: You think science cannot grapple with
the problema of women?
Mrs. Chevely: Science can never grapple with the irrational.”
“You see, i tis a very dangerous thing to listen. I fone listens
one may be convinced; and a man who allows himself to be convinced by na argumente
is a thoroughly unreasonable person”
“Women have a wonderful instinct about things. They can
discover everything except the obvious.”
“Do you really think ... that it is weakness that yields to
temptation? I tell you that there are terrible temptations that it requires
strength, strength and courage, to yield to.”
“When the gods wish to punish us they answer our prayers.”
“Well, she wore far too much rouge last night, and not quite
enough clothes. That is always a sign of desperation in a woman.”
“It is always worth while asking a question, though it is
not always worth while answering one.”
“Nothing is so dangerous as being too modern. One is apt to
grow old-fashioned quite suddenly.”
"Morality is simply the attitude we adopt towards
people we personally dislike"
“Oh, damn sympathy. There is a great deal too much of that
sort of thing going on nowadays.”
“Everybody one meets is a paradox nowadays. It is a great
bore. It makes society so obvious.”
“Lord Arthur Goring : I am glad you have called. I
am going to give you some advice.
Laura : Oh pray, don't. One should never give a
woman something that she can't wear in the evening.”
“My dear father, if we men married the women we deserved, we
should have a very bad time of it.”
“Loveless marriages are horrible. But there is one thing
worse than an absolutely loveless marriage. A marriage in which there is love,
but on one side only; faith, but on one side only; devotion, but on one side
only, and in which of the two hearts one is sure to be broken.”
A Woman of no Importance
Oscar Wilde's audacious drama of social scandal centres around the revelation of Mrs Arbuthnot's long-concealed secret. A house party is in full swing at Lady Hunstanton's country home, when it is announced that Gerald Arbuthnot has been appointed secretary to the sophisticated, witty Lord Illingworth. Gerald's mother stands in the way of his appointment, but fears to tell him why, for who will believe Lord Illingworth to be a man of no importance?
Autor: Oscar Wilde
Género: Romance
Páginas: -
Original: A Woman of no Importance
Opinião
★★★★☆
All love is terrible. All love is a tragedy
Em A Woman of no Importance a sociedade britânica vê-se mais uma vez na mira do apuradíssimo sarcasmo de Oscar Wilde. Satirizando em especial a desigualdade de género, o autor mostra-nos, numa narrativa carregada de sarcasmo e comédia, como na época – tal como agora – a mesma situação pode ter desfechos muito diferentes para o homem e para a mulher.
“The secret of life is to apppreciate the pleasure of being terribly, terribly deceived.”
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Frases preferidas:
“Nothing should be out of the reach of hope. Life is a hope.”
“In a Temple every one should be serious, except the thing
that is worshipped.”
“One should never trust a woman who tells one her real age.
A woman who would tell one that would tell one anything.”
“Men always want to be a woman’s first love. That is theis
clumsy vanity. We women have a more subtle instinct about things. What we like
is to be a man’s last romance.”
“Whan a man is old enough to do wrong he should be old
enough to do right also.”
“Every woman is a
rebel, and usually in wild revolt against herself.”
“Men marry because they are tired; women because they are
curious. Both are disappointed.”
“The only difference between the saint and the sinner is
that every saint has a past, and every sinner has a future.”
“The secret of life
is to apppreciate the pleasure of being terribly, terribly deceived.”
“Moderation is a fatal thing, Lady Hunstanton. Nothing
succeds like excess.”
“Hearts live by being wounded. Pleasure may turn a heart to
stone, riches may make it callous, but sorrow – oh, sorrow, cannot break it.”
“Children begin by loving their parents. After a time they
judge them. Rarely if ever do they forgive them.”
“All love is
terrible. All love is a tragedy”
O Leque de Lady Windermere
Páginas: -
Original: A Woman of no Importance
Opinião
★★★★☆
All love is terrible. All love is a tragedyEm A Woman of no Importance a sociedade britânica vê-se mais uma vez na mira do apuradíssimo sarcasmo de Oscar Wilde. Satirizando em especial a desigualdade de género, o autor mostra-nos, numa narrativa carregada de sarcasmo e comédia, como na época – tal como agora – a mesma situação pode ter desfechos muito diferentes para o homem e para a mulher.
“The secret of life is to apppreciate the pleasure of being terribly, terribly deceived.”
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“Nothing should be out of the reach of hope. Life is a hope.”
“In a Temple every one should be serious, except the thing
that is worshipped.”
“One should never trust a woman who tells one her real age.
A woman who would tell one that would tell one anything.”
“Men always want to be a woman’s first love. That is theis
clumsy vanity. We women have a more subtle instinct about things. What we like
is to be a man’s last romance.”
“Whan a man is old enough to do wrong he should be old
enough to do right also.”
“Every woman is a
rebel, and usually in wild revolt against herself.”
“Men marry because they are tired; women because they are
curious. Both are disappointed.”
“The only difference between the saint and the sinner is
that every saint has a past, and every sinner has a future.”
“The secret of life
is to apppreciate the pleasure of being terribly, terribly deceived.”
“Moderation is a fatal thing, Lady Hunstanton. Nothing
succeds like excess.”
“Hearts live by being wounded. Pleasure may turn a heart to
stone, riches may make it callous, but sorrow – oh, sorrow, cannot break it.”
“Children begin by loving their parents. After a time they
judge them. Rarely if ever do they forgive them.”
“All love is
terrible. All love is a tragedy”
O Leque de Lady Windermere
Beautiful, aristocratic, an adored wife and young mother, Lady Windermere is 'a fascinating puritan' whose severe moral code leads her to the brink of social suicide. The only one who can save her is the mysterious Mrs Erlynne whose scandalous relationship with Lord Windermere has prompted her fatal impulse. And Mrs Erlynne has a secret - a secret Lady Windermere must never know if she is to retain her peace of mind.
Autor: Oscar Wilde
Editor: Europa-América
Género: Romance
Páginas: 108
opinião
★★★★★
"We are all in the gutter but some of us are looking at the stars"
Diverti-me imenso a ler (…e a sublinhar cada preciosa frase) desta peça. Mais uma vez, Wilde dispõe de forma cómica e eficiente problemas e dilemas sociais, apontando constantemente o dedo à hipocrisia e ao cinismo que regularmente os acompanham.
Neste seu aniversário, a puritana Lady Windermere irá receber um leque…e uma grande lição!
A ela juntam-se vários outros personagens, uns que nos divertem com comentários práticos e desapaixonados sobre a vida e outros que nos pregam fervorosamente os seus moralismos.
Wilde encheu estas páginas de sabedoria e perspicácia e,o invés de exprimir a sua opinião sumária sobre alguns dos temas que aborda como a dualidade de critérios entre homem e mulher e o adultério, o autor fez algo bem mais valioso: confiou que seríamos capazes de tirar as nossas próprias conclusões.
“In this world there are only two tragedies. One is not getting what one wants, and the other is getting it.”
Frases Preferidas:
“if you pretend to be good, the world takes you very
seriously. If you pretend to be bad, it doesn’t. Such is the astounding
stupidity of optimism”
“it is absurd to divide people into good and bad. People are
either charming or tedious. I take the side of the charming”
“I can resist everything, except temptation”
“I think that life is far too importante a thing ever to
talk seriously about it”
“Misfortunes one can endure – they come from outside, they
are accidents. But to suffer for one’s own faults – ah! There is the sting of
life”
“There are moments
when one has to choose between living one's own life, fully, entirely,
completely-or dragging out some false, shallow, degrading existence that the
world in its hypocrisy demands.”
«Wicked women bother one. Good women bore one. That is the
only difference between them»
"Oh! Gossip is charming! History is merely gossip. But
scandal is gossip made tedious by morality.”
“In this world there
are only two tragedies. One is not getting what one wants, and the other is
getting it.”
"Experience is the name everyone gives to theis mistakes"
“Actions are the first tragedy in life, words are the
second. Words are perhaps the worst. Words are merciless. . .”
"maners before morals!"
Beautiful, aristocratic, an adored wife and young mother, Lady Windermere is 'a fascinating puritan' whose severe moral code leads her to the brink of social suicide. The only one who can save her is the mysterious Mrs Erlynne whose scandalous relationship with Lord Windermere has prompted her fatal impulse. And Mrs Erlynne has a secret - a secret Lady Windermere must never know if she is to retain her peace of mind.
Autor: Oscar Wilde
Editor: Europa-América
Género: Romance
Páginas: 108
opinião
★★★★★
"We are all in the gutter but some of us are looking at the stars"
Diverti-me imenso a ler (…e a sublinhar cada preciosa frase) desta peça. Mais uma vez, Wilde dispõe de forma cómica e eficiente problemas e dilemas sociais, apontando constantemente o dedo à hipocrisia e ao cinismo que regularmente os acompanham.
Neste seu aniversário, a puritana Lady Windermere irá receber um leque…e uma grande lição!
A ela juntam-se vários outros personagens, uns que nos divertem com comentários práticos e desapaixonados sobre a vida e outros que nos pregam fervorosamente os seus moralismos.
Wilde encheu estas páginas de sabedoria e perspicácia e,o invés de exprimir a sua opinião sumária sobre alguns dos temas que aborda como a dualidade de critérios entre homem e mulher e o adultério, o autor fez algo bem mais valioso: confiou que seríamos capazes de tirar as nossas próprias conclusões.
“In this world there are only two tragedies. One is not getting what one wants, and the other is getting it.”
“if you pretend to be good, the world takes you very
seriously. If you pretend to be bad, it doesn’t. Such is the astounding
stupidity of optimism”
“it is absurd to divide people into good and bad. People are
either charming or tedious. I take the side of the charming”
“I can resist everything, except temptation”
“I think that life is far too importante a thing ever to
talk seriously about it”
“Misfortunes one can endure – they come from outside, they
are accidents. But to suffer for one’s own faults – ah! There is the sting of
life”
“There are moments
when one has to choose between living one's own life, fully, entirely,
completely-or dragging out some false, shallow, degrading existence that the
world in its hypocrisy demands.”
«Wicked women bother one. Good women bore one. That is the
only difference between them»
"Oh! Gossip is charming! History is merely gossip. But
scandal is gossip made tedious by morality.”
“In this world there
are only two tragedies. One is not getting what one wants, and the other is
getting it.”
"Experience is the name everyone gives to theis mistakes"
“Actions are the first tragedy in life, words are the
second. Words are perhaps the worst. Words are merciless. . .”
"maners before morals!"
Salomé
Autor: Oscar Wilde
Editor: Assírio & Alvim
Género: Romance
Páginas: 128
opinião
★★★★☆
«There was a bitter taste on my lips. Was it the taste of blood?... Nay; but perchance it was the taste of love… They say that love hath bitter taste…»
Bem diferente das outras peças que li de Oscar Wilde, Salomé vem intensificar o drama e a perversidade da tão conhecida história bíblica de Salomé e João Baptista.
Wilde fez um trabalho extraordinário na composição desta peça. Repetitivos e monótonos, os personagens parecem perdidos no seu próprio discurso, alheios a quem os rodeia, deslumbrados pela elaboração das suas frases – tal como nós – criando assim uma atmosfera hipnótica e surreal que nos prende ao desenvolvimento da narrativa, atentos ao seu drama e simbolismo, incrédulos com o poder destrutivo dos sentimentos destes personagens, agitados com o desfecho da trama… apesar de este ser bem conhecido. Gostei imenso.
«the mistery of love is greater than the mistery of death»
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0 Margarita e o Mestre | Opinião
Etiquetas:
5 estrelas,
Mikhail Bulgakov,
Romance

Autor: Mikhail Bulgakov
Editor: Relógio D'Água (2007)
Género: Romance
Páginas: 372
Original: Мастер и Маргарита (1967)

É impossível definir merecidamente Margarita e o Mestre devido à sua complexidade, múltiplas camadas e suscetibilidade para imensas e variadas interpretações numa colisão entre política e religião, realidade e fantasia, Bem e Mal. Ao sermos sacudidos por Bulgakov de cenário em cenário e história em história numa sucessão de transições bruscas e inesperadas, rapidamente chegamos à conclusão que a melhor forma de ler este livro é simplesmente deixarmo-nos levar conforme as intenções do seu autor e aproveitar a viagem.
Uma evidente sátira à política e sociedade do seu tempo, este livro contrapõe imaginação e criatividade à letargia e censura imposta pelo regime de Estaline. Ao mesmo tempo que nos submerge na triste e dura realidade, Bulgakov eleva-nos a um mundo de fantasia. O seu tom de crítica e objetivo esclarecedor contrasta, mas deixa-se complementar, pela escapatória que oferece em relação à realidade. Contudo, embora fantasioso, Margarita e o Mestre nunca perde o sentido.
Gostei muito do livro; não pude deixar de ler e reler algumas das suas passagens quer fosse pela beleza que Bulgakov imprimiu na descrição da cena em questão, pela seriedade da mensagem transmitida ou pela comicidade da peripécia narrada.
Claro que não podemos falar de Margarita e o Mestre sem louvar os seus magníficos personagens. Tal como o livro em si, também estes são excecionais, complexos e construídos com propósito. Alegorias e suas pertinências à parte, a minha preferência vai para os «adjuntos» do professor Woland (especialmente Behemot).
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Uma evidente sátira à política e sociedade do seu tempo, este livro contrapõe imaginação e criatividade à letargia e censura imposta pelo regime de Estaline. Ao mesmo tempo que nos submerge na triste e dura realidade, Bulgakov eleva-nos a um mundo de fantasia. O seu tom de crítica e objetivo esclarecedor contrasta, mas deixa-se complementar, pela escapatória que oferece em relação à realidade. Contudo, embora fantasioso, Margarita e o Mestre nunca perde o sentido.
Gostei muito do livro; não pude deixar de ler e reler algumas das suas passagens quer fosse pela beleza que Bulgakov imprimiu na descrição da cena em questão, pela seriedade da mensagem transmitida ou pela comicidade da peripécia narrada.
Claro que não podemos falar de Margarita e o Mestre sem louvar os seus magníficos personagens. Tal como o livro em si, também estes são excecionais, complexos e construídos com propósito. Alegorias e suas pertinências à parte, a minha preferência vai para os «adjuntos» do professor Woland (especialmente Behemot).
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0 O Nome da Rosa | Opinião
Etiquetas:
5 estrelas,
Opinião,
Romance,
Thriller,
Umberto Eco
Autor: Umberto Eco
Editor: Gradiva
Género: Romance
Páginas: 616
Original: Il nome della rosa (1980)

opinião
★★★★★
«- Mas é uma história de roubos e de vinganças entre monges de pouca virtude! - exclamei duvidando.
- À volta de um livro proibido, Adso, à volta de um livro proibido - respondeu Guilherme.» - 372
Em 1327, numa abadia beneditina, encontramos os monges Adso e Guilherme a desempenhar funções que diferem certamente do seu ofício: investigam a misteriosa morte de um monge... e depois dois... e depois três... A investigação complica-se de dia para dia à medida que os cadáveres vão aparecendo, mas a dupla de noviço e mestre não desiste, actuando como verdadeiros detectives, reunindo pistas e sondando suspeitos.«terás observado que aqui as coisas mais interessantes acontecem de noite. De noite se morre, de noite se anda pelo scriptorium, de noite se introduzem mulheres na cerca...Temos uma abadia diurna e uma abadia nocturna, e a nocturna parece desgraçadamente mais interessante que a diurna» - 253
Amante do conhecimento e sempre guiado pela lógica, rapidamente Guilherme conclui que os crimes estão associados à biblioteca da abadia e às obras apócrifas que esta encerra. Numa época em que a posse de conhecimento era apontada como heresia, esta biblioteca serve um propósito oposto àquele que seria de esperar: sepulta os livros que contém, impedindo que o conhecimento e a verdade vejam a luz do dia.
«E, assim, uma biblioteca não é não é um instrumento para distribuir a verdade, mas para retardar a sua aparição?» - 270
No entanto, O Nome da Rosa é muito mais do que um intrigante policial/thriller. Por entre os misteriosos assassinatos vamos assistindo a profundos debates teológicos e filosóficos entre os monges, escutando as suas diferentes opiniões sobre o passado e o futuro da Igreja Católica, os diversos pareceres sobre os acontecimentos que marcam a Europa da altura e presenciando a rivalidade entre monges beneditinos e franciscanos. Esta riqueza em conteúdo, aliada ao detalhe histórico com que Eco o escreveu, torna o livro um desafio... mas que vale bem o esforço!
«Porque esta é uma história de livros, não de misérias quotidianas» - 9
Frases Preferidas
(ISBN13: 9788481304954)
«Os monstros existem porque fazem parte dos desígnios divinos, e até nas horríveis façanhas dos monstros se revela a potência do Criador.» - 39
«E este é o mal que a heresia faz ao povo cristão, que torna obscuras as ideias e leva todos a tornarem-se inquisidores pelo próprio bem pessoal» - 50
«aqueles que não podes amar, teme-os» - 63
«quando a alma é arrebatada, então a única virtude está em amar aquilo que vês (não é verdade?), a suma felicidade em ter aquilo que tens, então a vida bem-aventurada bebe-se na sua fonte (não foi dito?), então saboreia-se a verdadeira vida que depois desta mortal nos tocará viver junto dos anjos na eternidade...» - 232
«Os livros não são feitos para se crer neles, mas para serem submetidos a investigação. Diante de um livro não devemos perguntar-nos que coisa diz, mas que coisa quer dizer, ideia que foi muito clara para os velhos comentadores dos livros sagrados.» - 298
«O bem de um livro reside em ser lido. Um livro é feito de signos que falam de outros signos, os quais por sua vez falam das coisas.
«Teme, Adso, os profetas e aqueles que estão dispostos a morrer pela verdade, que de costume fazem morrer muitíssimos com eles, frequentemente antes deles, por vezes em seu lugar.» - 465
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