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0 As Minhas Leituras | Outubro 2015
Os Bridgerton protagonizam uma série fabulosa e o seu sétimo livro, Aquele Beijo, está entre os melhores da saga desta divertida família! Preocupa-me que estejamos a ficar sem Bridgertons e que a série se aproxime do final, mas estes são livros que adoro ler! ❤
O destaque dado a Lady Danbury - a idosa com a língua mais viperina da sociedade britânica, que não parece disposta a poupar ninguém aos seus comentários corrosivos - é um dos meus pontos preferidos do livro. Também os diálogos entre Hyacinth e Gareth, ou até mesmo entre Hyacinth e Lady D., são muito prazerosos de acompanhar e a diferença entre a família de Hyacinth, tão numerosa e unida, e a família de Gareth, que não conta com o apoio e amor de mais ninguém a não ser da avó, faz-nos gostar ainda mais deste protagonista e torcer para que a verdade, quando vier à tona, não impeça o romance...
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As protagonistas de Lesley Pearse são sempre cativantes e a forma como a autora nos leva a embarcar nas viagens das suas vidas torna a leitura muito estimulante. De Amor e Sangue traz-nos mais uma história de vida memorável, protagonizada por uma mulher excepcional, de carácter forte, apostada em fazer a diferença quando poderia limitar-se a tentar sobreviver um dia de cada vez.
Um dos meus temas preferidos neste livro é a discrepância entre as condições de vida das diferentes classes sociais. Lesley Pearse volta a fazer um trabalho excecional na construção de vários episódios em que estas diferenças são mais do que óbvias. Também gostei imenso da introdução da homossexualidade numa história decorrente nesta época; mesmo não simpatizando com os personagens homossexuais da narrativa, é fácil assimilar as dificuldades que eram obrigados a enfrentar e a necessidade de esconderem o seu verdadeiro eu face a toda a ignorância, intolerância e preconceito que os rodeava.
Mais um excelente livro da autora.
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A trilogia de Summerset Abbey chegou ao fim com este Ventos de Mudança em Summerset Abbey a representar um ponto final muito satisfatório. Centrando-se no papel da Mulher e das suas opções durante a Primeira Guerra Mundial, este é um livro muito interessante e agradável de ler. Com personagens fantásticas que atravessam um período de mudança, esta trilogia é uma excelente opção para as leitoras que apreciam um bom, mas descomplicado, romance histórico, fácil de acompanhar e rápido de terminar.
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...Por falar em trilogias, este mês decidi terminar a d'O Senhor dos Anéis! Esta tem que ser uma das mais magníficas sagas de literatura fantástica!
Embora este terceiro livro tenha sido, para mim, o menos envolvente e mais cansativo dos três, não deixa de ser um livro maravilhoso que narra uma das aventuras mais fantásticas de sempre, com tudo o que poderíamos desejar...e mais ainda.
Gostei muito de ver finalmente as personagens seguirem o seu caminho, o restabelecimento do Shire e o início de uma nova Era em Middle Earth. No meio de tanta fantasia e magia, encontramos o verdadeiro sentido de amizade/lealdade e descobrimos que a coragem pode habitar nos corações mais improváveis.
...E como já tenho ali o Silmarillion, posso regressar a Middle Earth quando me apetecer! :)
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Apesar de ser um trabalho digno de nota, a compilação de ensaios humorísticos de Robert Benchley editada pela Tinta da China, não foi tão «estimulante» como eu julguei que seria... a matemática é simples: ignorando a relevância do seu autor e a genialidade e influência do mesmo, este é, essencialmente, um livro de humor, e eu não lhe achei assim tanta graça...
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O Filho veio parar à minha «lista de livros por ler» porque o seu sucesso me chamou à atenção e porque se debruça sobre um tema que não abunda entre as minhas leituras passadas.
O tempo que demorei em interessar-me por ele foi compensado quando, a mais de meio, me apercebi de como este foi ganhando gradualmente importância e significado.
A envergadura deste trabalho é assustadora e o seu autor está de parabéns não só pelo exaustivo trabalho de investigação mas também pela forma como manobrou e compilou toda esta informação e nunca deixou que as personagens perdessem a sua individualidade aos nossos olhos.
Excelente livro!
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Como disse, tenho sido mais criteriosa com as minhas escolhas e isso passa por não me deixar iludir com sinopses comerciais... No entanto, quando li a de Pura Coincidência soube que tinha que ir buscá-lo. E depressa!
Quando comecei a lê-lo fui sugada de tal maneira para a história que só voltei a ter consciência de mim própria passadas as primeiras 100 páginas - é a «benesse» de ter gatos: não nos permitem muitas horas seguidas de actividades egoístas...
Este é um daqueles livros em que quanto mais sabemos, mais queremos saber e, embora não sendo um daqueles thrillers enervantes em que o anseio de chegar ao final é quase insuportável, envolveu-me completamente no seu enredo, levando-me a procurar a verdade por entre mentiras, falsas intenções, desejo de vingança e alguma demência.
Com poucas personagens e partindo de uma história perturbadora mas comparativamente simples, Pura Coincidência transforma-se gradualmente num extraordinário jogo de suspeitas.
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Aos fantásticos pormenores sobre o quotidiano numa Paris ocupada pelos alemães e detalhes relacionados com arquitectura, O Arquiteto de Paris adiciona ainda um enredo muito intrigante que me manteve empenhada no livro desde a primeira à última página.
Sendo arquiteto, julgo que o autor fez um excelente trabalho como romancista. Além da magnífica história que narrou, Belfoure criou um rol de personagens muito interessantes, umas que admirei pela coragem, outras que odiei pela perversa desumanidade demonstrada. O autor centra o seu livro em Lucien, personagem bem construída que evolui de simples insensibilidade para genuína preocupação com as pessoas que salvou, acabando por se envolver emocionalmente.
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0 Ventos de Mudança em Summerset Abbey + Opinião
Etiquetas:
4 estrelas,
Primeira Guerra Mundial,
Romance Histórico,
T. J. Brown
trilogia Summerset Abbey:
- As Mulheres de Summerset Abbey (Summerset Abbey n.º 1)
- Paixão Proibida em Summerset Abbey (Summerset Abbey n.º 2)
- Ventos de Mudança em Summerset Abbey (Summerset Abbey n.º 3)
As Mulheres de Summerset Abbey
Summerset Abbey #1
Sir Philip Buxton criou três raparigas que cresceram para se tornarem mulheres bonitas e capazes, numa casa boémia que desafiava a tradição. A mais velha, Rowana, foi ensinada a dar valor às pessoas, não ao dinheiro ou estatuto, mas tudo aquilo em que acredita será posto à prova quando Sir Philip morre e as raparigas passam a viver sob a tutela dos tios, na vasta propriedade da família, Summerset Abbey.
VICTORIA BUXTON
De corpo frágil mas de espírito audacioso, Victoria sonha secretamente em frequentar a universidade para se tornar numa botânica como o pai. Mas este desejo, impróprio para uma dama, não é o seu único segredo, Victoria tropeça num escândalo familiar que, se revelado, tem o potencial de mudar vidas para sempre...
PUDENCE TATE
Prudence foi criada com carinho entre Victoria e Rowena e o vínculo entre as irmãs é forte como sangue. Mas, por nascimento, Victoria é filha da governanta e, para o lord de Summerset Abbey, isso faz dela uma plebéia que deverá ocupar o seu verdadeiro lugar na sociedade - uma criada para as suas «irmãs». Mas Pru não pertence ao mundo do pessoal doméstico e quando um jovem lhe chama a atenção ela começa a questionar se conseguirá algum dia ocupar um lugar em Summerset Abbey.
Autor: T. J. Brown
Género: Romance histórico
Páginas: 304
Original: Summerset Abbey (2013)




Ora aqui está uma série que eu estou empolgadíssima para continuar a acompanhar!
Na casa de Sir Philip reinava um espírito boémio que se opunha à tradição - viúvo, Sir Philip permitiu que as suas duas filhas, Victoria e Rowena, fossem criadas juntamente com Prudence, a filha da governanta, como se esta fosse parte da família. Contudo, esta era uma noção partilhada apenas pelos esclarecidos do início do século XIX…e quando Sir Philip morre, vítima de pneumonia, Prudence depara-se com uma realidade bem diferente. As três são obrigadas a ir morar com o tio que, regendo-se ainda pelas estritas regras da aristocracia, apenas tolera a ida de Prudence sob o estatuto de criada. Um preceito pessoal que esconde algo bem mais grave. Na verdade, o futuro da família Buxton depende de se livrarem de Prudence…rapidamente.
Gostei imenso da abordagem escolhida pela autora, seguindo simultaneamente as três jovens - três mulheres fortes com ideias perigosamente liberais, habituadas a uma certa independência que agora se encontram sob a tutela de um homem que se opõe veemente a tal. Ao longo da narrativa fui ganhando afeição a cada uma delas (por motivos bem diferentes) e pelos respectivos interesses românticos que desenvolvem, especialmente pelo intrigante Kit. É certo que Rowena perdeu um bocadinho do seu encanto ao adiar constantemente a verdade, por dificuldade ou inconveniência, levando a consequências desastrosas. Como compensação, gostei muito da aparente fragilidade de Victoria, que acaba por camuflar um caracter forte e decidido. E, claro, a história de Prudence é a mais interessante e comovente, por se encontrar suspensa entre o mundo dos criados e dos senhores da casa, sem pertencer verdadeiramente a qualquer um dos lados.
A época histórica é, só por si, muito interessante. Gostei da exploração da condição da mulher numa sociedade onde se começavam a alastrar novas ideologias entre as jovens, novos objectivos e prioridades, que levavam ao desinteresse por aquela que deveria ser a condicionante máxima das suas vidas: o matrimónio. Ficou bastante por dizer, mas As Mulheres de Summersey Abbey é apenas o 1º livro de uma série contínua que acredito que se vá desenvolvendo lentamente sobre si mesma, daí que a exploração dos diversos tópicos e até das próprias personagens seja também ela lenta e adiada. Convenhamos que a autora não podia atafulhar o primeiro livro com informação, sobrecarregando uma leitura de entretenimento que se tornaria certamente aborrecida.
Não reconheço especial talento na escrita da autora mas gostei muito da forma como montou e desenvolveu o enredo, enriquecendo-o com pormenores preciosos. Embora este esteja longe de ser original, é manobrado de forma a espicaçar a curiosidade do leitor e, entre parentescos chocantes e uma tia falecida em criança sobre a qual todos se recusam a falar, dei por mim já profundamente embrenhada na história.
Mais que tudo, adorei o final abrupto que me deixou pendurada na história, no meio de todas as possibilidades criadas a partir de uma reviravolta inesperada e tumultuosa… Um assombro que me deixou a pairar sobre o derradeiro ponto final durante alguns segundos.
Opinião...





My rating: 4 of 5 stars
Ora aqui está uma série que eu estou empolgadíssima para continuar a acompanhar!
Na casa de Sir Philip reinava um espírito boémio que se opunha à tradição - viúvo, Sir Philip permitiu que as suas duas filhas, Victoria e Rowena, fossem criadas juntamente com Prudence, a filha da governanta, como se esta fosse parte da família. Contudo, esta era uma noção partilhada apenas pelos esclarecidos do início do século XIX…e quando Sir Philip morre, vítima de pneumonia, Prudence depara-se com uma realidade bem diferente. As três são obrigadas a ir morar com o tio que, regendo-se ainda pelas estritas regras da aristocracia, apenas tolera a ida de Prudence sob o estatuto de criada. Um preceito pessoal que esconde algo bem mais grave. Na verdade, o futuro da família Buxton depende de se livrarem de Prudence…rapidamente.
Gostei imenso da abordagem escolhida pela autora, seguindo simultaneamente as três jovens - três mulheres fortes com ideias perigosamente liberais, habituadas a uma certa independência que agora se encontram sob a tutela de um homem que se opõe veemente a tal. Ao longo da narrativa fui ganhando afeição a cada uma delas (por motivos bem diferentes) e pelos respectivos interesses românticos que desenvolvem, especialmente pelo intrigante Kit. É certo que Rowena perdeu um bocadinho do seu encanto ao adiar constantemente a verdade, por dificuldade ou inconveniência, levando a consequências desastrosas. Como compensação, gostei muito da aparente fragilidade de Victoria, que acaba por camuflar um caracter forte e decidido. E, claro, a história de Prudence é a mais interessante e comovente, por se encontrar suspensa entre o mundo dos criados e dos senhores da casa, sem pertencer verdadeiramente a qualquer um dos lados.
A época histórica é, só por si, muito interessante. Gostei da exploração da condição da mulher numa sociedade onde se começavam a alastrar novas ideologias entre as jovens, novos objectivos e prioridades, que levavam ao desinteresse por aquela que deveria ser a condicionante máxima das suas vidas: o matrimónio. Ficou bastante por dizer, mas As Mulheres de Summersey Abbey é apenas o 1º livro de uma série contínua que acredito que se vá desenvolvendo lentamente sobre si mesma, daí que a exploração dos diversos tópicos e até das próprias personagens seja também ela lenta e adiada. Convenhamos que a autora não podia atafulhar o primeiro livro com informação, sobrecarregando uma leitura de entretenimento que se tornaria certamente aborrecida.
Não reconheço especial talento na escrita da autora mas gostei muito da forma como montou e desenvolveu o enredo, enriquecendo-o com pormenores preciosos. Embora este esteja longe de ser original, é manobrado de forma a espicaçar a curiosidade do leitor e, entre parentescos chocantes e uma tia falecida em criança sobre a qual todos se recusam a falar, dei por mim já profundamente embrenhada na história.
Mais que tudo, adorei o final abrupto que me deixou pendurada na história, no meio de todas as possibilidades criadas a partir de uma reviravolta inesperada e tumultuosa… Um assombro que me deixou a pairar sobre o derradeiro ponto final durante alguns segundos.
Paixão Proibida em Summerset Abbey
Summerset Abbey #2
A autora inspirou-se na mesma época retratada na famosa série de televisão para contar as histórias de Rowena, Victoria e Prudence, três jovens à procura do seu lugar numa sociedade em mudança. O mundo prepara-se para uma provável guerra e os modelos sociais estão em convulsão.
Autor: T. J. Brown
Editor: Noites Brancas (Fevereiro, 2015*)
Género: Romance histórico
Páginas: 296
Original: A Bloom in Winter (Março, 2013)
*Reedição
Editor: Noites Brancas (Fevereiro, 2015*)
Género: Romance histórico
Páginas: 296
Original: A Bloom in Winter (Março, 2013)
*Reedição
Opinião...





My rating: 4 of 5 stars
"As senhoras não trabalhavam. Eram meramente decorativas." - p. 155
O primeiro livro desta trilogia, As Mulheres de Summerset Abbey, terminou de forma tão inesperada que me senti compulsivamente ansiosa para continuar a acompanhar Rowena, Victoria e Prudence.
Com essa mesma curiosidade veio o receio de que aquela manobra final, com a qual eu discordava completamente, tivesse apenas como objetivo despertar a abelhudice do leitor em relação ao segundo livro mas que seria desfeita na primeira oportunidade para voltar ao alinhamento «normal» da história, o que, na minha opinião, desacreditaria toda a história a nível de enredo. Fiquei então muito satisfeita quando percebi que isso não ia acontecer; muito pelo contrário, a autora não só manteve a dita pirueta intacta, como me convenceu de que era muito melhor assim!
Em Paixão Proibida em Summerset Abbey, as três jovens isolam-se umas das outras enquanto andam ocupadas com a sua nova vida, já que com a morte do pai de Rowena e Victoria e única figura paterna para Prudence, as suas vidas mudaram completamente. Educadas de acordo com ideais progressistas, as três lutam agora contra um mundo que, embora esteja a sofrer rápidas e importantes alterações, nomeadamente em relação ao papel da mulher na sociedade, fá-lo a um ritmo ainda assim demasiado lento para elas.
Gostei muito que este segundo livro se focasse bastante na inteligente Victoria, uma autoditata que sonha em ser botânica. Estragada com mimos e tratada com indulgência toda a vida por causa da sua doença, Victoria sente-se subestimada e está disposta a mostrar que cresceu. Tal como a Irmã, Rowena, observamos ao longo do livro o crescimento e desenvolvimento de Victoria, enquanto ela aprende com os seus próprios erros.
A 3/4 do final o aborreci-me um bocadinho com os impasses mas, mais uma vez, T.J. Brown oferece-nos um final forte que nos deixa cheios de curiosidade para o terceiro livro!
Ventos de Mudança em Summerset Abbey
Summerset Abbey #3
Os costumes da época forçaram Rowena, Victoria e Prudence a seguir caminhos diferentes. O orgulho ameaça sobrepor-se aos laços de amizade de forma permanente. A chegada da Primeira Guerra Mundial muda tudo, sobretudo a forma de se viver em sociedade e o próprio conceito de classe social. Muitas feridas serão abertas. Algumas serão curadas, mas outras prometem manter-se abertas por muito tempo… Será que, no fim, a amizade vai prevalecer contra tudo e contra todos?
Autor: T. J. Brown
Editor: Noites Brancas (Junho, 2015)
Género: Romance histórico
Páginas: 280
Original: Spring Awakening (Agosto, 2013)




Voltamos a Summerset Abbey uma última vez.
Jonathon é o homem que Rowena «não poderia ter e que nunca esqueceria», decidindo avançar com o casamento de conveniência com Sebastien, uma aposta segura depois dos desgostos amorosos que ambos sofreram. Inserida num ciclo social apático, o enfado de Rowena só é mitigado pela sua paixão pela aviação. Por seu lado, Victoria consegue finalmente sair de Summerset para viver com relativa independência em Londres, não muito longe de Prudence que continua a tentar tornar-se uma dona de casa competente e a esforçar-se para que o casamento com o modesto Andrew resulte.
… Mas estes são tempos de mudança; o início do século viria a revelar-se uma complicada época para começar uma vida nova e, quando o Reino Unido declara guerra à Alemanha, de repente, grande parte do país é, forçosa ou voluntariamente, mobilizada.
A escritora, T. J. Brown, fez um óptimo trabalho na tentativa de nos levar até à época deste acontecimento histórico - a Primeira Guerra Mundial - sempre sob um ponto de vista feminino, avançando pela narrativa rapidamente e sem hesitações. Com Prudence podemos assistir às consequências dos primeiros dias de guerra, a escassez de produtos alimentares e o aumento dos seus preços. Quando o sentido de dever leva o seu marido a alistar-se no exército, Prudence sente, mais uma vez, que foi deixada para trás e prepara-se para enfrentar, sozinha, diversas dificuldades. Embora não compreenda Andrew, Prudence nada mais pode fazer além de deixá-lo ir. Enquanto isso, Eleanor e Victoria reflectem o empenho das várias jovens que se esforçaram para prestar cuidados de saúde em hospitais e casas de convalescença durante a guerra. E Rowena permite-nos acompanhar a evolução da aviação e a relevância que a força aérea conquistou no combate ao inimigo.
Todos os rapazes que conhecemos nos livros anteriores acabam por servir no exército, «enviados para enfrentar a morte em terras estranhas» e às mulheres resta esperar passivamente que a guerra termine ou escolher um papel mais activo, contribuindo com as suas competências para ajudar o país, passando a ocupar cargos anteriormente impensáveis e contribuindo assim para a mudança do papel e da posição da mulher na sociedade, para sempre.
No meio de uma incerteza colectiva e esmagadora, damos muitas vezes pelas nossas personagens a indagar se pessoas com quem contactaram algures no passado estarão vivas ou mortas. Com o avançar da guerra, cada vez se torna mais óbvio quão demorada e difícil será a recuperação dos combatentes sobreviventes, quer a nível físico quer a nível psicológico.
As três raparigas de quem aprendemos a gostar em «As Mulheres de Summerset Abbey» e «Paixão Proibida em Summerset Abbey» vivem agora a época mais difícil das suas vidas e terão que enfrentar várias dificuldades e sofrimento até encontrar a verdadeira felicidade.
Este é um livro fantástico que nos mostra que, mesmo em tempo de guerra, há espaço para o amor.
Editor: Noites Brancas (Junho, 2015)Género: Romance histórico
Páginas: 280
Original: Spring Awakening (Agosto, 2013)
Opinião...





My rating: 4 of 5 stars
«A guerra muda tudo.» (p. 64)
Voltamos a Summerset Abbey uma última vez.
Jonathon é o homem que Rowena «não poderia ter e que nunca esqueceria», decidindo avançar com o casamento de conveniência com Sebastien, uma aposta segura depois dos desgostos amorosos que ambos sofreram. Inserida num ciclo social apático, o enfado de Rowena só é mitigado pela sua paixão pela aviação. Por seu lado, Victoria consegue finalmente sair de Summerset para viver com relativa independência em Londres, não muito longe de Prudence que continua a tentar tornar-se uma dona de casa competente e a esforçar-se para que o casamento com o modesto Andrew resulte. «Reconstrui a minha vida e o meu coração, e dei-o a outra pessoa» (p. 223)
… Mas estes são tempos de mudança; o início do século viria a revelar-se uma complicada época para começar uma vida nova e, quando o Reino Unido declara guerra à Alemanha, de repente, grande parte do país é, forçosa ou voluntariamente, mobilizada.
A escritora, T. J. Brown, fez um óptimo trabalho na tentativa de nos levar até à época deste acontecimento histórico - a Primeira Guerra Mundial - sempre sob um ponto de vista feminino, avançando pela narrativa rapidamente e sem hesitações. Com Prudence podemos assistir às consequências dos primeiros dias de guerra, a escassez de produtos alimentares e o aumento dos seus preços. Quando o sentido de dever leva o seu marido a alistar-se no exército, Prudence sente, mais uma vez, que foi deixada para trás e prepara-se para enfrentar, sozinha, diversas dificuldades. Embora não compreenda Andrew, Prudence nada mais pode fazer além de deixá-lo ir. Enquanto isso, Eleanor e Victoria reflectem o empenho das várias jovens que se esforçaram para prestar cuidados de saúde em hospitais e casas de convalescença durante a guerra. E Rowena permite-nos acompanhar a evolução da aviação e a relevância que a força aérea conquistou no combate ao inimigo.
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| Enfermeira VAD - Imagem de British Red Cross |
Todos os rapazes que conhecemos nos livros anteriores acabam por servir no exército, «enviados para enfrentar a morte em terras estranhas» e às mulheres resta esperar passivamente que a guerra termine ou escolher um papel mais activo, contribuindo com as suas competências para ajudar o país, passando a ocupar cargos anteriormente impensáveis e contribuindo assim para a mudança do papel e da posição da mulher na sociedade, para sempre.
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| B.E. 2 (British Royal Flying Corps, 1914) - Imagem de William Whitson |
No meio de uma incerteza colectiva e esmagadora, damos muitas vezes pelas nossas personagens a indagar se pessoas com quem contactaram algures no passado estarão vivas ou mortas. Com o avançar da guerra, cada vez se torna mais óbvio quão demorada e difícil será a recuperação dos combatentes sobreviventes, quer a nível físico quer a nível psicológico.
«não haveria um único homem ou mulher naquele país que não tivesse sido irrevogavelmente mudado por aquela guerra» (p. 238)
As três raparigas de quem aprendemos a gostar em «As Mulheres de Summerset Abbey» e «Paixão Proibida em Summerset Abbey» vivem agora a época mais difícil das suas vidas e terão que enfrentar várias dificuldades e sofrimento até encontrar a verdadeira felicidade.
Este é um livro fantástico que nos mostra que, mesmo em tempo de guerra, há espaço para o amor.
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