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0 O Autor: Mia Couto
Etiquetas:
Mia Couto
Mia Couto, cujos pais emigraram para Moçambique, nasceu na Beira (Moçambique) em 1955.
Apenas com 14 anos de idade publicou alguns dos seus poemas no jornal Notícias da Beira. Três anos depois, iniciou os seus estudos de Medicina na Universidade de Lourenço Marques (Maputo), abandonando a área no início do terceiro ano e passando a trabalhar como jornalista depois do 25 de Abril de 1974.
Nomeado diretor da Agência de Informação de Moçambique, formou ligações de correspondentes entre as províncias moçambicanas. Seguidamente, participou na revista Tempo até 1981 e no jornal Notícias até 1985, demitindo-se para se dedicar aos estudos universitários na área da biologia na Universidade Eduardo Mondlane.
O seu primeiro livro de poesia «Raiz de Orvalo» foi publicado em 1983. Considerado um dos escritores mais importantes de Moçambique, é também o escritor moçambicano mais traduzido.
Foi fundador de uma- empresa de estudos ambientais da qual é colaborador.
Obras Publicadas:
1 - Romance:
- Estórias Abensonhadas;
- Jerusalém;
- A Confissão da Leoa;
- O Fio das Missangas;
- Terra Sonâmbula;
- Cada Homem é uma Raça;
- Na Berma de Nenhuma Estrada;
- Venenos de Deus, Remédios do Diabo;
- O Outro Pé da Sereia;
- Contos do Nascer da Terra;
- Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra;
- Vinte e Zinco;
- O Último Voo do Flamingo;
- A Varanda do Frangipani;
- Cronicando;
- Pensageiro Frequente;
- Vozes Anoitecidas;
2 - Livros Infantojuvenis:
- O Beijo da Palavrinha;
- O Gato e o Escuro;
- A Chuva Pasmada
3 - Poesia:
- Idades Cidades Divindades
- Raíz de Orvalho e Outros poemas
3 - Outros:
- Mar Me Quer;
- E Se Obama Fosse Africano?
- Pensatempos - Textos de Opinião;
- O Assalto;
- Tradutor de Chuvas;
0 ~ A Confissão da Leoa ~ de Mia Couto
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5 estrelas,
Mia Couto
«Um acontecimento real - as sucessivas mortes de pessoas provocadas por ataques de leões numa remota região do norte de Moçambique - é pretexto para Mia Couto escrever um surpreendente romance. Não tanto sobre leões e caçadas mas sobre homens e mulheres vivendo em condições extremas.
«A Confissão da Leoa» é bem um romance à altura de «Terra Sonâmbula» e «Jerusalém», já conhecidos do leitor português.»

- Autor: Mia Couto
- Editor: Caminho (2012)
- Páginas: 272
- Cotação: 5!





A Minha Opinião:
Na sua mais recente obra, o escritor moçambicano Mia Couto parte de uma história real e com consequências dramáticas, levando-nos numa viagem de reflexão e observação sobre as condições extremas em que estas pessoas vivem no seu quotidiano, o impacto que a guerra colonial teve e os efeitos que continua a exercer, a forma como a cultura e tradição deste povo, marcadas por um carácter supersticioso, condiciona as suas decisões e acções, dominando a forma como interpretam o que os rodeia.
Em «A Confissão da Leoa» temos acesso a dois pontos de vista: Mariamar e Baleiro, que se revezam e complementam no relato da história central, acrescentando os seus receios pessoais, motivos e angústias, dando-nos também a conhecer episódios do seu passado.
Tudo isto é realizado com e manobrado de forma magnífica e muito inteligente por Mia Couto, traduzindo-se num livro bonito e simples que, embora por vezes confuso, pouco óbvio e surrealista, guarda em si muita sabedoria camuflada.
Todo o livro segue de forma muito intrigante, prendendo o interesse do leitor. Penso, contudo, que o fim está fracamente consolidado e ligeiramente apressado. Também a linguagem de Mia nos troca por vezes o passo, quebrando o ritmo da leitura, mas nenhum destes pontos menos positivos chega para tirar as mais do que merecidas cinco estrelas a este livro.
Mia Couto escreve-nos como já muito poucos o fazem!
Em «A Confissão da Leoa» temos acesso a dois pontos de vista: Mariamar e Baleiro, que se revezam e complementam no relato da história central, acrescentando os seus receios pessoais, motivos e angústias, dando-nos também a conhecer episódios do seu passado.
Tudo isto é realizado com e manobrado de forma magnífica e muito inteligente por Mia Couto, traduzindo-se num livro bonito e simples que, embora por vezes confuso, pouco óbvio e surrealista, guarda em si muita sabedoria camuflada.
Todo o livro segue de forma muito intrigante, prendendo o interesse do leitor. Penso, contudo, que o fim está fracamente consolidado e ligeiramente apressado. Também a linguagem de Mia nos troca por vezes o passo, quebrando o ritmo da leitura, mas nenhum destes pontos menos positivos chega para tirar as mais do que merecidas cinco estrelas a este livro.
Mia Couto escreve-nos como já muito poucos o fazem!
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