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0 A História de Kullervo {Livros Maio}
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J. R. R. Tolkien,
Lançamentos,
Literatura Fantástica
A sua infância foi passada no lar do feiticeiro Untamo, que matou o seu pai, raptou a sua mãe, e que tentou por três vezes matá-lo quando ainda era pequeno. Kullervo está só, à excepção do amor que nutre pela sua irmã, Wanona, e do seu guardião com poderes mágicos, Musti, um cão preto. Quando Kullervo é vendido como escravo, jura vingar-se do feiticeiro, mas irá descobrir que até perante uma vingança terrível, não é possível escapar ao mais cruel dos destinos.
Tolkien escreveu que A história de Kullervo foi «o início da minha tentativa para criar as minhas próprias lendas» e também que seria «um tema maior nas lendas da Primeira Idade»; o seu Kullervo é o antecessor de Turim Turambar, o trágico e incestuoso herói de Os Filhos de Hurin. Além de ser uma história poderosa por si só, A História de Kullervo é pela primeira vez publicada com os esboços e as notas do autor, bem como ensaios sobre a obra onde se insere, Kalevala, o que a revela como base da estrutura do mundo inventado de Tolkien.
Autor: J. R. R. Tolkien

Editor: Publicações Europa-América (Maio, 2016)

Género: Literatura Fantástica
Páginas: 176
Original: The Story of Kullervo


John Ronald Reuel Tolkien nasceu na África do Sul, de pais ingleses, em 1892. Tinha 4 anos quando o pai morreu e foi já em Inglaterra que fez os seus estudos, concluídos em 1915 na Universidade de Oxford. Alistado no Exército Inglês, combateu na Primeira Grande Guerra e foi vítima da "febre-das-trincheiras", que o levou a estar hospitalizado durante um ano. A seguir à guerra trabalhou na equipa que organizou o "Dicionário Inglês de Oxford" e começou a leccionar, primeiro na Universidade de Leeds, depois na de Oxford. Tolkien era um especialista do Old English (que vai do séc. VIII a.C. ao séc. XII d.C.) e do Middle English (que vai do séc. XII ao XVI).
"O Hobbit", seu primeiro livro (já publicara textos académicos, nomeadamente, em colaboração com E. V. Gordon, "Sir Gawain and the Green Knight) escreveu-o em 1937, e a trilogia de "O Senhor dos Anéis" foi publicada nos anos de 1954 e 55. J.R.R. Tolkien viria a morrer em 1973, com 81 anos.
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0 As Minhas Leituras | Janeiro 2016
★★★★★



★★★★✩





★★★✩✩


★★✩✩✩

Os meus preferidos de Janeiro foram O Vermelho e o Negro de Stendhal e Viagens na Minha Terra de Almeida Garrett. Stendhal impressionou-se pela forma suave com que avança pela narrativa, apresentando-nos a Julien, um personagem inesquecível, tecendo uma excelente crítica à sociedade em que este se insere enquanto que, ao mesmo tempo, narra os acontecimentos que levaram Julien ao seu final trágico.
Por sua vez, Garrett arrebatou-me com a sua prosa encantadora, também ela reflectindo e criticando a situação política e social da época ao mesmo tempo que narra um romance trágico. Admito que a história de Carlos e Joana não me diz muito; interessou-me «apenas» pela sua comparação simbólica à realidade vivida no país, reflectindo o embate entre ideais distintos.
Pequenos, fantasiosos mas bem significativos, Roverandom de Tolkien, História de um Gato e de um Rato que se Tornaram Amigos de Sepúlveda e As Aventuras de Tom Sawyer de Mark Twain são encantadores! A criatividade de Roverandom é simplesmente genial; Tolkien leva-nos numa maravilhosa aventura desde a superfície da Lua até às profundezas do mar!
Sepúlveda mostra-nos explica-nos com enorme simplicidade os princípios da amizade. Além de me levar a considerar a amizade no geral, este livro encantou-me pela chamada de atenção e pequena homenagem aos pequenos seres peludos de quatro patinhas que nos acompanham na vida e que infelizmente, e de forma tão dolorosamente injusta, não nos acompanham tempo suficiente.
Tom e Huckleberry, transportam-nos até tempos em que nos expressávamos com igual simplicidade, passando muitas vezes pela casmurrice [demasiadas vezes, no meu caso] e tirávamos as mais rápidas [e extremamente improváveis] conclusões, tomando inclusivamente a magia e o fantástico como bases plausíveis para justificar qualquer fenómeno que escapasse à nossa compreensão. Para além de me ter permitido retroceder alguns aninhos, a comicidade das sucessivas tropelias de Tom é genuína e a esperteza com que ele lida com as situações que se lhe apresentam é interessante o suficiente para que este possa ser também um livro para os mais crescidos.
O Príncipe de Maquiavel e Um Diamante do Tamanho do Ritz de Fitzgerald estavam ambos na minha prateleira de livros por ler à demasiado tempo!
Um Diamante do Tamanho do Ritz é o terceiro livro que leio de F. Scott Fitzgerald e, embora não suplante O Grande Gatsby, gostei muito. Aqui Fitzgerald deixa-nos uma crítica claramente uma crítica à importância que a sociedade dá ao dinheiro e aos que o possuem. O dinheiro e a obsessão pelo mesmo revelam-se uma prisão para os personagens do livro, resultando na perda de valores morais e na realização de actos terríveis. Por entre sátira, fantasia e hipérbole, F. Scott Fitzgerald arranjou uma forma bem real de ridicularizar a sociedade, narrando simultaneamente o romance de John Unger, a quem a provação em causa acaba por ensinar algumas coisas e desencadear o seu amadurecimento sem, no entanto, fazer com que ele perca um optimismo ligeira e propositadamente ridículo.
Sem escrúpulos, Niccolò Machiavelli analisa e expõe o comportamento que um governador deve adotar para subir ao poder e manter-se no topo. Bem-sucedidos ou completamente arruinados, o escritor serve-se de vários exemplos para fundamentar as suas conclusões - homens que reconheceram a oportunidade gerada pela atribulação e se serviram dela para revelar as excecionais mentes e forças que os colocariam na História. Com o seu tom direto e conciso, O Príncipe reúne verdades intemporais, tornando-se uma excelente e inquietante fonte de reflexão política.
Gostei muito de Um Caso Tipicamente Inglês da já nossa conhecida Elizabeth Edmondson. Além das várias suspeitas que Edmondson nos obriga a levantar sobre as diversas personagens do livro, a escritora cria um ambiente rural encantador, cheio de mexericos e curiosidade, numa época pós-guerra já de si muito interessante.Este é o primeiro livro da nova série da autora e eu mal posso esperar pelo próximo!
Também gostei muito de A Perfeição de Fiona - acreditem que vale bem a pena - mas a sua fraca representação literária leva-me a ficar, muito injustamente, admito, pelas três estrelas. Chesney tem o dom de distribuir comicidade não só na base da acção mas também nos pequenos pormenores e nas identidades e idiossincrasias dos seus personagens.
Também estou desejosa de ler o próximo livro desta série...e estas edições são tão bonitas!
Tenho lido alguns dos contos de H. P. Lovecraft e em Janeiro foi a vez de Herbert West: Reanimator, embora pessoalmente este conto não me tenha agradado muito, conheço a competência e criatividade do autor e sei que são ambas fantásticas portanto não tenho este trabalho, produzido ainda na imaturidade do escritor, como referência.
Pelo contrário, A Filha Desaparecida, para o qual tinha grandes expectativas, acabou por ser uma desilusão, especialmente porque estava a gostar do livro e do mistério que nele consta mas o final é uma grande desilusão e frustração! Ao longo do livro a falta de acção foi sendo largamente compensada pelo meu interesse na resolução do mistério, mas as expectativas que Shemilt foi criando acabaram por ficar longe de se verem correspondidas.
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0 Roverandom | Opinião
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5 estrelas,
J. R. R. Tolkien,
Literatura Fantástica
While on holiday in 1925, four-year-old Michael Tolkien lost his beloved toy dog on the beach. To console him, his father J.R.R. Tolkien improvised a story about Rover, a real dog who is magically transformed into toy, and his quest to find the wizard who can return him to normal.
The adventures of Rover, or 'Roverandom' a he becomes known, include encounters with an ancient sand-sorcerer and a terrible dragon, by the king of wordplay, the story underwent a number of revisions and was originally considered for publication in January 1937, the same year as The Hobbit, was abandoned when the publishers asked instead for a sequel, which culminated inThe Lord of the Rings. Roverandom was finally published in 1998.
This edition is edited by Christina Scull and Wayne G. Hammond, whose introduction shows how the story is related to Tolkien's later works The Hobbit, The Silmarillion, and his Letters from Father Christmas. It includes all five illustrations by Tolkien himself.
Autor: J. R. R. Tolkien
Editor: Harper Collins
Género: Literatura Fantástica
Original: Roverandom
opinião
★★★★★ (5/5)
Embora mais curto e simples que os trabalhos que já tive oportunidade de ler de J. R. R. Tolkien, Roverandom é de uma criatividade igualmente genial. Do infeliz encontro de um cão chamado Rover com um feiticeiro não muito simpático resulta que, por não usar as simples palavras "por favor", Rover acaba transformado num pequeníssimo cão de brincar. Assim, acabamos por partir com Rover numa maravilhosa aventura desde a superfície da Lua até às profundezas do mar!
Embora o fantástico não seja o meu género literário de eleição, Tolkien é tão "convincente" que quando começo um dos seus livros tenho sempre a sensação que estou na presença efectiva de uma pessoa sábia e experiente, conhecedora dos mistérios do mundo, que me vai contar uma história espectacular. Este "poder" do narrador funciona como um íman para mim já que gosto muito de uma boa história, mas adoro quem a sabe realmente contar. Desde a riqueza dos cenários, passando pela cómica excentricidade das personagens, até às mais maravilhosas, embora improváveis, justificações para as idiossincrasias deste "seu" mundo, tudo neste livro se reúne para nos encantar.

Adorei o livro e quando penso no que levou Tolkien a escrevê-lo [para entreter os filhos depois de um deles ter passado pela triste experiência de perder na praia o seu brinquedo preferido da altura, um cão] torna-se ainda mais precioso
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0 As Minhas Leituras | Outubro 2015
Os Bridgerton protagonizam uma série fabulosa e o seu sétimo livro, Aquele Beijo, está entre os melhores da saga desta divertida família! Preocupa-me que estejamos a ficar sem Bridgertons e que a série se aproxime do final, mas estes são livros que adoro ler! ❤
O destaque dado a Lady Danbury - a idosa com a língua mais viperina da sociedade britânica, que não parece disposta a poupar ninguém aos seus comentários corrosivos - é um dos meus pontos preferidos do livro. Também os diálogos entre Hyacinth e Gareth, ou até mesmo entre Hyacinth e Lady D., são muito prazerosos de acompanhar e a diferença entre a família de Hyacinth, tão numerosa e unida, e a família de Gareth, que não conta com o apoio e amor de mais ninguém a não ser da avó, faz-nos gostar ainda mais deste protagonista e torcer para que a verdade, quando vier à tona, não impeça o romance...
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As protagonistas de Lesley Pearse são sempre cativantes e a forma como a autora nos leva a embarcar nas viagens das suas vidas torna a leitura muito estimulante. De Amor e Sangue traz-nos mais uma história de vida memorável, protagonizada por uma mulher excepcional, de carácter forte, apostada em fazer a diferença quando poderia limitar-se a tentar sobreviver um dia de cada vez.
Um dos meus temas preferidos neste livro é a discrepância entre as condições de vida das diferentes classes sociais. Lesley Pearse volta a fazer um trabalho excecional na construção de vários episódios em que estas diferenças são mais do que óbvias. Também gostei imenso da introdução da homossexualidade numa história decorrente nesta época; mesmo não simpatizando com os personagens homossexuais da narrativa, é fácil assimilar as dificuldades que eram obrigados a enfrentar e a necessidade de esconderem o seu verdadeiro eu face a toda a ignorância, intolerância e preconceito que os rodeava.
Mais um excelente livro da autora.
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A trilogia de Summerset Abbey chegou ao fim com este Ventos de Mudança em Summerset Abbey a representar um ponto final muito satisfatório. Centrando-se no papel da Mulher e das suas opções durante a Primeira Guerra Mundial, este é um livro muito interessante e agradável de ler. Com personagens fantásticas que atravessam um período de mudança, esta trilogia é uma excelente opção para as leitoras que apreciam um bom, mas descomplicado, romance histórico, fácil de acompanhar e rápido de terminar.
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...Por falar em trilogias, este mês decidi terminar a d'O Senhor dos Anéis! Esta tem que ser uma das mais magníficas sagas de literatura fantástica!
Embora este terceiro livro tenha sido, para mim, o menos envolvente e mais cansativo dos três, não deixa de ser um livro maravilhoso que narra uma das aventuras mais fantásticas de sempre, com tudo o que poderíamos desejar...e mais ainda.
Gostei muito de ver finalmente as personagens seguirem o seu caminho, o restabelecimento do Shire e o início de uma nova Era em Middle Earth. No meio de tanta fantasia e magia, encontramos o verdadeiro sentido de amizade/lealdade e descobrimos que a coragem pode habitar nos corações mais improváveis.
...E como já tenho ali o Silmarillion, posso regressar a Middle Earth quando me apetecer! :)
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Apesar de ser um trabalho digno de nota, a compilação de ensaios humorísticos de Robert Benchley editada pela Tinta da China, não foi tão «estimulante» como eu julguei que seria... a matemática é simples: ignorando a relevância do seu autor e a genialidade e influência do mesmo, este é, essencialmente, um livro de humor, e eu não lhe achei assim tanta graça...
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O Filho veio parar à minha «lista de livros por ler» porque o seu sucesso me chamou à atenção e porque se debruça sobre um tema que não abunda entre as minhas leituras passadas.
O tempo que demorei em interessar-me por ele foi compensado quando, a mais de meio, me apercebi de como este foi ganhando gradualmente importância e significado.
A envergadura deste trabalho é assustadora e o seu autor está de parabéns não só pelo exaustivo trabalho de investigação mas também pela forma como manobrou e compilou toda esta informação e nunca deixou que as personagens perdessem a sua individualidade aos nossos olhos.
Excelente livro!
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Como disse, tenho sido mais criteriosa com as minhas escolhas e isso passa por não me deixar iludir com sinopses comerciais... No entanto, quando li a de Pura Coincidência soube que tinha que ir buscá-lo. E depressa!
Quando comecei a lê-lo fui sugada de tal maneira para a história que só voltei a ter consciência de mim própria passadas as primeiras 100 páginas - é a «benesse» de ter gatos: não nos permitem muitas horas seguidas de actividades egoístas...
Este é um daqueles livros em que quanto mais sabemos, mais queremos saber e, embora não sendo um daqueles thrillers enervantes em que o anseio de chegar ao final é quase insuportável, envolveu-me completamente no seu enredo, levando-me a procurar a verdade por entre mentiras, falsas intenções, desejo de vingança e alguma demência.
Com poucas personagens e partindo de uma história perturbadora mas comparativamente simples, Pura Coincidência transforma-se gradualmente num extraordinário jogo de suspeitas.
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Aos fantásticos pormenores sobre o quotidiano numa Paris ocupada pelos alemães e detalhes relacionados com arquitectura, O Arquiteto de Paris adiciona ainda um enredo muito intrigante que me manteve empenhada no livro desde a primeira à última página.
Sendo arquiteto, julgo que o autor fez um excelente trabalho como romancista. Além da magnífica história que narrou, Belfoure criou um rol de personagens muito interessantes, umas que admirei pela coragem, outras que odiei pela perversa desumanidade demonstrada. O autor centra o seu livro em Lucien, personagem bem construída que evolui de simples insensibilidade para genuína preocupação com as pessoas que salvou, acabando por se envolver emocionalmente.
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